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Aceitar

Aceitar é uma maravilhosa prática de atenção plena e nesse artigo vamos refletir sobre o poder de aceitar a vida como ela é.
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Um ótimo bom hábito para a Atenção Plena é a aceitação, aceitar que existem coisas que não podemos mudar.

Quando a sociedade ocidental ouve algo sobre aceitação, associa esse elemento a uma ideia de resignação, de não fazer nada, de permitir tudo que vem de todos. Mas aceitar não é isso!

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Aceitar não é ser ingênuo

Não vamos aceitar, por exemplo, que um caminhão nos atropele simplesmente porque, quando estávamos atravessando a rua, ele veio em nossa direção. Não podemos fazer isso e ainda afirmar que “aconteceu porque Deus quis”.

Até porque isso não aconteceu porque Deus quis, e sim por uma falta de estratégia ou inteligência nossa. Afinal, o Criador dotou todas as criaturas com instrumentos necessários para a sua sobrevivência.

Ele dotou o polvo com a tinta para que ele possa fugir dos inimigos, dotou a gazela com longas patas para que ela possa correr mais rápido do que o leão. Todos os animais possuem os instrumentos necessários para a sua própria sobrevivência.

A inteligência é a nossa arma de defesa

O instrumento que o Criador deu para a sobrevivência do ser humano é a inteligência, e por meio dela podemos sobreviver melhor ou pior nesse planeta. Inteligência é, por exemplo, colocar a mão no fogo, entender que isso queima e não fazer mais.

Ou seja, inteligência é evitar o que nos faz mal. Então, esse aceitar, de que os orientais tanto falam, é um aceitar mais profundo do que entendemos aqui no Ocidente, pois não significa aceitar o que nos machuca.

Aceitação não é permissão

Nós confundimos aceitação com permissão, pois, se alguém nos faz mal, se nos agride, devemos colocar um limite, e não permitirmos que faça isso conosco novamente. Aceitação não é, por exemplo, permitir que um chefe grite com a gente o dia inteiro.

Isso porque, se esse cenário nos faz mal, precisamos usar nossa inteligência para criar os recursos necessários para nos afastarmos dessa pessoa e mudarmos a situação. Já na Atenção Plena, podemos entender a aceitação como saber que existem coisas na vida sobre as quais não temos controle algum.

Aceitar os pensamentos

Então, se estamos meditando e vem um pensamento de quando magoamos alguém, precisamos aceitar que não podemos mudar o passado. E, quando insistimos em tentar controlar algo, criamos em nossa mente uma tensão.

Essa tensão mental pode acabar nos levando à depressão, à ansiedade e a outras desordens. Um amigo meu estava me contando que, depois que teve filho, não conseguia mais dormir à noite porque ficava com medo de morrer e deixar o filho sozinho.

Percebam para onde a mente vai! Imaginem não dormir mais, e assim não aproveitar os momentos com o filho, por medo de morrer, que é algo que ele não pode controlar. E isso ocorre com a maior parte das coisas com as quais nos preocupamos.

Aceitar é apenas aceitar

Por isso, podemos resumir o aceitar em uma frase: “Tudo bem.” Porque, se magoamos alguém no passado, o tempo não vai voltar para podermos desfazer nossas ações. Se estamos doentes, podemos fazer um tratamento, mas, ainda assim, não podemos controlar a cura.

E se ficamos o tempo todo brigando contra os fatos, passamos a viver em um tempo mental que não é o agora. Então, precisamos ter claro em mente que não temos controle sobre quase nada na vida, mas temos escolhas.

Se alguém nos agride, temos duas opções: ficar ao seu lado ou ir embora. Isso deveria ser o suficiente para nos dar autonomia, mas nosso ego fica desesperado com essa falta de controle sobre os outros.

E as pessoas sentem esse desespero que vem do ego. Então, elas preferem evitar pensar que não têm controle sobre nada na vida e vivem como se tivessem controle sobre tudo.

Aceitar é entender que a vida é caos

Mas aceitar é reconhecer que não temos controle sobre a vida. Assim, se a vida nos der melancia, “vivemos” melancia, mas, se ela nos der limão, “vivemos” limão. É tentarmos fazer o melhor possível com o que temos, não importa o que seja.

Afinal, esse é o único caminho possível para a gente, pois sempre temos duas opções diante da vida: fazer o melhor que podemos com o que ela está nos dando ou ficar brigando com ela. Só que brigar com a vida não vai mudar nada.

Brigar com uma doença não traz a cura, na verdade, podemos até perder qualidade de vida. Mas, se pensarmos, “Tudo bem, vou fazer o tratamento e buscar melhorar, isso é o que eu posso fazer”, teremos muito mais tranquilidade interior.

Pare de brigar com a vida

Só que a maioria das pessoas fica brigando com a vida o tempo todo. E, claro, isso é um direito de cada um, mas lutar contra o fato não muda o fato, é apenas um desperdício de energia e tempo.

A vida é implacável nesse sentido, ela manda as situações e acabou. Não importa se perdemos alguém que amamos muito, a vida não vai voltar atrás. Então, novamente, temos duas opções: nos afundarmos na tristeza ou fazermos o melhor que podemos, mesmo estando tristes.

Porque precisamos continuar vivendo mesmo que estejamos tristes, magoados, culpados… Afinal, somos humanos, e essas emoções sempre existirão para nós. E a vida não pode parar a cada vez que as coisas ficam difíceis.

Aceitar não é fácil

Eu sei que não é fácil, mas tudo isso é um trabalho diário e, por isso, está relacionado à Atenção Plena. Vamos supor que estamos cozinhando e que, então, surge um pensamento de algo no passado que nos gera culpa.

Nesse momento, podemos nos perguntar: “O que posso fazer para mudar isso?”. A resposta provavelmente será: “Nada”. Então, só nos resta aceitar, afinal erramos porque não tínhamos a capacidade consciencial para fazer melhor naquele momento.

Depois que paramos de lutar com a situação, podemos usar nossa inteligência para aprender com o que aconteceu e resolver o que estiver ao nosso alcance. Agora, ficar amaldiçoando a vida, Deus e todo mundo não mudará nada.

Conheço pessoas que estão a vida inteira amaldiçoando a empresa que um dia as demitiu. Mas é ingenuidade nossa achar que isso nunca acontecerá com a gente. Tudo pode acontecer com todo mundo.

Conclusão

E aceitar é estarmos preparados para o que a vida mandar. Pode ser que um dia sejamos demitidos, que fiquemos doentes, que batam no nosso carro ou que o(a) nosso(a) companheiro(a) nos abandone.

Repito, tudo pode acontecer com todo mundo. Por isso, não adianta buscarmos fórmulas mágicas para não viver e não sentir as emoções que a vida desperta. O que está feito está feito, precisamos apenas da nossa inteligência para perdoar e seguir em frente.

Copyright do texto © 2022 Tibério Z Dados internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste artigo pode ser reproduzida ou usada de qualquer forma ou por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, inclusive fotocópias, gravações ou sistema de armazenamento em banco de dados, sem permissão por escrito, exceto nos casos de trechos curtos citados em resenhas críticas ou artigos de revistas. (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) DA-2022-022903

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