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Falta de controle financeiro

Falta de controle financeiro

Poucas pessoas possuem controle financeiro, ou seja, sabem quanto ganham, quanto gastam e onde gastam, o que parece contraditório, pois o cuidado básico com o dinheiro é conta de mais e menos, matemática básica, e não precisamos ser um grande analista para isso.

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Tanto descuido com o dinheiro é ainda mais impressionante quando lembramos que ele é um recurso finito. Mesmo um milionário, se gastar indiscriminadamente, uma hora ficará sem dinheiro.

Embora óbvio, esse é um pensamento que não ocorre a todos, pois o sistema bancário quer que acreditemos justamente no contrário, que, se não tivermos dinheiro, o banco poderá sempre suprir as nossas necessidades. Só que, quando um banco dá um cartão de crédito para uma pessoa, ele não está dando dinheiro. Se ganhamos dois mil com nosso trabalho e o banco nos dá um limite de dois mil, não estamos ganhando quatro mil, continuamos ganhando dois.

Essa é a ilusão que o sistema bancário quer criar nas pessoas com a ideia de crédito. Porém, se não pagamos nossas contas em dia, eles recebem juros, e é nos juros que eles lucram e nós passamos a trabalhar para eles.

Por isso é fundamental que, se ganhamos dois mil com nosso trabalho, tenhamos uma vida moldada ao que esses dois mil possibilitam. Se não for assim, caímos nesse sistema de escravidão moderna.

Isso é muito sério e necessário de entendermos! As empresas, os bancos e todo esse sistema criam desejos nas pessoas, as deixam fascinadas e hipnotizadas por cada vez mais necessidades de consumo. Assim, elas compram além de seus recursos, utilizando o crédito e parcelando cada vez mais na tentativa de diluir esses gastos excessivos. Uma vez endividadas, são obrigadas a trabalhar em funções que não gostam, por salários mínimos e em condições precárias. Essa é a condição da maioria das pessoas no planeta Terra neste momento.

Esse é um círculo vicioso, pois os desejos e as dívidas nunca acabam. Ficamos escravos dessa situação, trabalhando para pagar conta e abdicando de nossa liberdade.

E quem se rebela é ameaçado com o desemprego e com a crise econômica. Assim, os bancos se tornam donos de tudo que temos, porque, se nos negamos a trabalhar muito por pouco dinheiro, eles vêm e tomam tudo de nós. Isso é a escravidão moderna.

Mas como nos livrarmos disso? Tendo controle financeiro e possuindo uma reserva econômica. Ter controle financeiro significa não gastar mais do que se tem e, se possível, comprar sempre à vista. Vejam, se não temos dinheiro para comprar à vista, significa que não temos condições de comprar aquilo. Se não temos condições, não deveríamos comprar naquele momento. Nesse caso, precisamos suprimir o desejo e guardar o dinheiro necessário para comprar à vista. Isso porque os juros são o preço que pagamos por realizarmos nossos desejos instantaneamente. Por exemplo, podemos guardar dinheiro por três anos e, no fim disso, comprarmos um carro à vista, ou podemos realizar nosso desejo amanhã, mesmo não tendo dinheiro, o que nós levará a pagar o valor de dois carros por causa dos juros.

É uma questão de paciência, pois o ego quer as coisas para agora e o sistema sabe como utilizar o ego contra nós. O desejo, a impaciência, a vaidade, o senso de escassez e a ansiedade são esses meios. Além disso, a publicidade diz que podemos comprar agora, que aquele item é fundamental, que seremos mais felizes com ele. E assim vamos pagando juros sobre juros, cada vez mais presos no sistema e menos livres para fazer escolhas reais.

O segundo passo para nos livrarmos disso é termos uma reserva financeira. Precisamos olhar o dinheiro como algo finito e que, portanto, deve ser administrado com sabedoria.

Novamente, o problema do mundo não é o dinheiro, é a falta de sabedoria. E como o dinheiro é um instrumento Divino, ele também ensina as pessoas a terem sabedoria com o que é finito. Deveríamos ter essa mesma sabedoria com os recursos naturais do nosso planeta, mas visivelmente ainda não a temos. Quando utilizamos o dinheiro com sabedoria, ele se torna um meio para a liberdade e não uma prisão.

Sem uma reserva financeira, nossa mente fica constantemente atormentada, com medo do amanhã. E viver assim com certeza não é sinônimo de liberdade. Por outro lado, se temos uma quantia guardada, para qualquer problema que aconteça, temos recursos para cobri-lo, o que permite que os medos comecem a ir embora.

Em vez disso, a maioria das pessoas e dos negócios vivem do que ganham no mês e, se qualquer imprevisto surge, já não possuem recursos suficientes para honrar as contas. Quando isso acontece, recorrem ao banco e pagam juros, ou seja, trabalham para o banco. Depois de um tempo, se não conseguem pagar essas dívidas, o banco passa a ser dono do negócio delas.

Quem já tem uma reserva financeira sabe a paz a que me refiro e, provavelmente, lembra-se do desespero constante em que vivia antes de tê-la. Essa paz e segurança são uma verdadeira liberdade.

Mas trabalhar por um salário mínimo, ao longo de dez, doze horas por dia, e permanecer por medo e em função de dívidas é uma prisão. A chave da prisão é a sabedoria financeira, pois só assim não usarão de nossa própria ignorância para nos aprisionar.

E não achem que tudo isso é por acaso, é tudo muito bem pensado. E nem vou entrar em questões espirituais aqui, porque não cabe. Mas também não achem que é injusto, porque não é. Sim, é triste ver tantas pessoas vivendo assim, mas mesmo o mal trabalha para o bem, pois, embora na dor, as pessoas aprendem a ter responsabilidade por suas vidas e suas escolhas. Aos poucos, percebemos que quem tem sabedoria se livra do sistema e os que não a têm sofrem.

Especialmente hoje em dia, o conhecimento é praticamente aberto. Cada vez mais é uma questão de decisão: acessar um conteúdo gratuito sobre gestão financeira ou ver o Big Brother. Sem moralismos, cada um pode ver o que quer, mas, se nossa vida financeira não está boa e escolhemos não gastar nosso tempo para melhorá-la, estamos fazendo uma escolha. E não ter conhecimento tem um preço a se pagar.

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