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Chakra Sexual – O portal do prazer

Nesse artigo vamos refletir sobre o Chakra Sexual e os seus dois conceitos fundamentais: Prazer e Criatividade.
chakra sexual

O chakra sexual é o portal da consciência responsável pelo prazer, não apenas o prazer sexual, mas, o prazer em todos os níveis possíveis para um ser humano.

Ter prazer na existência, no trabalho, nas relações humanas, em tudo é o desafio que o chakras sexual propõe na jornada do desenvolvimento da consciência no planeta Terra.

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Subindo a Kundalini

Os iogues já diziam que, quando fazemos um trabalho de realinhamento de chakras, devemos ir energizando e alinhando chakra a chakra, até chegarmos no coronário.

Ou seja, não adianta tentarmos ignorar os chakras inferiores e partir para os superiores

Isso porque a energia está armazenada no nosso chakra básico e precisa ser liberada, pouco a pouco, para cada um dos chakras subsequentes.

Então, o primeiro passo é trabalharmos o chakra básico, resolvendo nossos medos, nossa sobrevivência e tudo o que vimos anteriormente.

O Chakras sexual e o prazer

O chakra sexual fala de prazer, mas não somente do prazer sexual.

O entendimento errado dessa questão, e da sexualidade em geral, faz com que não compreendamos o chakra sexual, principalmente aqui no Ocidente.

Um exemplo disso é que tentamos substituí-lo pelo chakra esplênico.

Quando falamos de sexo, as pessoas só pensam no ato sexual em si e esquecem que também estamos falando de orgasmo e prazer.

Porém, o orgasmo, muitas vezes, nem está relacionado ao sexo, pois é um conceito muito mais profundo.

Entretanto, vivemos em uma sociedade em que ter prazer e traçar escolher são grandes problemas; por isso o chakra sexual está totalmente travado na maioria das pessoas.

Afinal, ele trabalha com esses dois temas que incomodam muito, mas muito, o planeta Terra inteiro.

Tanto o prazer quanto as escolhas vão totalmente contra o que nossa sociedade nos programa para fazer.

Por isso, a energia Telúrica fica armazenada somente no chakra básico, sobrecarregando-o e trazendo muitos problemas para nós.

Já sabemos que, para liberar essa energia, precisamos trabalhar nossos medos, a questão da sobrevivência e o fato de estarmos na Terra sabendo que somos capazes de nos sustentar aqui.

Chakra Sexual e as escolhas

Ao lidarmos com essa energia da maneira correta, partimos para um segundo nível, que corresponde às escolhas.

Percebam, escolhas reais só acontecem depois que liberamos nossos medos, pois é impossível escolher estando amedrontado.

Se temos medo que falte comida, aceitaremos o primeiro emprego que nos oferecerem; se temos medo de ficar sozinhos, ficaremos com a primeira pessoa disponível.

Obviamente, se aceitamos qualquer coisa, não estamos escolhendo. Afinal, que escolha temos se estamos totalmente aprisionados pelos nossos medos?

Se não podemos escolher o que gostamos de fazer e nem as pessoas que queremos ter por perto, não temos prazer algum.

Um chakra, quando está funcionando corretamente, ou seja, quando a energia está fluindo livremente por ele, deixando-o completamente energizado, traz todo o aspecto positivo de sua energia para o Ser.

Mas, quando ele não está sendo nutrido, tentará compensar isso de alguma forma.

Chakra Sexual e compulsões

Vejam, tudo é yin e yang, tudo é positivo e negativo. Então, compensamos nossa falta de prazer pessoal e a falta de escolhas em nossa vida através de qualquer coisa que nos ofereça um prazer rápido e fugaz.

Em nossa sociedade ocidental, usamos principalmente as drogas, o sexo e o consumismo. Porque, se não temos prazer no que fazemos e com quem convivemos, alguma válvula de escape temos que encontrar.

Drogas

As drogas nos propõem exatamente esse prazer físico que não encontramos em nossas atividades.

Sim, sabemos que as drogas prejudicam o corpo, a mente e a consciência, mas elas trazem prazer; se não, as pessoas não as usariam.

Quando buscamos refúgio em drogas, ou em qualquer coisa que traga prazer imediato, estamos sinalizando que o chakra sexual está desequilibrado, porque não sentimos prazer em nossa própria vida e não somos capazes de escolher aquilo que queremos.

Com o sexo funciona da mesma forma. Quando alguém busca desesperadamente os prazeres sexuais, é porque ela não está encontrando outra fonte de prazer.

promiscuidade

Vocês podem se questionar: “Mas esse não é o chakra do prazer? Então é algo ruim fazer sexo?”. Não, a questão, aqui, é que, no Ocidente, não podemos nem dizer que o que praticamos é sexo.

Quem já praticou sexo tântrico sabe do que estou falando. Estamos longe de saber o que é dedicar-se ao prazer, ter uma relação de seis horas ou mais, e ter orgasmos que duram esse mesmo período de tempo.

A maioria dos ocidentais nunca sentiu um orgasmo profundo. Então, pode haver problema no sexo quando ele é usado para um alívio rápido da tensão, quando o fazemos com a mesma intenção de quem toma um remédio para dor de cabeça.

É assim como quando temos aquela relação breve, com um orgasmo que nem alcança o corpo inteiro. Esse sexo nos abastece superficialmente de sensações emocionais e físicas, mas logo precisaremos buscar suprir isso de novo.

Vejam, sei que esse é um tema delicado, mas precisa ser falado. Outro agravante desse prazer fugaz, claramente observado no caso do uso de drogas, é o efeito rebote.

Estímulos excessivos, feitos no sistema nervoso, não duram, e, tão logo o efeito passe, a pessoa cai em depressão. Yin e yang novamente. É por isso que quem usa drogas não se satisfaz com um único uso apenas.

Toda essa busca desenfreada por drogas e sexo acontece porque não temos capacidade de escolher em nossa vida e, na maioria das vezes, nem sabemos o que queremos.

A maior parte das pessoas está apenas executando tarefas de modo automático, no nível mais básico da sobrevivência. Estão trabalhando com aquilo que paga as contas, vivendo com pessoas apenas para suprir suas próprias carências.

Não tiveram nenhum momento de escolha e, por isso, não sentem um prazer real. Como esse chakra pede prazer, elas o buscam nas coisas mais fáceis, como as drogas e a pornografia.

Sexo sagrado

O sexo é sagrado quando nos permitimos uma troca profunda com a pessoa que escolhemos, quando deixamos o ego de lado e o Divino pode se manifestar através de nós.

Sim, Deus fazendo sexo. Algo impensado na nossa sociedade cravada de tabus.

Esse sexo que vemos na pornografia, nos filmes e novelas, e que a maioria das pessoas pratica, é um sexo com controle, onde o ego nunca é deixado de lado. Não há nenhum momento de liberação real.

Mas, vejam, não é aleatório esse pensamento de que sexo é impuro e que, portanto, deve ser feito da forma mais rápida e superficial possível, assim como também não é despropositada a ideia de que o dinheiro não é Divino.

Essas ideias nos mantêm aprisionados ao chakra básico.

Afinal, se dinheiro e sexo não são Divinos, o que é? Trabalhar doze horas por dia apenas para comer? Será que essa é a proposta do Criador para nós? Que sejamos máquinas alimentando o sistema e trabalhando naquilo que não gostamos?

É sinistro pensar, mas, desde que somos pequenos, embutem-nos o medo da escassez.

O medo em relação ao desemprego, ao fracasso, à sobrevivência e às escolhas que devemos fazer quanto ao que realmente gostamos de fazer.

Ouvimos que música e artesanato não dão dinheiro, que precisamos ser importantes, ser doutores.

Juventude sem escolhas

Nossas escolhas começam a ser restringidas desde o momento em que nascemos, e é por isso que muitos jovens piram.

Estão recém-começando a conhecer o mundo, e a sociedade diz que eles precisam fazer uma faculdade, trabalhar, falar inglês, fazer pós-graduação e comprar um apartamento antes dos trinta.

Esses jovens, então, se perguntam: “Quando eu vou viver? Quando vou fazer o que eu quero?”. Sem perspectivas de fazerem suas próprias escolhas, não veem outra saída: muitos descontam essa frustração nas drogas, no vício em jogos ou na pornografia.

A droga vem como um alívio rápido, como uma Novalgina, junto da promessa do esquecimento dos problemas, do prazer fácil e acessível.

E ela realmente abafa os sintomas da falta de prazer, mas eles vão ressurgir. A partir disso surge o processo do vício, que se torna não só físico, mas psicológico e consciencial também.

Agora, quando já resolvemos nossos medos e a nossa sobrevivência, vem a segunda barreira, que é saber o que queremos fazer.

Isso porque, se resolvemos nossos medos e já não ligamos mais para o que a sociedade acha que devemos fazer, precisamos decidir por nós mesmos.

Muitas vezes, reclamamos do nosso emprego, mas, se nos perguntam o que gostaríamos de estar fazendo, simplesmente não sabemos.

Muitos sabem que não estão felizes em seus relacionamentos, mas não sabem que tipo de relação queriam ter.

Isso ocorre porque quando estamos há muito tempo aprisionados aos nossos medos, olhamos ao redor e só conseguimos ver as mesmas coisas que estão lá há vinte ou trinta anos. Nossa mente não vê outras perspectivas.

Depois que nos acostumamos a uma rotina ou a uma situação, só ela parece possível e real. Sentimos, então, que somos incapazes de mudar nossa própria vida.

Chakra Sexual e a Criatividade

Disso vem o terceiro aspecto desse chakra, que é a criatividade.

O ser humano evoluiu não por sua inteligência, mas por sua criatividade. E o que é a criatividade? É olhar para o que é feito sempre da mesma forma, ou que acontece sempre da mesma maneira, e criar um outro caminho, uma outra possibilidade de abordagem dessa questão.

Sem isso, ainda seríamos nômades coletando alimento das árvores.

A criatividade fez o ser humano ver que as pedras demoravam X tempo para serem arrastadas do ponto A ao ponto B, mas que, com um tronco embaixo delas, elas deslizariam até o ponto B muito mais rapidamente.

Quer dizer, durante milhões de anos, empurramos a pedra arrastando ela direto no chão, mas, de repente, alguém percebeu que havia uma forma diferente de fazer isso.

Essa pessoa encontrou uma maneira mais criativa de mover pedras.

Falta de criatividade

Afinal, quando nossas escolhas são restringidas, olhamos a vida, mas não vemos perspectiva de mudança, tampouco nos enxergamos em uma nova realidade.

Estamos matando nossa criatividade, pois é impossível criar estando presos a padrões antigos.

Por isso, os artistas, de certo modo, possuem um comportamento revolucionário, sempre contra os padrões sociais.

O medo de errar

Eles olham essa sociedade e decidem que não querem segui-la, sabem que podem criar um caminho novo. Mas, para criar o novo, caímos em outro calcanhar de Aquiles social: a abominação ao erro.

Aprendemos a ter muito medo de errar, em qualquer aspecto de nossa vida. Porém, simplesmente não existe criatividade sem erro.

Precisamos estar dispostos a pagar o preço do erro se queremos fazer diferente, pois só não erra quem faz sempre a mesma coisa.

E estamos matando nossa criatividade se estamos sempre colocando empecilhos à mudança, se o medo de arriscar é maior do que a vontade de tentar.

Ser criativo é ser um grande alquimista, como na carta 1 do Tarot.

Nela, vemos um Mago com vários elementos à sua frente, e ele está disposto a testá-los. Ele não tem medo de misturar A com B, nem B com C.

Ele sabe que pode não dar certo; na verdade, ele sabe que, na maioria das vezes, não dará. A questão é: tudo bem não dar certo, faz parte do processo de tentarmos algo novo.

Porém, para que o erro ou o fracasso não se torne um peso, precisamos ter bem claro em nós o que significa a morte.

Vejam, uma pessoa que não tem noção do que é a morte, passa a vida inteira com medo de errar.

No entanto, a morte nos ensina que tanto faz o que fazemos, se seguimos as regras sociais ou não, se erramos ou não, tanto faz, pois sempre há um fim.

O momento da morte

Geralmente, os desejos das pessoas em seus leitos de morte são coisas muito simples, como abraçar um filho ou pedir perdão para alguém.

Ninguém prestes a morrer deseja que o bitcoin suba 2000% para se tornar um milionário.

Por outro lado, se perguntarmos do que elas mais se arrependem, provavelmente dirão que de não terem arriscado mais.

Isso porque, na hora da morte, fica claro o quanto todas as opiniões que pareciam importantes e todo o status que parecia fundamental, na verdade, não importam.

chakra sexual e A palavra mágica

Por isso, repito, não há como chegar no chakra sexual e fazer o que queremos fazer sem liberar todos os medos que nos limitam e que estão presos no chakra básico.

Porém, uma vez que fazemos esse movimento de libertação, podemos adotar a palavra do chakra sexual, que não, à toa, possui duplo sentido: foda-se!

O que é foda-se? É dane-se o que vão pensar de nós, é não regularmos nossas ações e palavras pela cartilha do outros.

Claro, é fundamental entender que nossa liberdade jamais deve prejudicar a liberdade do próximo.

Mas, não ultrapassando esse limite, dane-se o que vão pensar.

E aí podemos desenvolver o prazer do chakra sexual, que é totalmente travado em nossa sociedade, como vimos.

Trabalho é prazer

Não sei vocês, mas eu conheço poucas pessoas que não associam trabalho à dor e ao sacrifício.

Pensem no martírio que isso representa quando a maioria de nós passa o dia trabalhando. Sentir prazer em trabalhar tem muito a ver com o prazer que o chakra sexual propõe.

Afinal, por que nosso trabalho não poderia ser fonte de prazer? Por que não podemos acordar empolgados e trabalharmos sem nem ver a hora passar? Isso recai na ideia do orgasmo tântrico, que falei no começo, pois, se sentimos prazer no nosso trabalho, teremos horas de prazer.

Porém, nossa sociedade não consegue nem mensurar o que seja isso, estamos acostumados a prazeres rápidos e nunca relacionados ao que consideramos obrigações.

Por isso existe esse consumismo desenfreado, essa busca por paixões avassaladoras, esse tédio que toma conta tão logo as novidades esfriam. Queremos sempre uma pílula mágica que resolva nosso vazio interior, nossa falta de prazer.

E quando falo que o trabalho pode proporcionar 8 horas de prazer contínuo, isso soa totalmente impossível. Assim como soa impossível estar há anos com um companheiro por escolha e sentir prazer na companhia dele.

Vejam em que nível estamos em relação à nossa existência! Isso sendo que estamos falando de chakras que trazem aspectos mais “terrenos”.

Uma sociedade inteira com essas energias mais básicas estagnadas… Por isso, o prazer precisa ser algo rápido, seja no sexo ou no trabalho.

Os relacionamentos e o trabalho precisam ser fonte de aborrecimentos; o normal e esperado é recorrer às drogas, ao álcool, ao entretenimento ininterrupto para obter um prazer fugaz.

Todas as disfunções sociais que vemos por aí decorrem da falta de prazer generalizada.

TODA CRIATURA PRECISA DE PRAZER

Não podemos esquecer que somos seres que precisam de prazer. Dessa forma, nosso chakra sexual pede prazer e, quando ele não o recebe, desequilibra-se, o que nos leva a conhecer seu lado sombra.

Assim, essa busca por prazeres instantâneos começa a se tornar nossa segunda prisão.

A primeira prisão são os medos do chakra básico; a segunda prisão é a busca por prazeres que nunca são suficientes.

Em meio a essa cegueira social, não percebemos que a causa principal de não termos prazer na vida é porque não tivemos a opção de fazer escolhas.

Se, desde crianças, pudéssemos escolher, saberíamos ao menos tomar decisões sozinhos e a lidar melhor com nossos erros.

Toda criatura precisa errar

No entanto, crescemos ouvindo que errar é ruim, sendo punidos por nossas faltas, mesmo quando ainda estávamos aprendendo algo.

Temos nossos erros enaltecidos e nossos acertos esquecidos. E o mesmo continua em nossa vida adulta…

A sociedade não permite o erro e, como não é possível criar crianças que não erram, matamos a criatividade delas.

Poderíamos, claro, criar crianças que não ligam para opiniões sem importância e que possuem auto responsabilidade para lidar com suas faltas.

Mas nossa sociedade está aniquilando a criatividade, inclusive nos meios artísticos.

Trabalhei por muitos anos com teatro e cinema, e percebo que, se compararmos os artistas do começo do século com os atuais, o nível de criatividade caiu muito.

Sim, até os artistas têm medo de experimentar, ousar e errar.

A natureza é o exemplo perfeito de criatividade, e ela é tão criativa assim porque não está preocupada com o erro. Existe peixe bonito, estranho, grande, pequeno… Agora, se ela estivesse preocupada com o erro, não teríamos peixe algum!

Isso traz um outro conceito do chakra sexual: a vida não é linear. E, por isso, ela não tem sentido para o nosso cérebro físico.

O universo vive no caos, e “caos” não quer dizer bagunça. Caos é estar aberto a todas as probabilidades.

Então, se ficamos o tempo todo preocupados com o que vai acontecer, perdemos o momento presente, que é quando tudo realmente acontece.

Estamos tão preocupados com o passado e com o futuro que normalizamos não sentirmos prazer no presente.

Mas, se não estamos tendo prazer, algo está errado. Que escolhas abrimos mão de fazer para perdê-lo?

Chakra Sexual e glândulas suprarrenais

Outra característica do chakra sexual é que ele está ligado às glândulas suprarrenais.

As glândulas suprarrenais são responsáveis pela liberação de adrenalina e cortisol em nosso corpo nas situações de estresse.

Quando fazemos o que não gostamos, quando não temos prazer em nossa existência, vivemos em um estresse constante.

Podemos ver isso facilmente ao observarmos nossa sociedade. Vivemos na pressão interna de que precisamos acordar cedo, esperarmos a hora do almoço e, então, ansiarmos para que chegue logo a hora de irmos para casa.

Porém, ao mesmo tempo, ir para casa significa conviver com alguém que já não sentimos prazer na companhia.

Percebam que a adrenalina e o cortisol estão sendo liberados o tempo todo.

Quando isso ocorre por longos períodos, o corpo físico simplesmente pifa, assim como o motor de um carro pifaria se andássemos com ele a 250 km por hora na estrada.

Percebam, o prazer é um tabu total no planeta Terra. Fazer escolhas é algo impensado. Os trabalho, os relacionamentos, os filhos – tudo é uma tarefa árdua.

Vivemos uma vida sem prazer e cheia de estresse, e ainda ficamos surpresos quando as doenças aparecem.

Aposentadoria da vida

As pessoas dizem que não veem a hora de se aposentar. Mas se aposentar do quê? Da vida? Essa é a mesma lógica de quem não vê a hora de chegar sexta-feira para poder ir para o bar porque não quer se lembrar do tormento que foi a semana.

Essa situação se prolonga por dois, dez, trinta anos. A pessoa vira uma uva passa de tanta amargura.

A pessoa não ser feliz é um problema dela, mas, quando não temos prazer na nossa própria vida, o prazer alheio passa a incomodar.

E as pessoas felizes causam incômodo porque mostram que o prazer é possível, diferente do que nos fizeram acreditar.

Quando percebemos que a felicidade existe, a inveja surge, pois a alegria parece algo muito longe de nós. Com isso, estamos a um passo de efetivamente prejudicar alguém.

Experiência pessoal

Quando era jovem, fui muito rebelde. Comecei no teatro com 15 ou 16 anos. Lá, descobri que ensaiar, representar uma peça e estar no palco me traziam um prazer absurdo.

Na época, as pessoas me falavam que o teatro não me daria dinheiro e que eu não conseguiria nem pagar minhas contas.

Elas estavam certas, mas, na minha mente, não fazia sentido porque o teatro me dava muito mais em troca, algo que não dava para ser quantificado.

Até hoje os momentos no teatro são os momentos de maior prazer na minha vida.

Agora, se eu tivesse escutado meu pai, minha mãe, minha família, as pessoas em geral, não teria vivido esses momentos.

Claro, admito que vivia em desequilíbrio, vivia o extremo prazer e não olhava para minha sobrevivência. Quando finalmente olhei para minha sobrevivência, resolvi vender brigadeiro na rua e fui novamente criticado.

Eu ganhava tanto dinheiro quanto um assalariado, pagava minhas contas e sobrava tempo para o teatro, mas ainda não estava bom para a sociedade.

Não estou tentando incentivar ninguém a ser tão louco quanto eu fui. Como disse, sei que vivia em desequilíbrio, sobrevivia praticamente como um indigente, e isso me afastou de várias oportunidades que poderia ter tido na vida.

Porém, quando escolhi uma das milhões de formas de ganhar dinheiro, fui julgado por ter formação em filosofia e querer vender brigadeiro na rua.

As pessoas me perguntavam: “Mas por que você não vai ser professor?!”. Eu respondia: “Porque eu não quero!”. Pronto, acabou.

Eu usava o poder do meu chakra sexual para fazer a minha escolha e mantê-la.

Muitas vezes, nossa escolha não vai ser a escolha de nossos pais ou a da sociedade.

Aliás, muitas pessoas estão presas ao que não gostam porque acham que devem o tempo e o dinheiro investidos em si para os seus pais.

E muitas outras deixam de fazer trabalhos simples, como vender água no farol, com medo do que os outros vão pensar.

Inclusive, essas mesmas pessoas, se vão morar fora do país, têm coragem de fazer o trabalho que precisam fazer, pois não estão mais sob o olhar julgador da família e dos amigos.

Com toda a minha experiência, aprendi que devemos escolher aquilo que nos dá real prazer, mas essa escolha deve estar equilibrada com nossa sobrevivência.

E, pelo que vimos até aqui, acredito ter ficado claro que o chakra sexual e o chakra básico precisam dessa harmonia em seu funcionamento.

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