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A felicidade existe

A felicidade existe? Sim, ela existe.Pronto, já podemos parar de ler e ir tomar um sorvete de casquinha.

Brincadeiras à parte, a questão não é se existe felicidade ou não, mas sim o que nos afasta dela.

A felicidade é abstrata, por isso, na maior parte das vezes, vamos conversar sobre o que não é a felicidade, sobre o que nos causa tristeza, agonia e depressão, e não propriamente sobre ela.

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Vamos descascando tudo isso que não é a felicidade para tentarmos chegar a uma definição para ela.

A felicidade não é algo material, não é algo tangível, não é algo que podemos conquistar.

A felicidade não é uma posse, não podemos comprá-la, nem mesmo ganhá-la.

A felicidade não é um objeto adquirido em algum momento da nossa vida, o qual carregaremos para sempre.

Buda dizia que a causa de todo sofrimento é a ignorância.

Então, podemos deduzir que quanto mais sábios somos, quanto mais conhecemos as leis do universo, quanto mais conhecemos a realidade em que vivemos, quanto mais conhecemos nossa própria vida, maior a chance de sermos felizes.

Toda causa do sofrimento vem da ignorância, porque, quando não temos sabedoria, tentamos conquistar a felicidade por meio de objetos materiais.

Achamos que se tivermos o carro X, se tivermos o cargo Y, se morarmos em outro país, se tivermos certo relacionamento, seremos mais felizes.

Esse é o pensamento de quase toda a sociedade moderna. Acreditamos que a felicidade é exterior a nós.

Mas não existe felicidade exterior.

Afinal, ela não é um bem, não é algo que podemos conquistar ou comprar. Não podemos barganhar ou negociar a felicidade.

Porém, como vivemos em uma sociedade muito materialista, que volta seus olhos constantemente para os objetos, para a matéria, obviamente entendemos a felicidade como algo que pode ser conquistado ou comprado.

Com isso, passamos a vida inteira trocando objeto por objeto, cargo por cargo, pessoa por pessoa, relacionamento por relacionamento… Comprando, trocando e substituindo, tudo na vã tentativa de sermos felizes.

Na verdade, quando achamos que só tendo A, B ou C vamos ser felizes, estamos adiando nossa felicidade para amanhã infinitamente.

Porque esse é um círculo vicioso, se queremos um carro e temos certeza de que ele nos fará muito feliz, quando finalmente adquirimos o carro, passada aquela sensação de euforia inicial nos primeiros meses de uso, começaremos a achar que um outro carro nos faria mais feliz agora.

Isso ocorre porque o ego sempre quer mais, ele nunca está satisfeito.

O ego é como uma criança que quer muito um brinquedo, mas, quando o ganha, entedia-se rapidamente com ele e logo quer muito outro brinquedo.

Somos crianças espirituais.

Ficamos nesse processo de querer sempre o que não temos, vida após vida. Acreditamos que a felicidade estará na próxima conquista, mas nunca no agora.

Aliás, o que mais apavora o ego é a ideia de felicidade.

Para observar isso, é muito simples, basta irmos a um lugar com muitas pessoas, como uma praça ou no transporte público. Nós simplesmente não ligamos se as pessoas estão com uma aparência deprimida ou triste, pois isso nos parece totalmente normal e esperado.

Porém, se uma pessoa estiver sorrindo, ela causará, no mínimo, um estranhamento. Podemos nos sentir incomodados ou até mesmos desconfiados.

“Do que essa pessoa está rindo? Por quê? Mesmo com tanta desgraça no mundo, ela está feliz? Será que ela não vê como o mundo vai de mal a pior? Será que está bêbada? Drogada? Será que está rindo de mim?”

Essa é a reação que temos à felicidade.

A felicidade incomoda.

A felicidade incomoda o ego.

A felicidade choca o ego.

Isso porque, quando atingimos estados de felicidade, não sentimos que precisamos conquistar ou buscar algo, porque já temos tudo o que precisamos.

A felicidade é a realização máxima do nosso ser, então, quando temos a felicidade interior, todo nosso senso de domínio, poder e posse acaba. Já temos tudo.

E o ego sabe que, a partir do momento que somos felizes, ele não será mais útil, pois uma pessoa feliz pouco se importa com títulos, cargos, diplomas, posses materiais, conquistas ou com ser chamado de Doutor, sendo percebida como uma autoridade.

A pessoa que é feliz pouco liga para a opinião alheia, pouco se importa se é xingada na rua, se falam mal dela, porque ela já atingiu o estado máximo humano da existência, nada mais tem importância.

Por isso, o ego se sente ameaçado pela felicidade, mesmo que seja a dos outros.

Então, ele entra em um processo de se enganar. Nós nos enganamos acreditando em uma felicidade que está sempre no futuro.

Na verdade, tudo o que tentamos fazer em nossa vida, mesmo que de um modo “torto”, é em busca da felicidade. E, como buscamos algo que tememos, não é à toa que nunca alcançamos a felicidade que queremos.

A questão é: quais caminhos estamos trilhando para buscar essa felicidade?

Afinal, não adianta plantar limão e querer colher maçã.

Essa é uma metáfora simples para o modo como a humanidade busca a felicidade. Planta limão esperando colher maçã.

Não compreendemos os processos da vida e do universo, não nos perguntamos quem somos, mas queremos ser felizes.

Por isso, antes, precisamos responder à pergunta básica de todo ser humano: “Quem sou eu?”

Eu sou um diretor de empresa?

Eu sou um marido?

Eu sou uma esposa?

Não.

Não somos diretores de empresa, maridos ou esposas. Podemos estar essas coisas, mas não somos elas.

Afinal o que somos?

Cada um precisa responder essa questão em seu íntimo e, enquanto não fizer isso, continuará a buscar no exterior a felicidade que só pode ser encontrada no interior, bem como seguirá se incomodando com a felicidade daqueles poucos que a encontraram.

Às vezes, essa felicidade alheia pode incomodar tanto que as pessoas ao redor começam a fazer de tudo para que essa pessoa se torne triste.

O ego não se conforma em perder um membro do clube dos tristes e insatisfeitos, do grupos daqueles que acham que a felicidade é uma utopia no planeta Terra, que a enxergam como um alienamento da realidade.

Podemos juntar a isso o conceito amplamente difundido de que a Terra é um inferno, que viemos aqui para pagar nossos pecados, que somos devedores e, portanto, não merecemos ser felizes, que somente o sofrimento eleva.

Todas essas ideias nos afastam cada vez mais da felicidade, levam-nos a acreditar que é impossível simplesmente sermos felizes agora.

Ok, se a felicidade não é algo que devemos conquistar, ou sequer algo que possuímos, o que é a felicidade?

A felicidade é uma escolha.

Podemos escolher estarmos felizes ou não. Essa escolha é feita segundo a segundo da nossa vida.

Porém, escolher ser feliz é uma questão de sabedoria.

Lembra que citamos Buda e seu ensinamento, o qual coloca que a causa de todo sofrimento é a ignorância? Vamos exemplificar algumas situações simples em que podemos visualizar esse ensinamento na prática.

Estamos dirigindo nosso carro e alguém bate nele. Ninguém se machucou, mas a lataria foi totalmente amassada. Diante desse evento, podemos agir com sabedoria ou não.

Se agirmos com sabedoria, vamos sair do carro e perguntar para a outra pessoa se ela está bem. Depois, olhamos para o nosso próprio corpo e conferimos se está tudo bem conosco também. Estando todo mundo bem, acionamos o seguro do carro caso o tenhamos. Se ele não existir, pensamos “Paciência!”.

Onde está a sabedoria em escolher agir assim?

A sabedoria está em sabermos que os bens materiais quebram, amassam, arranham, estragam. Eles podem ser perdidos, eles podem ser levados embora.

Estamos cansados de saber disso, só não enxerga quem não quer.

O celular quebra, a cadeira quebra, a televisão quebra, o carro quebra. Isso é óbvio!

A vida não está escondendo esse fato de ninguém.

E, se não bastasse essa impermanência de tudo, nada é nosso.

Talvez alguns argumentem: “Mas eu tenho o documento do carro que diz que ele é meu”.

Novamente, a ignorância leva ao sofrimento.

Porque, se o carro não se destruir enquanto estivermos vivos, a morte virá em algum momento nos mostrar que não somos donos de nada. Isso também está aí para quem quiser ver.

Desde que nascemos, as pessoas morrem e todos os seus bens e títulos não vão com elas. Vemos constantemente pessoas irem embora e deixarem tudo neste plano, não importa o quanto tenham acumulado. Só não vê quem não quer.

Mas o ego insiste que possui alguma coisa e crê que um pedaço de papel é a prova disso. Por isso, não pode deixar de se ressentir profundamente, talvez violentamente, porque alguém bateu no “meu” carro.

Percebam que nossa missão na Terra é ser feliz, mas só conseguiremos atingir a felicidade através da sabedoria.

Nós encarnamos para ganharmos conhecimento, pois ele é a chave de tudo.

E conhecimento não é apenas aquilo que absorvermos de um livro ou em uma faculdade. Conhecimento é observar a vida como ela é, entender como ela funciona.

Desde que nascemos, lidamos com um negócio chamado morte, que nos mostra que nada é nosso, nem mesmo esse corpo. Mesmo assim, quando perdemos algo ou alguém nos revolta, ficamos deprimidos, sentimo-nos injustiçados com algo que é inato à nossa existência. Isso é ter sabedoria?

Outro exemplo: ser despedido do emprego.

Ora, todo mundo sabe que as empresas, eventualmente, mandam seus funcionários embora. É óbvio que isso acontece. Se sua vez ainda não chegou, vai chegar.

Facilmente atingimos essa constatação, mas, mesmo assim, insistimos em acreditar que um emprego será para sempre, que a demissão só acontece com outras pessoas.

A verdade é que, na realidade, a partir do momento que um funcionário, qualquer funcionário, não dá mais lucro para a empresa, ele será demitido.

Novamente, precisamos de sabedoria para lidar com isso. Até pode ser cruel, mas esse é o mundo em que vivemos, e é assim que as coisas funcionam.

Querer se enganar a respeito das regras de nossa sociedade não vai nos livrar delas, só irá nos fazer

sofrer.

Porém, se olharmos friamente para essas regras e para como elas funcionam, no dia em que formos demitidos, teremos a sabedoria de entender que apenas chegou a nossa vez. Então, poderemos estar um passo à frente, melhor preparados para isso.

Outro exemplo do fato de que as pessoas estão constantemente sofrendo por não aceitarem a realidade é que todos nós morreremos de alguma forma, certo? Mas do quê?

A vida nos mostra que, tirando casos em que as pessoas sofrem acidentes e desencarnam de uma hora para outra, a maior possibilidade é que todos nós venhamos a ficar doentes em algum momento.

A natureza não esconde a deterioração do corpo físico. Ela não nos engana dizendo que seremos saudáveis para sempre. Entretanto, quando ficamos doentes, não nos conformamos, não entendemos o motivo de isso precisar acontecer logo conosco.

A expansão da consciência, tão falada nos últimos tempos, é compreendermos como a realidade e o universo funcionam, e não nos espantarmos quando o inevitável vier em nossa direção.

Quando vemos uma pessoa feliz, mesmo convivendo com alguma limitação ou doença, perguntamo-nos como ela consegue.

Ela consegue porque compreendeu que a limitação ou a doença fazem parte da vida, não é nada absurdo ou surpreendente ficarmos doentes.

Afinal, sabemos que há o nascimento do corpo físico, o crescimento do corpo físico e a morte do corpo físico.

Nada disso é escondido de nós.

Mas estamos sempre tão preocupados com as coisas materiais que não observamos a natureza e não reconhecemos como ela age.

Outra situação é quando alguém que amamos termina a relação e vai embora.

Sabemos, ou deveríamos saber, que as pessoas têm livre arbítrio e, portanto, podem decidir pegar suas coisas e partir a qualquer momento.

Mas admitir a liberdade de ir e vir do outro traz uma sensação terrivelmente frustrante de insegurança para o ego. Alguns podem até mesmo tentar se recusar a amar outro ser por medo da perdê-lo.

No entanto, a verdade é que não há como evitar a perda. Isso porque, mais cedo ou mais tarde, haverá alguma forma de ruptura, seja porque a relação se modifica ou se desfaz quando uma das partes desencarna.

Compreender essa realidade que está à nossa frente é o caminho para podermos aceitá-la.

Porém, quando ficamos lutando contra as leis da vida, sofremos cada vez mais. E escolher ir contra as leis da vida é como decidir criar uma roda triangular.

Sabemos que, no universo, a forma de os objetos se moverem mais facilmente na terceira dimensão é por meio do formato circular.

Então, se criamos uma roda triangular e a colocamos em um carro, em menos de 10 metros veremos o quão ineficiente nossa ideia foi.

Nesse caso, mesmo sabendo que o círculo é mais eficiente, escolhemos usar rodas triangulares.

O resultado óbvio é o curto trajeto possível ser totalmente desconfortável, além de o carro ter estragado.

Diante desse desfecho, faz sentido ficarmos surpreendidos, reclamarmos o quanto Deus não colabora conosco e o quão injustiçados somos pela vida?

Uma outra pessoa, observando essa cena, pode nos perguntar: “Você não sabia que as rodas são redondas?”

E a verdade é que nós sabíamos, mas estávamos mais preocupados com qualquer outra coisa.

Desde que nascemos, a realidade dessa existência está clara para nós e é repetida incessantemente na vida de todos à nossa volta, mas insistimos em ignorar tudo isso, preocupamo-nos apenas com a matéria, e, depois, quando a infelicidade e a frustração tomam conta, achamos que somos párias do mundo.

Se não abrirmos os olhos para a realidade de que é a única coisa que possuímos, a única coisa que nunca partirá, quebrará ou morrerá é a nossa consciência, continuaremos sofrendo a cada partida, quebra e morte que ocorre conosco ou ao nosso redor.

Por isso que falar de felicidade é falar daquilo que nos afasta dela. É falar da ignorância, é falar do apego.

O apego às coisas, às pessoas, a títulos e a cargos nos afasta da felicidade porque, com isso, estamos sempre criando um conflitante sentimento de superioridade e inferioridade, sendo que ambos são irreais.

Estamos sempre lidando com “apenas” outro ser humano, não importa seu cargo, salário ou status social. No entanto, quantas vezes nos deixamos cegar por um senso de importância, orgulho e vaidade?

Por vaidade, comparamos a nós mesmos com outra pessoa, seja achando que somos melhores, seja achando que somos piores.

Por vaidade, achamos que nosso corpo é mais bonito ou mais feio do que o do outro, que nossa casa é melhor ou pior que a do outro, que nosso emprego é mais ou menos desejável que o do outro.

Essa infelicidade é gerada, por nós, devido à pura falta de sabedoria.

Podemos dizer o mesmo em relação ao processo de envelhecimento do corpo físico.

A natureza não esconde que o corpo vai enrugar e que o cabelo vai embranquecer e cair. Sabemos que o corpo físico vai se deteriorar, que vamos ficar cansados mais facilmente conforme a idade avança, que não é tudo que vamos comer e digerir bem… Sabemos disso.

Mas, quando a velhice chega para nós, é um espanto. Como assim não temos mais 18 anos e a pele lisinha?

Como algo que sabemos ser inevitável pode causar espanto? Esse é o grau de alienação em que vivemos.

Em vez disso, deveríamos nos preparar a vida inteira para a velhice, tanto no que se refere às questões de ordem prática quanto no que diz respeito à ideia de envelhecer.

É urgente compreendermos que o Criador está mostrando tudo para nós, não há nada escondido.

Entretanto, preferimos criar um mundo cor-de-rosa a olhar a verdade. Depois, quando nossas fantasias egóicas não se realizam, ficamos profundamente frustrados e revoltados com Deus.

Queremos poder, glamour e juventude eterna. Queremos fazer o que quisermos, sem nunca perdermos nada; queremos só ganhar, sermos donos de tudo. Mas isso não existe – pelo menos não por muito tempo.

E, então, quando não somos felizes, a culpa é de Deus?

Mas Ele não está escondendo nada de nós. Nós que estamos mais preocupados com coisas fúteis e vulgares do que com parar e observar a vida, estudar a vida. Isso é sabedoria. E a sabedoria traz felicidade.

Se não aceitamos como funciona a vida e a sociedade em que estamos inseridos, mais em risco nos colocamos e mais chocados ficamos quando o inevitável acontece.

Alguém que está caminhando pelas ruas de um bairro perigoso às três da manhã não pode ficar surpreso se tiver seu celular roubado. Ele não pode achar que isso não iria acontecer. Se acreditou nisso, sua ignorância o fez sofrer.

Alguém que capota o carro estando a 140 km por hora, destrói o automóvel e precisa colocar 10 pinos na perna não sabia dos riscos que estava correndo? Será que achou que nada ia acontecer consigo?

A pessoa correu porque não teve sabedoria e escolheu ir contra as leis do universo.

Portanto, repito, quanto mais sabedoria temos em relação a nós, à sociedade, à vida e ao universo, mais felizes podemos ser.

Além disso, a sabedoria vai acabando com nossos medos.

Se sabemos que não existe morte, não temos mais medo dela.

Se sabemos como fazer dinheiro nesse planeta, não temos mais medo de perdê-lo.

Se sabemos que objetos quebram, não temos medo de usufruí-los ao máximo, tampouco ficaremos deprimidos quando os perdermos.

Com sabedoria, poderíamos ter bons momentos com as pessoas sem querer dominá-las; poderíamos usufruir do dinheiro sem ficarmos cegos pelo poder; poderíamos apreciar a juventude sem nos frustrarmos com sua efemeridade.

Agora, vivemos em uma sociedade que não se preocupa com nada além do material, mas que, no entanto, quer ser feliz.

Como?

E quando aparece alguém nesse planeta querendo compartilhar sua grande sabedoria, o que fazemos?

Matamos. Crucificado, baleado, do jeito que der.

E, assim, continuamos três, cinco, dez vidas retornando ao planeta Terra, aprendendo muito pouco, culpando Deus e todo mundo por nossas mazelas, quando, na verdade, em uma vida, já podíamos despertar nossa consciência para a realidade.

O quanto precisamos sofrer para finalmente entendermos que ampliar nossa sabedoria é a coisa mais importante que temos para fazer agora?

E ampliar a sabedoria é ser constantemente curioso sobre como funciona o universo.

Porém, fazer isso requer que encaremos o máximo de verdade que conseguirmos, e nem sempre é fácil abandonar nossos óculos da realidade cor-de-rosa.

Se desmatamos a Amazônia, o que vai acontecer? Seca no Sudeste, como já está acontecendo.

Ainda assim, quando falta água e o calor é insuportável, muitos ficam surpresos. E ficarão mais surpresos ainda quando o Sudeste virar um deserto. Dirão que não sabiam das consequências, mas isso não é verdade.

Infelizmente, até o momento, somos uma raça que não assume o que faz, nem individual, nem coletivamente.

É capaz de ouvirmos que a seca é um castigo de Deus.

Mas quem castiga os homens é a própria ignorância deles.

Percebem como todas essas coisas vão nos afastando da felicidade? O orgulho, a vaidade, o apego, não assumir os próprios erros.

Morremos de medo de errar, mas o erro é a melhor coisa que existe. Como vamos aprender sem errar?

Erramos, chegamos à conclusão de qual foi o problema, refazemos o caminho e aprendemos.

Quando identificamos o que fizemos de errado, podemos corrigir e fazer certo da próxima vez. Mas, quando não admitimos o erro, como vamos melhorar?

A humanidade tem avidamente fugido de fazer um exame de consciência histórico, de forma a identificar seus erros e repará-los. A maioria de nós segue negando os erros de nossos antepassados, e, o que é pior, ainda os repetimos.

As pessoas não param para pensar que a humanidade é formada por um coletivo de pessoas, então, se existe tanta infelicidade no planeta Terra, cada um de nós está contribuindo para isso.

E se não assumirmos que estamos fazendo nossa contribuição para a infelicidade, nossa e do próximo, como vamos mudar? Como vamos mudar se a culpa é sempre do outro? Quando vamos assumir que estamos infelizes porque não compreendemos e aceitamos as regras do universo?

Precisamos começar nossa caminhada centrada em conhecer a realidade. Estudar, estudar, estudar; observar, observar, observar. Ampliar nossa consciência.

Parar de repetir os mesmos erros sem aprender com eles.

Queremos ganhar dinheiro sem entender de finanças, queremos um relacionamento maravilhoso com o outro sem cuidar das próprias emoções.

Quando nada disso dá certo, culpamos a vida pela nossa infelicidade.

Mas alguém que dá espaço para o ciúme em sua relação amorosa até o ponto de o outro cansar e desistir, não pode culpar alguém além de si próprio por isso, certo?

Afinal, relacionar-se bem também exige sabedoria.

Quando não agimos de modo sábio, só nos resta aprender com nossa falha.

Se a pessoa que convivíamos foi embora, essa é oportunidade de fazer um exame de consciência e descobrir por que a pessoa partiu. É hora de descobrir que atitudes, inseguranças e medos precisamos curar para sermos mais sábios emocionalmente em uma próxima relação.

A mudança começa aí.

Querer acreditar que os empregos, os relacionamentos e até mesmo as florestas são eternas é sofrer por nossa ignorância.

Sabedoria é compreender quando nossas ações aceleram os processos de rupturas e destruição, além de aceitar essas mudanças inevitáveis quando elas finalmente chegam.

Por isso, ao falar de felicidade, bati tanto na tecla do que nos afasta dela. Podemos resumir, agora, a ignorância como o ponto principal.

Mas não somos ignorantes da realidade porque elas está escondida de nós; Deus não esconde nada de ninguém, está tudo diante de nós.

Basta priorizarmos observar como o universo funciona, como a natureza funciona, como a sociedade funciona, como nós funcionamos, nosso cérebro, nossos hormônios, nossos pensamentos, nossas emoções, tudo.

Quanto mais compreendemos como tudo funciona, mais felizes somos, pois a felicidade é a escolha dos sábios, e poderemos escolhê-la agora.

Copyright do texto © 2022 Tibério Z Dados internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste artigo pode ser reproduzida ou usada de qualquer forma ou por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, inclusive fotocópias, gravações ou sistema de armazenamento em banco de dados, sem permissão por escrito, exceto nos casos de trechos curtos citados em resenhas críticas ou artigos de revistas. (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) ISBN: 978-65-00-20884-9

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