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Ir contra a vocação

Ir contra a vocação

Ir contra a vocação é um motivo para o fracasso, mas precisamos voltar ao princípio de tudo para entender o porquê. O Criador se individualizou em cada um de nós e em cada coisa que existe. Então, Ele se individualizou em Tibério, Maria, João, abelha, flor, cachorro… E cada individualização do Criador tem um propósito, pois Ele quer atuar através de cada um desses seres no mundo.

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Assim, Ele criou a Maria para atuar através da Maria e criou a abelha para atuar através da abelha. Por isso, quando nos comparamos a outra pessoa, ou queremos ser quem não somos, estamos indo contra o que fomos criados para ser.

Mas ser quem somos e seguir a nossa natureza é a nossa maior vocação. Lembrem-se de que, na natureza, a rosa não quer ser cravo e o cravo não quer ser jasmim. Absolutamente tudo na criação é único e tem uma função. A finalidade é ser o que se é. Quando nos comparamos ao outro, estamos dizendo para o Criador que somos rosa, mas queremos ser cravo.

Porém, o Criador quer ser o que somos e deseja atuar por meio do que fomos criados para atuar. Ele quer ser filósofo, pintor, músico, professor, médico, enfermeiro, fisioterapeuta, jogador de basquete, jogador de futebol. Ele quer representar todos esses personagens. Por isso, é muito importante nos alinharmos à nossa vocação – em termos práticos, àquilo com que temos facilidade.

Muitas vezes, admiramos uma pessoa ou uma profissão, mas não está na nossa vocação fazer o que aquela pessoa faz, pois não foi para isso que nosso ego foi criado. Obviamente, seremos muito bons em outra atividade, mas, se estamos em um forte processo de comparação, de querermos ser quem não somos, gastamos tempo e energia, elementos esses que poderiam ser utilizados para entendermos qual é a nossa vocação.

Porque é naquilo que fazemos de melhor que nossa partícula Divina vai atuar, e para isso que fomos criados. Por isso, não aceitar a própria vocação é uma causa do fracasso. É como alguém com um metro e meio querer ser jogador profissional de basquete. Não sabemos o motivo, mas essa pessoa simplesmente não foi criada para isso.

Mesmo desconhecendo a razão para isso, o Criador nos escolheu para representar determinado papel, e precisamos buscá-lo dentro de nós, descobrindo de que maneira podemos contribuir com o nosso melhor, seja sendo um grande musicista, poeta, professor ou atuando dentro das milhares de possibilidades de nossa essência. De qualquer maneira, sem a percepção correta de nós mesmos, ficamos remando contra a maré.

Eu, por exemplo, tenho uma dificuldade enorme em fazer trabalhos manuais. Por algum motivo, não tenho habilidade em minhas mãos, portanto, jamais poderia ser um cirurgião ou um artesão. Obviamente, se desejasse insistir em uma dessas atividades, eu poderia, mas, mesmo com muito treino, provavelmente nunca chegaria à excelência.

Isso não deve ser entendido como um determinismo, não quer dizer que Deus nos criou para uma atividade específica e que temos que nos conformar com isso. Isso porque uma habilidade permite uma grande gama de possibilidades. Assim, uma pessoa com grande habilidade de comunicação pode ser um bom orador, professor, palestrante, apresentador ou um radialista.

Mas erramos quando insistimos em fazer algo que não condiz com quem somos e quando gastamos não só muito tempo, mas também significativo esforço, para, no máximo, sermos medianos nessa atividade. Enquanto isso, quem nasce com essa finalidade, com treino e prática, chega à excelência e manifesta o seu melhor.

Porém, se alguém com talento para ensinar decide ser cirurgião apenas por dinheiro, está criando um problema duplo. Isso porque o Criador criou esse ego para ensinar, então, ao tomar essa decisão, essa pessoa vai abrir mão da sua maior fonte de realização e ainda passará a ser um cirurgião mediano. Tudo porque se deixou levar por um processo de comparação.

A primeira grande pista para identificarmos nosso propósito é nos perguntarmos o que fazemos de melhor, o que nos é inato, o que flui quando fazemos a ponto de parecer uma extensão natural do nosso ser.

Aproveito para dizer que podemos encarar como um dom, mas devemos saber que o dom não é um presente divino dado somente a alguns. Todos nós temos dons, pois todos temos uma função e um propósito na criação. A questão é que, conforme o que a sociedade expõe e valoriza, alguns se destacam, e costumamos acreditar que esses foram os únicos abençoados.

Na verdade, essas pessoas conseguiram encontrar e exercer seus propósitos, os quais, coincidentemente, correspondem a atividades valorizadas socialmente. Então, quem não exerce o dom, não é porque não o tem, mas porque não encontrou ou não aceitou o dom que possui. Afinal, nem sempre um dom será valorizado socialmente.

Vejam, os dons podem ser muito simples. Eles não são classificados nessa hierarquia social a que estamos acostumados, a que coloca que um cirurgião tem mais status do que um pintor de casas. Para o Criador, um cirurgião não é mais do que um pintor e um músico não é menos do que um advogado. Essa noção de superioridade não existe para Ele, pois são apenas atividades.

Mas, por uma questão social e financeira, aprendemos a considerar que um pintor de parede é inferior a um cirurgião. Assim, negamos vários dons que temos por acreditarmos que não trarão retorno financeiro e valorização perante a sociedade. Com isso, passamos a vida inteira fazendo algo que não gostamos e que não executamos muito bem, algo que não é a nossa essência. Por isso, identificar o nosso propósito não é um limitador, mas um meio de vivermos nossa verdade.

Para isso, precisamos desvincular essas atividades do status ou do dinheiro e olhá-las como uma extensão do nosso ser. Quando conseguimos ter esse olhar e viver isso, o dinheiro vem, porque estamos oferecendo o nosso melhor ao mundo.

Minha avó, por exemplo, era uma excelente cozinheira. Cozinhava muitas horas por dia, todos os dias, por amor, porque amava cozinhar. E tudo que ela fazia era maravilhoso. Infelizmente, naquele tempo não podia cozinhar por profissão, pois ainda se tinha a ideia de que a mulher ficava em casa e de que somente o homem trabalhava fora. No entanto, tenho certeza de que, se ela fosse uma chef de cozinha ou uma cozinheira profissional, o restaurante dela estaria sempre lotado. Porque ela exercia aquilo como uma atividade natural, era uma extensão de quem ela era.

Porém, muitas vezes, olhamos apenas o dinheiro, o status social ou o que os outros vão falar sobre o que fazemos, e negamos quem somos. Agir assim torna nossa vida mais difícil, pois é um fluxo de energia que não está sendo favorecido.

Porém, por outro lado, quando vamos a favor da finalidade para que fomos criados, todo o universo se abre, tudo flui de modo natural e sem esforço. Isso porque a grande ideia do Criador é que todos os seres trabalhem em cooperação. Como na natureza, em que a junção do trabalho da abelha, da rosa, do vento, da rocha, da água, da terra e do passarinho, faz o todo andar. Repito, não há função mais importante do que outra para o Criador.

Se não houvesse lixeiros, em uma semana as ruas estariam intransitáveis. Se não houvesse médicos, as pessoas morreriam mais cedo. Se não houvesse músicos e poetas, a vida seria mais triste e sem profundidade.

Então, todos temos uma função, e ninguém é mais importante que ninguém. A questão é assumirmos isso para nós, aceitarmos a importância e a relevância do que fazemos de melhor e do que o outro faz de melhor para o mundo.

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