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Lei da Correspondência – Hermetismo

Nesse artigo vamos refletir sobre a lei da correspondência que afirma que o está em cima está embaixo.
lei da correspondência

A lei da correspondência é considerada a segunda lei hermética e, no meu ponto de vista, é a lei fundamental para compreendermos a estrutura básica da realidade.

A lei da correspondência é o princípio de que tudo no universo está interligado e que cada parte reflete o todo. Esta lei está presente em todas as religiões e filosofias antigas e modernas, e é um dos pilares da alquimia.

O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima.

Hermes Trismegisto

Essas palavras, atribuídas a Hermes Trismegisto, um dos mais importantes sábios da Antiguidade, nos mostram a importância de olharmos para o mundo a nossa volta de forma holística.

Não podemos considerar apenas uma parte do todo, mas sim o todo como um todo.

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Arquétipos e a lei da correspondência

Vamos começar nossa reflexão sobre esse princípio hermético supondo que Deus lança na dimensão mais superior o seu sonho original através do que conhecemos aqui na Terra como arquétipos.

Arquétipos são as grandes fôrmas de Deus, as fôrmas que Ele usa para criar. Depois, por meio de um processo de cópia e cola, esses arquétipos são enviados dimensão após dimensão, o que cria todas as realidades do universo.

Sim, podemos dizer que o sonho de Deus é um grande “copia e cola”.

Lembrando: essa é uma explicação didática e hipotética de algo profundo e abstrato, porém precisamos disso para começarmos a compreender esse processo.

Novamente, existe o grande sonho de Deus, o primeiro sonho Dele, que são os arquétipos. Então, Ele vem copiando e colando, dimensão após dimensão, esse primeiro sonho.

Exemplos de arquétipos

Quem é de alguma escola de magia ou é umbandista provavelmente está familiarizado com os famosos Sete Raios.

Quando dizemos que pertencemos a um raio, estamos dizendo que pertencemos a um conjunto de sonhos de arquétipo e que estamos sendo copiados e colados, o que inclui nosso ego, junto desse arquétipo.

Existem infinitos arquétipos, como o do guerreiro, o do sábio e o da donzela. Na verdade, tudo possui um arquétipo. Inclusive, a nossa organização celular é uma organização arquetípica.

Portanto, existe o arquétipo da célula, que vem sendo copiado e colado em todas as dimensões até chegar aqui.

Essa dimensão é apenas um reflexo

O filósofo Espinosa dizia: “Quer compreender Deus? Compreenda a natureza.” Os taoístas, aliás, falavam, muito antes disso, a mesma coisa. Porque o que está aqui é o que está lá.

Ou seja, o que está na terceira dimensão é um reflexo do que está na quarta, na quinta e em todas as demais dimensões.

Porém, esse reflexo é distorcido por causa da redução energética que ocorre de uma dimensão para outra.

Por isso que as dimensões, ao mesmo tempo em que são iguais, são muito diferentes – afinal, trata-se do mesmo molde, dos mesmos arquétipos, mas dentro da capacidade energética de cada dimensão.

Conhecendo outras dimensões

Por exemplo, na dimensão astral, também temos a ideia de um veículo que transporta pessoas, mas não exatamente como os carros daqui.

Isso porque esses elementos estão em uma dimensão onde há maior expansão de consciência; assim, pegam faixas de ondas maiores do sonho do Criador e conseguem transformá-las em realidades mais avançadas.

Na quinta dimensão, a saber, a dimensão mental, começamos a perder a forma, mas os arquétipos continuam, bem como a ideia de que tudo é pensamento.

Dessa forma, se fizermos uma projeção mental e pararmos na quinta dimensão, vamos ver a geometria sagrada, pois é assim que essa dimensão se manifesta. Veremos triângulos, círculos, mandalas…

Inclusive, somente em níveis mais avançados de meditação, podemos ver mandalas, e isso é, na verdade, uma projeção mental para a quinta dimensão.

E o mais incrível é que também somos uma mandala, porque, na quinta dimensão, usamos o corpo da quinta dimensão.

As mandalas têm individualidade, ego e consciência. Elas podem se conectar entre elas e transferir formas-pensamento.

Por exemplo, uma mandala quer transferir para outra a imagem de um parque; então, a forma pensamento do parque vai até a consciência da outra mandala e forma a imagem para ela.

Portanto, as formas continuam existindo, porém vão ficando cada vez mais mentais, ao ponto de chegarmos à sétima dimensão e não existir mais qualquer forma aparente, apenas bolinhas de energia, bilhões delas.

Quando uma bolinha de energia se conecta com a outra, consegue transferir todo o conhecimento que tem através de fluxos de pensamento.

Se querem se conectar no alto de uma montanha, por exemplo, elas se juntam, criam mentalmente o topo de uma montanha e ali ficam.

Entendendo melhor o conceito de cópias

Mas não precisamos ir “tão longe” para observarmos esse princípio hermético, pois todo o conhecimento que precisamos está na natureza.

Jesus dizia: “Quer me conhecer? Levante uma pedra e estarei lá.” O que ele quis dizer com isso? Que está na nossa frente, pois essa realidade é uma cópia de toda a realidade que existe.

Platão dizia que a realidade física é uma cópia imperfeita do mundo das ideias. Eu não digo que seja imperfeita, digo que é uma cópia dentro das condições energéticas da terceira dimensão. E o Mito da Caverna, de Platão, é apoiado nisso.

Nessa narrativa de Platão, indica-se que um grupo de pessoas se mantinha dentro de uma caverna, todas viradas para as paredes, olhando somente as sombras ali refletidas.

Um dia, um deles sai da caverna e percebe que a realidade estava do lado de fora da caverna, de modo que eles viam apenas sombras lá dentro.

Então, ele decide voltar e contar para as pessoas sobre a sua magnífica descoberta, mas ninguém acredita nela, todos continuam achando que somente as sombras existem e são reais.

Esse mito é um exemplo de como os gregos e a mitologia se esforçaram para ilustrar arquétipos através das suas figuras.

Outro exemplo é Vênus, que era a representação do amor máximo. Nós, humanos, não somos capazes de sentir esse amor, mas conseguimos entender um pouco do que ele é porque o que está aqui está lá.

Assim, o amor que uma mãe sente quando abraça seu filho é uma porção pequena do amor incondicional de Deus.

Reencarnação e a lei da correspondência

Seguindo essa lógica, podemos perceber que tudo que experienciamos na terceira dimensão está em pequenas frações.

O que está lá está aqui também, porém todos esses elementos aqui chegaram através de reduções energéticas. Por isso que a reencarnação é uma benção para seres atormentados por alguma emoção.

Uma emoção na quarta dimensão é ampliada em pelo menos dez vezes em relação a essa mesma emoção na terceira dimensão.

Então, quando alguém está no astral, às vezes por muitos e muitos anos em surto psicótico, com um ódio profundo, sem conseguir lidar com essa emoção tão exacerbada, recebe a benção da reencarnação.

Isso porque é necessário que ela volte para esse corpo de reduzida capacidade energética para que o ódio também reduza e, assim, tenha-se mais possibilidade de lidar com ele.

Com esse exemplo, acredito ter ficado claro que esse princípio hermético é válido para o “positivo” e para o “negativo”.

Lembrando que todos nós fazemos projeção astral à noite e vamos para a quarta dimensão. Se queremos fazer isso conscientemente, podemos aprender esse processo por meio do estudo e da prática.

O que existe lá não é fechado para nós; na verdade, trata-se de mais uma valiosa oportunidade de observação desse princípio hermético.

Como vimos, na quarta dimensão tudo é ampliado, por isso que o pior local possível no planeta Terra não é páreo para o pior local de lá, como, por exemplo, o umbral.

Desse mesmo modo, o melhor local da Terra tampouco é páreo para o melhor local do plano astral.

A natureza e a lei da correspondência

Outra possibilidade de observar esse princípio é buscar na internet matérias que fazem a comparação entre o mundo macro e o mundo micro.

Por exemplo, a comparação entre os olhos humanos e as galáxias. Assim, percebemos que existem estruturas fundamentais no universo e que tudo que está em cima está também embaixo.

Se queremos compreender o espiritual, se queremos compreender Deus, precisamos compreender a natureza, e fazemos isso por meio da observação.

Não precisamos ir longe, nem buscar o mundo espiritual lá – o mundo espiritual também está aqui.

O material e o espiritual

A ciência moderna separou o físico do espiritual, mas é tudo uma coisa só. Pode-se apresentar um aspecto dual, mas tudo é físico e espiritual ao mesmo tempo.

Descartes decretou que tudo o que não pudesse ser provado pela ciência não existiria ou seria considerado místico. Esse pensamento que busca excluir uma parte da realidade cria essa cegueira social em que estamos.

Claro, devemos estudar o material, afinal, nós existimos. Mas nós também não existimos, então deveríamos também estudar essa parte. Sem isso, a equação não fecha, pois tudo é material e espiritual.

A iluminação e a lei da correspondência

Não vamos compreender Deus, mas precisamos compreender o sonho de Deus. E seria simples se nos permitíssemos observar as coisas.

Olhar um rio, olhar como um passarinho cuida do seu filhote, olhar como um crocodilo ataca sua presa, olhar como uma folha cai da árvore…

Não é à toa que a iluminação acontece em momentos simples. Alguém está observando uma árvore, vendo uma folha cair, e então compreende profundamente o sonho de Deus.

A história da maioria dos iluminados que passaram pelo planeta Terra é similar a essa.

Diante disso, podemos pensar: “Mas uma árvore pode trazer essa profundidade?”. Sim, pode. Porque o que está em cima está embaixo.

Quando nos conectamos com o conhecimento de uma folha caindo, tudo se conecta. A consciência se expande de uma vez e há um salto quântico.

Mas quanto tempo investimos na observação da natureza ou do que quer que seja? Estamos sempre no mundo virtual dos nossos pensamentos.

Para o nosso cérebro, todas as folhas são iguais, todas as flores são iguais – ele não quer perder tempo com isso.

A arte da contemplação foi totalmente perdida no Ocidente. E Buda já ensinava que as duas formas de expansão da consciência são a meditação e a contemplação.

A meditação é o ato de observar e silenciar a mente; a contemplação é o ato de observar o Criador, porque tudo é o Criador.

Então, quando sentamos e contemplamos uma montanha, estamos contemplando o sonho do Criador e, assim, encontramo-nos mais próximos de entendê-lo.

Quando compreendemos o sonho do Criador, expandimos nossa consciência, nos afastamos um pouco da ignorância e aliviamos nosso sofrimento.

Afinal, sofremos porque somos ignorantes, por nosso total desconhecimento do sonho Divino. Porém, hoje em dia, se passarmos um dia em contemplação, grandes são as chances de sermos chamados de vagabundos ou loucos.

Percebam como o materialismo nos afasta da ideia de que o que está embaixo está em cima.

Unindo o material e o espiritual

Acreditamos que só existe o mundo material. O espiritual, se existe, é longe daqui ou algo para ser pensado só depois da morte.

Mas o espiritual é aqui e agora. Não existe essa divisão. É um único sonho do Criador. É o próprio Criador. Como Ele poderia ser dividido?

Não há divisões dentro Dele, é uma única matéria em tudo. Então, o que se manifesta na terceira dimensão é o que está em todas as dimensões.

Como disse anteriormente, está tudo aqui na nossa frente, uma vez que tudo é um grande cópia e cola de cima para baixo e de baixo para cima.

Geometria sagrada e a lei da correspondência

Tudo se origina através dos arquétipos, os quais passam de dimensão à dimensão. Os arquétipos fundamentais do Criador são o que chamamos de geometria sagrada.

Os alquimistas cientes disso já associavam formas geométricas com elementos, conhecimento esse que também foi desenvolvido por Platão, como vimos nas aulas anteriores.

Platão dizia que o dodecaedro era a forma de Deus, a forma do universo. Atualmente, na mecânica quântica, há uma teoria que diz que as supercordas que originam o universo são formadas por dodecaedros.

Tudo que chamamos de matéria são os dodecaedros vibrando e criando a realidade material.

Platão já falou isso há tanto tempo… Aliás, muito do que os físicos falam e estudam hoje está nos sutras indianos escritos de milhares de anos.

Claro, esse conhecimento está nos livros sagrados de uma maneira figurada, folclórica até, mas está lá.

Então, as formas geométricas são os arquétipos básicos, que interagem entre si e vão criando tudo.

Elas vão compondo os átomos, os átomos vão formando as moléculas, as moléculas vão formado as células e todos os materiais que existem. Isso de cima para baixo e de baixo para cima.

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