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A morte – a grande conselheira

Análise e reflexões sobre a morte e o valor da vida. Afinal, a morte existe? A resposta depende do ponto de vista e por isso que vamos dividir o artigo em três perspectivas sobre ela.

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Primeiro analisaremos a morte do ponto de vista do ego, depois da consciência e por último, tentaremos ver a morte em um sentido universal; explicando melhor, do ponto de vista do Criador.

O Ego e a Morte

A melhor definição de morte que conheço é a do humorista Chico Anysio, que afirmava que “a morte é uma pena”.

Desta maneira, com esse olhar e do ponto de vista do ego, realmente a morte é uma pena. Mas, por que a veríamos assim?Porque quando nascemos criamos um personagem; que assim como o Tibério, a Maria ou o João, interage com outras pessoas, constrói uma história, acumula conhecimentos, estabelece relações e, por fim, um dia vai embora.

Então, de fato é uma pena…

No entanto, sem a consciência da morte a vida não teria o mesmo valor e sentido, já que ela nos impulsiona a realizarmos coisas.

Enfim, morte faz com que a gente dê valor ao tempo e à vida.

Carlos Castañeda ensinava que, diante das dificuldades ou da escolha por um determinado caminho ou ação, devemos sempre colocar as mãos no coração e perguntar: “O que isso vai representar no momento da minha morte? ”

Se percebermos que representará muito é porque vale muito, mas se não representar nada é porque já não vale nada desde agora.
A partir dessa reflexão, a morte é o grande sentido da vida ou pelo menos, aqui na terceira dimensão para o ego.

Se fossemos eternos, quanto valeria cada minuto da nossa vida? Com certeza muito pouco, já que é justamente a finitude que dá valor ao tempo.

Inclusive essa é uma percepção óbvia e que talvez passe despercebida por muitos de nós. Enfim, o nosso corpo não é eterno e, portanto, não vamos durar para sempre.

Imagine-se com uma doença terminal, com a expectativa de somente mais um mês de vida e reflita sobre o tempo e o valor de cada segundo, minuto, dia e semana da sua vida.

Reflexão

Por acaso sabemos quanto tempo de existência nos resta? Evidente que não. Aliás, quanto maior respeito tivermos pela nossa finitude, maior valor daremos para a vida.

Quando não fugimos da realidade de que em algum momento a nossa peça teatral chegará ao fim, cerrando a cortina e apagando as luzes do palco; cada minuto passa a ser sagrado e a ter um significado maior.

Então te convido a refletir sobre o valor do tempo, da ação e das pessoas:

“Amanhã vou dizer para minha mãe que a amo. ”
Será que o amanhã vai existir?

“Ano que vem vou fazer aquela viagem que tanto quero. ”
Será que o ano que vem vai chegar?

Tomamos o amanhã como certo! Mas para o ego ele é sempre uma suposição, já que a única certeza que temos, como ego na terceira dimensão, é que a morte existe.

Desta maneira, tudo que falarmos sobre a vida ou dimensões, Deus, espiritualidade ou qualquer outro assunto, permanecerá no campo da hipótese e das infinitas interpretações pessoais; no entanto, a morte não, porque ela é infalível.

A morte é uma certeza para todos e se vamos partir, então, volto a te questionar porque é muito importante que reflita: quanto significa o seu dia hoje?

E mais…

Quanto significa abraçar a pessoa que amamos agora ou hoje realizar um profundo desejo e, mais ainda; qual é o significado de ser feliz neste exato momento?

Não sei se existe maior decepção do que esperar a velhice para realizar um sonho ou então para se permitir ser feliz.

Mais que tudo, quando agimos assim ignoramos que cada segundo da nossa vida é um momento sagrado e que afinal, não sabemos se teremos nem o próximo, não é mesmo?

Expansão da visão de morte

Observando a morte do corpo físico, não há como não sofrer.

A morte é triste? Sim, é bem triste.

Perder alguém que a gente ama é triste? Muito triste.

Precisamos passar por um período de luto? Com certeza, sim.

Mas se pensarmos um pouco além, quantas vezes já não morremos na vida? Afinal, uma parte de nós morre quando passamos da infância para a adolescência, dela para a vida adulta e assim por diante.

Aliás, cada mudança de fase traz consigo uma morte, uma ruptura; seja de visão ou de possibilidades, de lugares ou mesmo de amizades, circunstâncias ou de prioridades.

Por isso pergunto, quantas mortes já não tivemos em vida?

Pessoalmente já morri umas quatro vezes e, portanto, por quatro vezes tive que me reinventar totalmente, renascer do que eu era e mudar minha postura e visão do mundo para me readaptar novamente.

Então, existe a morte física onde a nossa consciência se libera permanentemente do corpo físico; no entanto experimentamos uma série de mortes durante a nossa existência e que são mais circunstanciais, como ciclos que se fecham, difíceis de delimitar.

Todavia, quando pensamos em todos esses ciclos que giram entre término e recomeço, expandimos a percepção da morte não apenas como um fim, mas como uma mudança de realidade, assim como a vida.

Vida é mudança, porque tudo nela se transforma o tempo todo. A existência está em eterna mutação e a impermanência é parte do enredo da nossa história.

Podemos citar aquele ensinamento budista que diz que uma pessoa nunca atravessa o mesmo rio duas vezes, pois nem ela e nem o rio serão os mesmos.

O segundo que passou nunca será igual ao seguinte, que não será idêntico ao de amanhã e nem mesmo a qualquer outro da eternidade.

Significado da morte

A morte vem como desafio para o ego, para aceitarmos as mudanças constantes. Ela é o grande agente de mudança de uma realidade para outra.

Ah, e na outra realidade também haverá uma morte para uma outra existência e assim vamos constantemente morrendo e renascendo, como uma fênix.

Na verdade, absorvemos inúmeras informações de cada situação que experimentamos no decorrer da nossa vida, construindo a nossa consciência e colaborando na formação de quem somos; até que “limpamos” essa consciência e nos preparamos para um novo renascimento.

Assim, vamos expandindo a nossa consciência, o que me faz repetir que a morte é triste para o ego.

Sobre a ausência física permanente, também já perdi pessoas que amava e até hoje sinto saudades delas.

É como um amigo muito amado e próximo que decide se mudar para o Japão. Nós sabemos que depois da sua partida um reencontro se torna quase que improvável.

Fica a dor, a falta, aquele vazio. Depois de um tempo vem o conformismo, a aceitação de que ele seguiu o seu próprio caminho.

Então, quando a aceitação surge, a dor pode se transformar em uma saudade gostosa da convivência e dos bons momentos que passamos juntos.

Seja de que forma for a separação, todo esse processo faz parte de um luto psicológico, um luto de quem ficou e que pode ser mais leve ou mais pesado, depende de como o encaramos.

Desapego – Treinamento para a morte

Veja, não se sofre mais por amar muito; no entanto, se sofre mais por se apegar em demasia, por resistir excessivamente às mudanças.

A princípio o universo não nos dá opção, já que ou aceitamos as mudanças ou sofremos com elas. E tanto faz se profundas e gigantescas, como a morte ou pequenas transformações na vida pessoal.

Afinal, nem é sadio viver sempre a mesma coisa, estagnado no mesmo lugar e com as mesmas ideias por uma vida inteira! Não é saudável manter um mesmo ponto de vista em relação à vida, não é sadio resistir tanto as mudanças.

A mudança nos provoca, nos tira da zona de conforto e a morte é uma grande oportunidade de treinarmos o desapego, que talvez seja um dos maiores desafios da nossa vida.

Precisamos treinar o desapego às coisas materiais e às pessoas e principalmente às situações e circunstâncias. Porque nos apegamos ao nosso trabalho, rotina, percepções e ao que já aprendemos e conhecemos do mundo; o que não é nada saudável para a consciência.

Do outro lado da vida depois da morte

Uma vez estava em projeção astral e haviam algumas pessoas que não conhecia. Então perguntei para uma delas: “o quê que vocês fazem aqui? ”

Ela me respondeu: “a gente trabalha”.

Eu falei: “mas vocês não precisam trabalhar, vocês não pagam contas e não têm preocupações financeiras. ”

Ela disse: “A gente trabalha porque quer. ”

Depois compreendi que ficar 400 anos parado, fazendo nada, deve realmente ser entediante. Além disso, no plano astral, do que eu vi, não existem cargos fixos.

Devemos escolher dentro das nossas capacidades, mas se trabalhamos no umbral resgatando pessoas e decidimos que o melhor para nós será passar a dar aula, provavelmente poderemos fazer essa transição.

Há uma flexibilidade em relação ao que se faz e que não existe na Terra.

A maioria de nós é pressionado para escolher uma profissão com 18 anos e a continuar exercendo-a pelo resto da vida, já que não é socialmente bem-visto mudar de profissão e recomeçar.

Mas a verdade é que se fossemos mais flexíveis, poderíamos lidar de modo mais sadio com as mudanças e recomeços. No entanto, consideramos um sinal de fracasso mudar de profissão e por vezes até uma perda de tempo.

Então passamos a vida fazendo a mesma coisa, usando a mesma rede de neurônios e vivenciando as mesmas sensações. Desse modo, só expandimos um pouco nossa consciência até uma certa idade e depois estagnamos.

Aí vem a morte e fala: “amigo, vamos sair dessa zona de conforto, vamos resetar esse personagem e na próxima vida você terá que ter uma profissão bem diferente da atual. ”

Vida após vida isso precisa acontecer para conseguirmos expandir nossa consciência. Porque se dependermos do sistema atual do planeta Terra, nascemos e morremos exatamente iguais.

A consciência e a morte

Os tibetanos falam que a vida deveria ser um estudo para a morte.

Desse modo, quando a morte realmente acontecesse não ficaríamos chocados, perdidos ou traumatizados do outro lado, o que acontece com a maioria das pessoas.

Na maior parte das vezes o que nos impede de falar e estudar sobre a morte é justamente o medo que temos dela.

E digo por experiência própria que a projeção astral consciente é o melhor instrumento para acabar com o medo da morte.

Pessoalmente, vivi muito tempo com medo de morrer, até que comecei a praticar projeção astral consciente.

Então, conforme passei a ver meu corpo físico deitado na cama e minha consciência continuando a existir, naturalmente me libertei desse medo.

Porque entendi que não sou o corpo físico e sim uma consciência que nesse momento habita o corpo físico.

Talvez para muitos de vocês apenas ler sobre isso não seja o suficiente, precisarão viver essa experiência para compreender o que compartilhei agora.

Quando nossa consciência se depara com o nosso corpo físico dormindo na cama, ela se pergunta: “Quem eu sou? Eu sou essa alma que está de pé olhando o corpo ou eu sou apenas o meu físico? ”

E quando nos fazemos essas perguntas compreendemos que somos a consciência que observa o corpo e não o corpo físico que está deitado e dormindo.

O surgimento dessa compreensão faz com que nossa consciência se amplie e consequentemente, que nossa percepção sobre a vida e a morte expanda.

Porque o que chamamos de expansão da consciência é o caminho constante rumo a concepção da realidade. E quanto maior a compreensão da realidade, mais paz e alegria sentimos.

Estudo e compreensão da morte

Precisamos compreender a morte, porque ela é nossa única certeza. Por isso, deveríamos seguir o conselho dos tibetanos e estudarmos mais sobre ela, nos preparando assim para o momento que ela chegar.

Quando morremos nossa consciência é ejetada do nosso corpo físico.

Quem pratica projeção astral consciente já compreende esse processo, saberá que foi para outra dimensão e compreenderá que morreu. Provavelmente chamará por seu mentor, pedindo auxílio nesse momento de transição.

Essa é a morte mais sadia para nós e para quem nos recebe do outro lado.

Já quem não estuda a morte e não pratica projeção astral consciente, possivelmente terá dificuldade para entender o que aconteceu. Tentará se encaixar de novo no corpo e não conseguirá. Inclusive alguns, mesmo recebendo auxílio do alto, não acreditarão que morreram.

Quando isso ocorre saem andando por aí ou voltam para casa e tentam agir como se ainda estivessem encarnados.

No filme com o Bruce Willis, O Sexto Sentido, a pessoa vai para casa e fica sentada no sofá. Só que ninguém conversa com ela, que tenta falar com os familiares e amigos, sem entender o que está acontecendo.

Tem quem fique cem ou até duzentos anos ou mais nessa condição, o que popularmente chamamos de assombração.

A pessoa morre, continua na casa e realmente acredita que não morreu. No plano astral chamam isso de surto psicótico.

Então vem um mentor e fala: “amigo, você morreu, vamos embora daqui”.

Uma vez compreendida a situação, a pessoa é levada para o hospital psiquiátrico no astral. E lá se vão mais muitos anos até ela se recuperar completamente.

A matéria

Tudo porque não estudou o tema, nem compreendeu ou muito menos praticou uma visão espiritualista da vida, voltando-se apenas para a matéria ou para o que os olhos podem enxergar.

Com frequência, pessoas muito materialistas se sentem inconformadas com a morte do corpo físico. Nesse sentindo não aceitam que precisam seguir em frente, deixando seus bens materiais para trás.

Com isso, novamente caímos na questão do apego.

Vejamos um exemplo de assédio: O filho quer vender o Opala 76 do pai que faleceu. O pai desencarnado não aceita, porque acha que ainda tem alguma posse sobre o carro e então começa a assediar o filho, inconformado de não poder ter mais controle sobre o carro.

Há ainda os que morrem de forma violenta ou abrupta; como por exemplo, a pessoa cujo teto da casa desaba e ela morre.

Nesses casos, quase sempre a pessoa apaga, não vê e não sente nada do que aconteceu. Às vezes o próprio mentor, sabendo que a pessoa desencarnará, retira a consciência do seu corpo alguns momentos antes do acidente.

Então leva a sua consciência para um hospital no astral; de tal forma que quando ela acordar já estará no outro lado e sendo auxiliada.

Os que morrem por doença continuam um tempo nessa mesma condição, mas não em um aspecto físico e sim psicológico. Não à toa que no astral, se faz todo um trabalho de recuperação e depois de algum tempo, dependendo da pessoa, ela já estará regenerada.

Isso me faz lembrar que nós não compreendemos o amor de Deus, porque olhamos ao nosso redor e vemos apenas miséria, fome, guerra e doença.

Mas em projeção astral acabamos por perceber que o corpo astral não tem problema algum.

O que é realidade?

Não existe doença, fome ou carência.

Assim podemos finalmente compreender o amor de Deus; porque toda doença, miséria e guerra no planeta Terra, na verdade não existe; já que tudo é um teatro e não a realidade.

A realidade é que somos um corpo eterno, perfeito, sem doenças, que não precisa dormir e nem comer; porque na verdade, nada nos falta.

Possivelmente nunca pensou assim, mas simplesmente somos uma consciência que pode ir aonde quer.

Queremos visitar Plutão ou Vênus ou Júpiter? Ora, e por que não? É tudo aberto, não existe nada fechado no universo. Podemos ir aonde quisermos, desde que tenhamos uma frequência vibracional boa.

No entanto, esse universo “aberto” também funciona quando estamos com uma frequência vibracional péssima.

O encontro com os nossos afins

Se por acaso desencarnamos com uma frequência vibracional dois, vamos para um local que tem frequência vibracional dois.

Ao mesmo tempo, se morrermos com uma frequência vibracional cinco, vamos para um local com frequência vibracional cinco.

Porque as frequências se atraem e somos imediatamente atraídos para a região que tenha a mesma frequência que a nossa.

Se desencarnamos com uma frequência muito baixa; por exemplo, uma frequência de tristeza, arrependimento e ódio, vamos para uma região que muitos conhecem por Umbral.

Na verdade, tanto faz o nome, porque o lugar nada mais é do que uma região que vibra em uma faixa baixa de energia, semelhante a que estamos sintonizados no momento da nossa morte.

Enfim, se formos para lá ao desencarnarmos é porque estaremos em correspondência com essa mesma energia.

E claro, lá também haverá outros seres com essa mesma frequência energética que estamos.

Como Buda falava, somos espelhos uns dos outros. Aprendemos convivendo com pessoas na mesma frequência que a nossa e assim compreendemos a nós mesmos.

Essa atração não se trata de um castigo, mas de uma oportunidade de se ver no outro, como um espelho do próprio interior, para então decidirmos melhorar.

O Criador e a morte

Vamos imaginar que o tempo de Deus é infinito.

Então, supondo que alguém fique no Umbral por quatrocentos anos, o que é esse tempo perante o infinito?

É um segundo talvez.

Em um segundo a pessoa veio para a Terra, aprendeu algumas coisas e desencarnou. Por algum motivo estava em uma frequência baixa, então convive com outros seres em locais com a mesma frequência que ela. Aprende mais.

Uma vez que em um milésimo de segundo a frequência da pessoa suba, então ela estará em outro lugar.

Isso no tempo Universal, que é o tempo de Deus. E, claro, para nós que estamos imersos na terceira dimensão, setenta anos é muito tempo.

Porém, paradoxalmente, quem tem setenta anos, olha para trás e provavelmente sente que a vida passou voando.

É uma sensação conflitante de parecer que tudo ocorreu em um segundo e ao mesmo tempo carregado de muita informação e conteúdo de vida.

O mesmo ocorre para quem desencarna e fica duzentos anos no umbral. Quando sai fica a sensação de que foi apenas um segundo; porque para o Universo é isso, um segundo ou até menos. Ele calcula por tempo eterno, por vida eterna.

Então, qualquer tempo que colocamos dentro da eternidade é um milésimo de segundo e isso também no plano espiritual; além disso, estando lá, também chegará o dia em que precisaremos encarnar de novo.

E como também no plano astral entramos em uma zona de conforto; porque temos amigos, pessoas que amamos, um trabalho e uma casa; de repente, assustamos porque precisaremos voltar para a Terra!

De modo que te pergunto agora: isso também não é uma morte?Concluímos, portanto, que a morte é um caminho de ida e volta.

O eterno ir e vir

Quando morremos aqui devemos desapegar das coisas daqui, quando “morremos” no plano astral, devemos desapegar das coisas de lá.

Com isso, em ambos os casos há despedidas e reencontros.

Por isso repito, para o conceito de morte ser mais suave em nossa vida, precisamos compreender e aceitar as mudanças.

Pois, inevitavelmente, nós mudaremos e tudo a nossa volta também. Então, resistir à mudança, é sinônimo de sofrer.

As maiores causas de sofrimento são a resistência à mudança e o apego.

E tanto vir para a Terra como deixar a Terra são oportunidades de treinar o desapego e a aceitação às mudanças, para assim nos libertarmos do sofrimento.

Por fim, só quando estivermos desapegados e aceitando plenamente as mudanças é que sairemos da roda de Samsara. A roda das reencarnações.

Workshop

Enquanto espíritos obcecados pela posse e de consciência rígida, encarnaremos na Terra para um workshop.

Sim, podemos pensar na Terra como um workshop para soltarmos as resistências. Um verdadeiro aprendizado rumo ao crescimento espiritual e progresso, fim último de todos nós.

Desta forma entramos na roda de morte e renascimento, vivendo em ciclos de incontáveis mudanças.

Se não aprendeu, volta e encarna novamente; tantas vezes quanto necessário.

Aprendeu? Sim.

Aprendi que o universo é mudança e que não sou dono de nada, tudo é um empréstimo, as coisas, as pessoas, esse corpo, nada me pertence.

Vivemos nesse corpo que daqui a pouco irá se deteriorar. Depois vamos para o corpo astral que também se deteriora, depois para o corpo mental que também deteriora.

Morte e renascimento. Em todos os níveis.

Tudo precisa ser destruído para haver construção.

Yin e Yang. As duas forças do universo. Construção e destruição. Um morrendo e nascendo no outro pela eternidade.

Pense nas células do nosso corpo. A cada dois anos somos um corpo totalmente novo. Todas as células que tínhamos morreram e deram lugar as novas que nasceram.

Enfim, a natureza é uma constante destruição e renovação.

Do ponto de vista do ego podemos achar isso uma crueldade divina, mas não existe morte para a consciência.

Pois, tudo se desfaz e refaz, mas a consciência permanece.

Algumas considerações importantes sobre a morte 
Minha avó contava que, antigamente, quando um parente morria ele era velado em casa por um ou dois dias.

Desse modo, as pessoas tinham tempo e oportunidade de lidar com a passagem. Tínhamos contato com o fim, com a ideia de finitude.

No entanto, hoje em dia escondemos a morte. Não queremos encará-la.

A pessoa morre e logo jogamos um pano em cima e damos um jeito de terceiros lidarem com o corpo. Só o veremos novamente de maneira breve, em um caixão cheio de flores. Aí enterra e acabou. Fica um vazio.

Mas em algumas culturas, ainda hoje, têm-se uma relação melhor com a morte, pois sabe-se que o corpo físico é como um invólucro e a morte é apenas a liberação dele. A consciência da pessoa continua quando liberta do corpo material.

Portanto, apesar do luto e da saudade, a morte é também motivo de comemoração.

De uma maneira mais sadia eles cultuam seus ancestrais. Inclusive, há ocasiões especiais em que se preparam para receber a visita dos parentes que já se foram.

Vivências possíveis
Aliás, essas visitas são mais comuns do que imaginamos. Quantas vezes recebo comentários de pessoas que sonham com seus parentes mortos?

Geralmente, mais do que sonho, o que ocorreu foi uma projeção astral onde houve um reencontro. Mas a maioria não tem consciência disso.

Para quem sente que pode reencontrar um ente querido em projeção de modo saudável; apenas para diminuir a saudade, sem cultivar o apego, pode pedir esse benefício aos mentores.

Além disso, sempre antes de dormir, indico que imaginem ondas saindo do cérebro e indo para alguma outra dimensão. Não precisamos entender onde elas estão, nem nada.

Então mandamos uma mensagem para a pessoa, manifestando nossa vontade de encontrá-la. Com certeza ela receberá a mensagem, já que tudo é onda e vibração.

Se ela estiver autorizada para esse encontro, ou seja, se for saudável emocionalmente para ela também, ela virá.

A questão é se vamos lembrar ou não. Mas como esses encontros geralmente carregam um cunho muito emocional, acabam ficando gravados em nossa consciência.

Quando eles ocorrem é muito bom, já que é uma grata felicidade ver quem amamos bem e, quase sempre, mais felizes e rejuvenescidos.

Há um documentário na Netflix chamado “Vida além da Morte”, onde todas as pessoas que falam sobre suas experiências de quase morte, relatam que quando “morreram” não queriam retornar.

Esse é um assunto um pouco polêmico, que a mídia evita sob a alegação de poder incentivar o aumento no número de suicídios.
A morte por suicídio

O suicídio é mais uma questão que indica a nossa ignorância sobre o que é a morte. Estar aqui é sagrado e gostoso; mas morrer também é bom; quando sabemos viver bem.

Tudo é necessário e bom.

Apesar de que para quem vive mal, morrer também é mal. Pois é a consciência que determina se uma experiência será boa ou ruim.

Os sábios afirmam: Viva bem para morrer bem.

Dito isso, concluiremos com outro aspecto polêmico sobre a morte, mas necessário de ser esclarecido; que é a ideia de que todos os problemas serão resolvidos quando morrermos.

É usando esse raciocínio que milhares de pessoas tiram suas vidas ao redor do mundo.

Uma vez que a mesma consciência que trazemos aqui, teremos quando saímos do nosso corpo; isso quer dizer que os mesmos desafios e problemas que temos aqui, teremos lá.

Além disso, nascemos carregados de chi ou energia vital, para durar uma quantidade x de anos. Então, se por exemplo, temos chi suficiente para viver 70 anos e abreviamos nossa vida aos 40, sobrará chi para 30 anos.

Mas esse chi é o item mais valioso que há no astral. Então, muitos obsessores passam seu tempo em busca de pessoas que se matam para roubar esse chi que sobrou.

Para fazer isso eles não medem esforços. Mal a pessoa desencarnou e eles a aprisionam e passarão os próximos 30 anos sugando esse chi.

Por outro lado, se a pessoa tem o merecimento ou sorte de o mentor resgatá-la antes dos obsessores, ela lidará com a culpa. Porque no astral a consciência se amplia e ela perceberá facilmente o erro que cometeu.

Muitos passam anos e anos remoendo a culpa por terem abreviado sua vida na Terra.

Conclusão

O tema é extenso e procurei abranger a morte sob 3 perspectivas, ou seja, do ponto de vista do ego, da consciência e por último, do Criador.

Tratei do assunto para ficar claro que o Universo é muito mais complexo do que nossa imaginação possa compreender. Por isso, seja aqui ou lá, vamos viver o presente, apreciar as mudanças, trabalhar o desapego e, mais do que isso, vamos realmente valorizar a nossa existência.

No fim, só nos resta o momento presente e mais nada, o resto é poeira ao vento.

Copyright do texto © 2022 Tibério Z Dados internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste artigo pode ser reproduzida ou usada de qualquer forma ou por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, inclusive fotocópias, gravações ou sistema de armazenamento em banco de dados, sem permissão por escrito, exceto nos casos de trechos curtos citados em resenhas críticas ou artigos de revistas. (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) ISBN: 978-65-00-20884-9

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