História da Astrologia no Ocidente e no Mundo

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A história da astrologia é uma fascinante jornada através do tempo, revelando como as civilizações antigas olhavam para os céus em busca de orientação, sabedoria e conhecimento. Desde os tempos pré-históricos, a humanidade tem observado os padrões dos astros, buscando neles respostas para os mistérios da vida, do destino e da natureza humana.

Este artigo explora o desenvolvimento da astrologia desde suas raízes nas antigas Mesopotâmia e Egito, passando pela Grécia e Roma, até sua forma moderna, enfatizando como essa prática milenar se entrelaça com a história, a ciência e a cultura de cada época.

Através dos séculos, a astrologia se transformou, adaptou-se e evoluiu, refletindo as mudanças nas crenças e conhecimentos humanos, mantendo-se, no entanto, uma constante fascinante na busca do ser humano por compreensão e conexão com o universo.

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Origens da Astrologia no Ocidente

As origens da astrologia no Ocidente remontam às antigas civilizações da Mesopotâmia, especialmente na Babilônia, por volta do segundo milênio a.C. Os babilônios foram os primeiros a desenvolver um sistema astrológico complexo, utilizando observações astronômicas meticulosas para prever eventos terrestres. Este sistema, baseado no zodíaco e nas posições planetárias, serviu de base para a astrologia ocidental que conhecemos hoje.

A astrologia babilônica influenciou o Egito Antigo, onde os egípcios adotaram e adaptaram seus próprios sistemas astrológicos. Por exemplo, o calendário egípcio, com seus 12 meses de 30 dias cada e cinco dias adicionais no final do ano, teve um papel fundamental na divisão do zodíaco em 12 signos.

No entanto, foi a Grécia Antiga que realmente abraçou e expandiu a astrologia ocidental. Os astrólogos gregos absorveram os conhecimentos babilônicos e egípcios e desenvolveram suas próprias teorias e métodos. A palavra “zodíaco” é derivada do grego zōidiakos, que significa “círculo de animais”.

Durante este período, a astrologia se fundiu com a filosofia e a mitologia gregas, incorporando conceitos como os quatro elementos (terra, água, ar e fogo) e os mitos dos deuses olímpicos.

A astrologia grega foi posteriormente adotada e aprimorada pelos romanos, que a difundiram por todo o Império Romano. Foi o astrônomo e matemático romano Cláudio Ptolomeu que escreveu o Tetrabiblos, uma obra seminal que consolidou a teoria astrológica da época e se tornou um texto de referência na astrologia ocidental. Ptolomeu sistematizou o uso das casas astrológicas, aspectos e outros conceitos que ainda são fundamentais na prática astrológica moderna.

Com a queda do Império Romano e o início da Idade Média, a astrologia ocidental sofreu algumas mudanças, mas continuou a evoluir e se adaptar às novas realidades culturais e científicas. A influência árabe e persa durante a Idade Média e o Renascimento também enriqueceu a astrologia ocidental com novas técnicas e conhecimentos.

Ao longo dos séculos, a astrologia ocidental se tornou uma tradição rica e diversificada, com raízes nas civilizações antigas que buscavam compreender a conexão entre o cosmos e a vida humana.

História da astrologia

História da Astrologia e Hermetismo

O Hermetismo e a Astrologia estão intrinsecamente ligados, compartilhando uma rica história que remonta à Antiguidade. O Hermetismo, uma tradição esotérica baseada nos ensinamentos atribuídos a Hermes Trismegisto, contém princípios astrológicos em seu núcleo, refletidos no famoso aforismo “Assim como é em cima, é embaixo.

Este princípio hermético sugere que o macrocosmo (o universo) e o microcosmo (o indivíduo) estão interligados, uma ideia fundamental para a astrologia. Segundo a astrologia, os movimentos celestes têm correspondências diretas com os eventos terrestres, e essa interconexão é refletida na prática astrológica de criar e interpretar mapas astrais.

Além disso, o Hermetismo influenciou a evolução da astrologia. O “Tetrabiblos” de Ptolomeu, por exemplo, foi fundamental para a formação da astrologia helenística, que mais tarde influenciou tanto a astrologia árabe quanto a medieval. Ambas foram influenciadas pelo Hermetismo, que preservou e transmitiu o conhecimento astrológico durante a Idade Média.

No entanto, é importante notar que, embora inter-relacionados, Hermetismo e Astrologia são campos distintos. O Hermetismo engloba uma variedade de práticas e crenças esotéricas, incluindo, mas não se limitando à astrologia. Ambos continuam a influenciar a cultura e o pensamento esotérico até os dias de hoje.

História da Astrologia Moderna e Contemporânea

A partir do século XVII, a astrologia começou a enfrentar crescente ceticismo e crítica devido ao avanço da ciência e do pensamento racional. Astrônomos e matemáticos como Johannes Kepler e Galileu Galilei contribuíram para a mudança de perspectiva ao desenvolver teorias e leis que descreviam o movimento dos corpos celestes de maneira mais precisa.

Com o Iluminismo e a Revolução Científica, a astrologia foi gradualmente separada da astronomia, perdendo seu status como ciência legítima.

Apesar dessa perda de prestígio, a astrologia continuou sendo praticada por muitos e evoluiu para se adaptar às novas ideias e descobertas científicas. Na era moderna e contemporânea, a astrologia é geralmente vista como uma disciplina esotérica ou pseudocientífica, mas ainda mantém uma base de seguidores e praticantes leais em todo o mundo.

Psicologia e Astrologia

No século XX, a astrologia começou a se conectar com a psicologia, particularmente com o trabalho de Carl Gustav Jung. Jung, um psicólogo suíço e fundador da psicologia analítica, estava interessado na relação entre a astrologia e a psique humana.

Ele explorou o conceito de arquétipos, que são imagens e símbolos universais, como uma possível explicação para as correlações entre eventos celestes e comportamento humano. A astrologia psicológica, que se concentra na análise do mapa natal de uma pessoa para entender sua personalidade e potencial de desenvolvimento, é uma tendência que cresceu a partir dessa conexão entre astrologia e psicologia.

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Diferentes Tipos de Astrologia no Mundo

Diferentes culturas ao redor do mundo desenvolveram sistemas astrológicos únicos ao longo da história, cada um com seus próprios métodos e simbolismos. Abaixo um pouco sobre cada sistema astrológico.

Astrologia Védica (Jyotisha)

A astrologia védica, também conhecida como Jyotisha, é uma forma de astrologia praticada na Índia e originária dos textos sagrados hindus, os Vedas. Jyotisha significa “ciência da luz” em sânscrito e se baseia na ideia de que os corpos celestes emitem uma influência energética que afeta a vida na Terra.

A astrologia védica é dividida em três ramos principais: Siddhanta (astronomia), Samhita (astrologia mundial) e Hora (astrologia individual). O sistema astrológico védico utiliza o zodíaco sideral, que leva em conta a precessão dos equinócios, diferentemente do zodíaco tropical usado na astrologia ocidental.

Astrologia Chinesa

A astrologia chinesa é um sistema astrológico antigo baseado na filosofia do yin e yang, nos cinco elementos (água, fogo, madeira, metal e terra) e no ciclo de 60 anos, que combina os 12 signos animais com os cinco elementos.

Diferente da astrologia ocidental, que se baseia na posição do Sol no momento do nascimento, a astrologia chinesa utiliza o ano lunar de nascimento para determinar o signo e o elemento de uma pessoa. A astrologia chinesa também inclui o Zi Wei Dou Shu, um sofisticado sistema de análise do destino e da personalidade baseado na data e hora de nascimento.

Astrologia Mesoamericana (Asteca e Maia)

A astrologia mesoamericana engloba os sistemas astrológicos desenvolvidos pelas civilizações asteca e maia da América Central. A astrologia asteca se baseia no calendário de 260 dias chamado Tonalpohualli, que combina 20 signos com 13 números.

A astrologia maia, por sua vez, utiliza o calendário Tzolk’in, também composto por 260 dias, e o Haab’, um calendário solar de 365 dias. Esses sistemas astrológicos atribuem importância aos ciclos do tempo e às energias associadas a cada dia, e eram usados para prever eventos naturais, sociais e políticos.

Astrologia Celta

A astrologia celta é uma forma de astrologia baseada na tradição e mitologia celta. Em vez de utilizar os signos do zodíaco tradicionais, a astrologia celta se baseia em 13 signos representados por árvores sagradas, cada uma associada a uma qualidade específica e a um deus ou deusa celta. Essa forma de astrologia enfatiza a conexão entre a natureza, os ciclos da vida e o desenvolvimento espiritual.

Astrologia Árabe

A astrologia árabe é uma forma de astrologia que se originou no mundo islâmico durante a Idade de Ouro Islâmica (séculos VIII a XIII). Os astrólogos árabes desenvolveram e aprimoraram técnicas e conhecimentos astrológicos greco-romanos e persas, contribuindo significativamente para a astrologia medieval na Europa.

A astrologia árabe utiliza o zodíaco tropical e emprega conceitos como os “lotes” (também chamados de partes árabes), que são pontos matematicamente calculados no mapa natal usados para interpretar diversos aspectos da vida de uma pessoa.

Astrologia Heliocêntrica

A astrologia heliocêntrica é uma abordagem moderna da astrologia que utiliza o modelo heliocêntrico do sistema solar, no qual o Sol está no centro e os planetas orbitam ao seu redor, em vez do modelo geocêntrico tradicional.

Essa forma de astrologia foi desenvolvida no século XX e leva em consideração as posições planetárias vistas de um ponto de vista centrado no Sol. A astrologia heliocêntrica é usada principalmente para analisar eventos globais, sociais e políticos, em vez de questões individuais, como na astrologia geocêntrica.

Livros Recomendados sobre História da Astrologia

Waldemar Falcão – A História da Astrologia para quem tem pressa

Em “A História da Astrologia para quem tem pressa”, Waldemar Falcão apresenta um panorama ágil e envolvente sobre a trajetória da astrologia ao longo dos tempos. Falcão, renomado astrólogo, destila milênios de sabedoria astrológica em um texto conciso e cativante, conduzindo o leitor através dos principais marcos e descobertas que moldaram a astrologia como a conhecemos hoje.

Do zodíaco babilônico aos horóscopos contemporâneos, este livro é um convite para explorar a influência dos astros em civilizações passadas e entender seu papel duradouro na cultura e psique humanas. Uma leitura essencial para curiosos, aficionados e todos que desejam uma compreensão rápida, porém profunda, deste fascinante campo do conhecimento.

Kathleen Burt – Jung e a astrologia: Autoconhecimento e individuação através dos arquétipos do zodíaco

Em “Jung e a astrologia”, Kathleen Burt mergulha profundamente na intersecção entre a psicologia junguiana e a sabedoria astrológica. A autora ilumina os caminhos pelos quais os arquétipos do zodíaco podem ser ferramentas poderosas no processo de autoconhecimento e individuação.

Burt, com sua abordagem única, mostra como as antigas simbologias astrológicas encontram eco nas teorias e descobertas de Carl Jung, conectando a psique humana com os movimentos celestiais. Este livro é uma jornada reveladora para todos os que buscam um entendimento mais profundo de si mesmos através das lentes da astrologia e da psicologia junguiana.

Conclusão

Ao finalizar nossa reflexão da história da astrologia, fica evidente o papel significativo que esta prática milenar desempenhou em diversas culturas ao redor do mundo. Desde suas origens nas civilizações antigas até sua presença na sociedade contemporânea, a astrologia ofereceu uma janela para o entendimento dos céus e de como eles refletem na vida humana.

Apesar das transformações e desafios enfrentados ao longo dos séculos, a astrologia persiste como uma ferramenta de autoconhecimento, mostrando que a busca humana por orientação e compreensão dos mistérios do universo é tão relevante hoje quanto era para nossos antepassados. A história da astrologia é, portanto, um testemunho da curiosidade intrínseca do ser humano e de sua contínua jornada para decifrar os segredos do cosmos.

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