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Lei da Causalidade – Hermetismo

Nesse artigo vamos refletir sobre a lei da causalidade que afirma que o toda causa tem um efeito e todo efeito tem uma causa.
lei da causalidade

A Lei da Causalidade é um princípio universal que rege a relação entre causas e efeitos. Segundo este princípio, toda causa tem seu efeito e todo efeito tem sua causa.

A Lei da Causalidade é uma das leis fundamentais da natureza e é a base para o entendimento do funcionamento do universo. Esta lei explica o porquê de tudo acontecer de acordo com uma determinada sequência de eventos.

“Toda Causa tem seu Efeito; todo Efeito tem sua Causa; todas as coisas acontecem de acordo com a Lei; o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; existem muitos planos de causalidade, mas nada escapa à Lei.”

Hermes Trismegisto

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A ignorância gera o sofrimento

Talvez já tenham percebido que todas essas leis são uma única lei, elas não existem de modo separado, pois todas compõem o sonho de Deus. Vejam: não criamos nada, quem criou tudo foi Deus. E Ele criou regras para que Seu sonho funcionasse.

O que devemos saber é que, se obedecemos às regras, nos saímos bem, se vamos contra elas, nos saímos mal. Por isso que Buda dizia que a ignorância gera o sofrimento. Que ignorância é essa? A ignorância de não compreender as leis, de não compreender as regras.

A morte e o luto

Por exemplo, sabemos que a morte existe, isso não é escondido de nós. Afinal, vemos, dia após dia, desde que nascemos, familiares, amigos, conhecidos e desconhecidos partindo daqui. Então, por que quando a morte chega nos chocamos tanto com ela?

Não estou falando de sentir a perda e o luto, isso é natural. Mas há pessoas que param a vida e entram em sofrimento profundo por causa da morte. Porém, sabemos que chegará o momento em que todos partirão desse plano, a natureza não esconde essa regra de nós.

Portanto, quem sofre profundamente, sofre por não compreender a lei ou por não a aceitar. Inconformados, poderiam dizer: “Não deveria existir a morte!”. Eles estão, na verdade, questionando o Criador sobre as regras que Ele criou.

Seria o mesmo que pular de um prédio, morrer e questionar Deus a respeito da gravidade. Todos nós sabemos da existência dela e o que acontece com o corpo físico quando cai de uma grande altura. Não, de que adiantaria discutir que deveríamos flutuar igual na Lua?

As regras do jogo

Por isso que os taoistas falam para observarmos a natureza. Ao observá-la, compreendemos as regras do jogo; compreendendo as regras do jogo conseguimos ser mais eficientes e analisar as situações da vida mais friamente. É isso ou sofrer, temos essas duas opções.

Se tentamos ir contra as regras do sonho do Criador, sofremos e nos sentimos injustiçados com coisas que são simples causas e efeitos. Estamos vivos, morremos. Estamos vivos, morremos. É o ritmo em ação, é a causa e o efeito em ação.

Agora, se insistimos em fingir que a morte não existe, que as pessoas são eternas e que a realidade é linear, vamos sofrer.

O valor do tempo finito

E fingindo que as pessoas são eternas, nem conseguimos ter a profundidade de amor com elas que temos quando estamos conscientes da efemeridade desses encontros.

Isso porque, se sabemos que nossa mãe vai embora qualquer dia desses, ou que nós vamos embora qualquer dia desses, então os momentos que temos com ela serão mágicos.

Percebam como todo conhecimento dá mais profundidade para a vida.

Se sabemos que nosso filho vai crescer e sabemos que ninguém fica criança para sempre, vamos aproveitar ao máximo esses poucos anos em que ele quer e precisa da nossa companhia mais do que tudo.

Esse é o momento de eu ir ao parque jogar bola, de fazer piquenique e de estar presente. Se deixarmos para depois porque estamos ocupados tentando acumular riquezas, quando ele for adolescente, como quase todos os adolescentes, não vai querer nossa companhia.

E aí não adianta ficar chateado porque agora o filho não faz questão de nós. O tempo de estar junto, de ser o herói dos filhos, é nos primeiros dez, doze anos de vida deles. Precisamos aproveitar ao máximo esse período, porque ele crescerá.

Se não, quando tiver 18 anos e pouca ligação emocional, ou estiver saindo de casa, não adianta culpar Deus por isso. E o sofrimento que vem dessa situação é unicamente porque não compreendemos a lei, não fomos capazes de ler a natureza e ter sabedoria. Afinal, era uma questão de causa e efeito.

Causa e Efeito

Da mesma forma, se somos agressivos com as pessoas, receberemos agressividade delas. Ou podemos esperar outra coisa? Se damos amor para as pessoas, recebemos amor em troca.

Apesar de isso ser muito óbvio, diversas pessoas se recusam a ver e a aceitar isso.

Por exemplo, se alguém sente que as pessoas sempre vão embora da sua vida, deveria se perguntar o que está fazendo para que ninguém consiga permanecer muito tempo ao seu lado.

Talvez conclua que passa o dia reclamando, que é muito negativo ou ciumento. Essa pessoa que não é uma boa companhia para si, nem para o outro, não deveria se surpreender quando fica sozinha. É simplesmente a lei de causa e efeito atuando. Mas esse é o grande X da humanidade.

A Criança Espiritual e a culpa

Sempre ensino que há dois tipos de seres espirituais: a criança espiritual e o adulto espiritual. A criança espiritual são as pessoas que sempre culpam os outros.

Se está pobre, a culpa é da economia. Se está sozinha, a culpa é da pessoa que a largou. Se os projetos não andam, a culpa é dos funcionários. A culpa nunca é da pessoa.

E isso é massivo na sociedade. Ninguém quer ser o responsável por nada, seja um grupo familiar ou um grupo de negócios. E como podemos esperar de uma sociedade algo mais sério se ninguém quer assumir responsabilidades?

Se algo sai errado ficam discutindo para descobrir de quem é a culpa, sem chegar a um senso comum, porque, claro, essa culpa é sempre do outro.

Em uma empresa, só sabem dizer que aquele não é o seu departamento e empurram para o próximo. Olhando friamente a sociedade humana, poderíamos dizer que somos um grande jardim da infância, e obviamente, crianças espirituais sofrem porque estão constantemente indo contra a lei.

O Adulto Espiritual e a responsabilidade

O adulto espiritual sabe que é 100% responsável por sua vida. Se situações negativas acontecem com ele, é porque ainda é ignorante nessa questão.

Porém, ele sabe que pode resolver qualquer situação ampliando sua sabedoria. Se está sofrendo ataque de obsessores, sabe que a culpa é sua e não dos obsessores. Isso porque ele permitiu que sua frequência descesse a um nível lamentável e abriu brecha para que o atacassem.

Os obsessores estão simplesmente fazendo a função deles no sonho de Deus. O papel do adulto espiritual é manter a frequência vibracional alta para não ter contato com eles.

A sabedoria e a Lei da Causalidade

Mas o que vemos no mundo? Isso: “Minha vida não anda por causa dos encostos. Pobre de mim! Como Deus permite isso?”. Para sanarmos essa situação precisamos apenas nos livrar da ignorância.

E não estou falando ignorância no sentido pejorativo e sim no sentido budista, sendo a ignorância o oposto da sabedoria e a causa de todo sofrimento.

Se não ganhamos dinheiro, não podemos culpar o país e nos acomodarmos na situação. Afinal, ainda há muita gente prosperando nesse exato momento, mesmo que no meio da crise.

Essas pessoas, independente do lado espiritual, sabem sobre ciclos, mercados e mundo financeiro. A sabedoria delas em relação a dinheiro faz com que elas não sofram nesse aspecto, pois só sofre em relação a dinheiro quem não tem sabedoria nesse assunto e ignora as leis de causa e efeito.

O fato é que quem está sem dinheiro é porque não sabe ganhá-lo. Isso porque já sabemos que nossa vida é regida pela lei de causa e efeito, que tudo possui ritmo, que somos seres mentais, que tudo é mente e que, como seres humanos responsáveis, temos a capacidade de calcular as possíveis consequências de nossos atos. E devemos usar essa sabedoria para agir em consonância com o que buscamos.

Assim, saímos do processo de inconsciência, de ficar “apanhando” da vida e nem saber o motivo, porque não somos capazes de ver onde nossas ações estão nos levando. Se não compreendemos a causa, não entendemos o efeito. E aí vem a vitimização.

Lei da Causalidade na prática

Portanto, precisamos nos perguntar: “Se eu fizer determinada ação, que resultado terei?”. Por exemplo, alguém que trai a esposa, que resultado essa pessoa terá?

Obviamente, mais cedo ou mais tarde, será desmascarada, terá que lidar com toda a carga emocional proveniente de uma quebra de acordo e, talvez, precise enfrentar uma separação.

Porém, a pessoa que trai por vezes acredita que nunca será pega ou que não precisará lidar com as consequências de seus atos. Inclusive, ela talvez até culpe o outro de algum modo por isso. Mas sua ignorância vai levar essa relação à ruína e ela sofrerá inevitavelmente.

Em outro exemplo, imaginem um empresário que possui uma loja de bolos. O negócio está prosperando e ele se deslumbra com o dinheiro entrando no caixa.

Então, resolve ignorar que o capital da empresa é diferente do capital pessoal e pega todo o dinheiro do caixa para si. Com esse dinheiro da empresa, faz uma viagem com a família para a Disney. Quando volta, um equipamento de R$ 300.000 quebrou.

A empresa agora precisa de um empréstimo para pagar uma nova máquina. Os juros do banco são altos e o lucro que entrava reduziu pela metade. Pouco tempo depois, o preço do trigo aumentou porque a safra não foi suficiente. O lucro está ainda menor.

Em dois anos, a empresa não consegue mais pagar as contas e precisa fechar. O empresário diz que a culpa é do país e de Deus. Mas será que ele não foi capaz de perceber que suas ações levaram a isso? Será que achou que o trigo teria o mesmo preço para sempre? Não sabia que as máquinas estragavam? A verdade é que ele não teve sabedoria, portanto, sofreu.

A Lei da Causalidade e os aprendizados

A lei de causa e efeito é um grande ensinamento para o ser humano, porque, se nossas ações não tivessem efeito, como aprenderíamos? Como sentiríamos necessidade de ampliar nossa sabedoria? Por isso, fazemos igualzinho às crianças que só acreditam no choque depois que enfiam o dedo na tomada.

Mas as crianças aprendem de primeira, diferentemente de nós, que, às vezes, ficamos vida após vida repetindo ações e sofrendo com as consequências.

Será que o empresário que faliu a loja de bolos vai fazer um exame de consciência, ver que geriu muito mal o dinheiro e aprender? Ou passará a vida inteira chorando?

Sei que muitos pensarão que esse é um péssimo exemplo para se dar no meio de uma pandemia, com muitas empresas falindo. Minha intenção não é ser cruel, nem desmerecer o sofrimento de ninguém, mas propor olharmos friamente para a situação.

Pois a verdade é que muitas empresas estão abertas, algumas faturando ainda mais do que antes. Minha pergunta é por que umas ficaram abertas e outras quebraram?

Provavelmente porque algumas tinham um capital de giro guardado, tiveram flexibilidade para adaptar seu serviço e entenderam os ciclos. Fica óbvio que alguma coisa fizeram, coisa essa que os que fecharam não fizeram.

Um caso real

Trago um exemplo real de um amigo meu, dono de restaurante. Ele precisou subitamente fechar as portas do restaurante por causa da pandemia, mas, é claro, havia ainda todas as contas e funcionários para pagar. Então, ele criou um negócio de marmitas congeladas.

Fez um cardápio com opções variadas de refeições e ofereceu descontos para quem comprasse pacotes mensais, fidelizando os clientes. Não sei quanto está ganhando agora, mas não deve ser menos que antes, pois pensa em nem reabrir o restaurante quando for liberado.

Ele usou a mente. Parou, planejou, compreendeu o ciclo de baixa, percebeu que precisaria se reinventar, pesou suas opções e arriscou em direção à que viu como a melhor possibilidade.

Colocou as leis herméticas em prática, usou as leis a seu favor. E teve a sabedoria de não ficar chorando ou revoltado, pondo a culpa em qualquer um.

A Lei da Causalidade à nosso favor

Se colocamos um barco no mar e usamos a força do vento para navegar, estamos usando a lei a nosso favor. Quer ir contra o vento? Não vai conseguir, ou vai gastando muita energia. A hidrelétrica gera energia usando a força de uma queda d’água para mover suas turbinas. Se colocarem a turbina rio acima, nenhuma energia será gerada.

Percebem como nossa vida é uma manifestação das leis? Então, em vez de perdermos tempo brigando com Deus, devemos buscar eliminar nossas ignorâncias. Se constatamos que não sabemos ganhar dinheiro, precisamos estudar e aprender como ganhar.

Tenham em mente que ninguém que se proponha a estudar algo e que se dedique verdadeiramente a isso deixa de aprender. Ademais, o estudo não precisa ser acadêmico. Existem muitas pessoas com pouco estudo formal que são ótimas em suas profissões, pois se dedicaram, aprenderam e fazem bem o seu serviço.

Por exemplo, chamamos um pintor para pintar a nossa casa e ele faz tudo de qualquer jeito: pinta o rodapé e o interruptor, não aparece na sexta-feira e só se apresenta na terça-feira.

Será que vamos indicar ele para alguém ou contratar seu serviço novamente? Acredito que não. Tempos depois, contratamos outro pintor. Ele pinta tudo bonitinho, sem pingos de tinta no chão, além de ser honesto e trabalhar os dias combinados.

Será que vamos indicá-lo e contratá-lo novamente? Sim. É provável, inclusive, que alguns anos depois esse pintor estará com a agenda sempre lotada e terá prosperado. O outro que pintou de qualquer maneira deve ter perdido muitos clientes e mal consegue pequenos bicos.

A culpa é de Deus? Não, ele que foi contra a lei de causa e efeito. O que damos para o universo recebemos de volta: se damos porcaria, recebemos porcaria. Ou seria viável darmos porcaria e recebermos o melhor?

Livros Indicados:

O Caibalion
A Tábua de Esmeralda
Para entender o Caibalion
Ensinamentos Herméticos

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