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Aceitar a vida

Nesse artigo vamos refletir sobre a importância de aceitar os fatos da vida na prática da meditação e da atenção plena.
aceitar a vida

Aceitar é um pilar da meditação e da Atenção Plena. A aceitação é o primeiro passo para o perdão, e o perdão é um dos principais objetivos da meditação.

É por isso que a aceitação é tão importante: ela nos permite avançar rumo aos nossos objetivos, mesmo quando as coisas não saem como esperávamos.

Aceitar as circunstâncias tal como elas são nos ajuda a lidar melhor com os problemas e nos torna mais resilientes.

Quando estamos tentando mudar algo que não podemos controlar, acabamos nos frustrando e ficando ansiosos. Ao aceitarmos as coisas como elas são, eliminamos essa tensão inútil e ganhamos em paz de espírito.

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Aceitar é compreender

Aceitação não quer dizer não ter atitudes; aceitação quer dizer compreender que nós não temos controle sobre nada. A ideia de controle é falsa. E eu sei que isso pode parecer assustador, mas realmente não controlamos nada.

Basta lembrarmos quais eram nossos desejos para nossa vida quando tínhamos 14 anos e ver o quanto disso aconteceu. Pode ser que algumas coisas tenham se concretizado, mas até essas não devem ter sido exatamente iguais às da nossa imaginação.

Praticamente nada do que imaginamos e planejamos na vida acontece exatamente como queremos. Isso porque a vida tem um fluxo natural, e a grande riqueza dessa experiência é mergulharmos nela e deixarmos que ela nos mostre quais são os caminhos a seguir.

Isso é o que os taoístas chamam de “Deixar o rio da vida te levar”. Ou seja, temos duas opções diante da vida: deixarmos sermos conduzido pelos caminhos – pode ser o destino ou uma inteligência superior conduzindo essa jornada – ou ficarmos lutando contra a vida.

Quando escolhemos lutar contra a vida, não conseguimos olhar e apreciar a paisagem que ela está nos oferecendo. Só que essa paisagem é o que tem de mais maravilhoso no caminho.

Aceitar é não negar nada

Então, aceitar é aceitar tudo que a vida traz. Se hoje estamos com dor, aceitamos a dor e, se houver algo que possamos fazer para resolvê-la, fazemos. Mas há dores, tal como a dor do luto, que não podemos evitar.

E isso é válido até mesmo para seres como o Buda. Porque ser iluminado não é não sentir dor, mas não se apegar a ela. No livro A Ciência da Meditação está descrito um estudo com monges e pessoas comuns que foram submetidas a dores psicológicas e físicas.

O grupo dos monges se recuperou mais rápido da dor do que o grupo das pessoas que não praticavam espiritualidade ou algum tipo de meditação. Isso porque o monge sente a dor, compreende a dor, vê que a dor é real e que tem que ser vivida, mas não se apega a ela.

Podemos fazer o mesmo paralelo com outros sentimentos, como a saudade. Se estamos com saudade de alguém, aceitamos esse sentimento. Na verdade, fazemos isso ou sofremos, pois não há como arrancar um sentimento de dentro de si.

Por isso, a Atenção Plena, principalmente nos EUA, é muito utilizada para tratar pacientes com dores extremas ou crônicas. Essa abordagem funciona muito bem, pois ela ensina o paciente a conviver com a dor, e não lutar contra ela.

Aceitar é isso: “Eu aceito que eu vou viver com essa saudade. Eu aceito que eu vou viver com esse sentimento de perda. Eu aceito que vou viver com essa dor.” Mas o ponto é justamente esse: vamos viver, nosso foco estará na vida.

Mesmo nos contratempos do dia a dia, precisamos de aceitação. Se roubam nosso carro, brigar com todo mundo, quebrar tudo dentro de casa, bater pé, nada disso vai trazer o carro de volta.

Aceitar é fazer o que podemos fazer

Portanto, só nos resta fazer o que estiver ao nosso alcance – no caso, ativar o seguro, fazer o boletim de ocorrência e aceitar. Isso nos leva ao que falamos anteriormente: não controlamos nada.

A vida nos dá duas opções: aceitar ou lutar. Aceitar dói menos. E, novamente, aceitar não é ficar no sofá reclamando da própria situação. Talvez não possamos mudar a situação para o ideal que queremos, mas certamente há um pequeno passo que podemos fazer agora.

Mas o que isso tem a ver com a Atenção Plena? Tem que, quando estivermos meditando e surgir uma imagem do passado, não devemos julgá-la. Se há algo que ainda podemos fazer para resolver a situação, fazemos. Mas, se não há, aí sim aceitamos.

Outro exemplo comum é que, quando meditamos podemos sentir algumas dores nas costas. Mas precisamos aceitar essa dor, afinal, estamos passando alguns minutos em uma posição à qual não estamos acostumados.

Precisamos aceitar que nem sempre as coisas serão agradáveis, e isso é a beleza da vida. Nem sempre será um dia de sol. Nem sempre a comida ficará boa. Nem sempre os projetos dão certo. E tudo bem. A graça está em sonhar e viver, e não na perfeição.

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