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Lei da Polaridade – Hermetismo

Nesse artigo sobre vamos refletir sobre a lei da polaridade que afirma que tudo possui dois polos e pares opostos.
Lei da polaridade

A lei da polaridade hermética é uma das leis mais importantes da filosofia hermética. Ela afirma que tudo tem dois polos, tudo tem seu par de opostos.

Esta lei é a chave para entender a natureza da realidade e como ela funciona. A lei da polaridade hermética nos ensina que tudo está interconectado e que nada existe sem seu oposto.

“Tudo é duplo, tudo tem dois polos, tudo tem seu par de opostos; o semelhante e o dessemelhante são uma só coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados”.

Hermes Trismegisto

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Os opostos são semelhantes e a Lei da Polaridade

O átomo pode vibrar de maneira muito lenta, ainda mais lenta do que na terceira dimensão, tão lento que vai parecer parado apesar de ainda vibrar.

Ao mesmo tempo, o átomo pode vibrar muito rápido, tão rápido que também vai parecer estar parado.

Os dois átomos do exemplo parecem parados, isto é, tanto o que está vibrando muito lento quanto o que está vibrando muito rápido.

Isso exemplifica esse princípio hermético que diz que “os opostos são semelhantes, mas diferentes em grau”.

Anjos e demônios

Tudo o que existe é composto de yin e yang, de frequências altíssimas e frequências baixíssimas. Então, assim como existem dimensões que estão em frequências muito altas, existem dimensões que estão em frequências muito baixas.

Na cabala, esse conceito é bem desenvolvido, mas pouco divulgado porque assusta as pessoas.

Ela fala que, ao mesmo tempo, nós, seres humanos, somos anjos e demônios, ou seja, estamos em todas as dimensões, sejam elas de altas ou de baixas frequências.

Aqui, na terceira dimensão, esse conceito se mostra em nós quando nos percebemos como seres que possuem luz e sombra.

Algumas pessoas tentam apagar ou esconder suas respectivas sombras, outras querem lutar contra ela, mas inevitavelmente descobrem que não é possível retirar uma parte de si.

Somos luz e sombra, somos yin e yang. Podemos ser o anjo mais puro e o demônio mais terrível.

O que manifestamos em nossos pensamentos, sentimentos e ações depende de como estamos vibrando, mas nunca estaremos dissociados disso.

Oscilando entre os polos

A energia yin alimenta a energia yang e a energia yang alimenta a energia yin. Não existiria movimento sem isso e nada existiria sem o movimento.

Tudo possui dois polos, dois lados. E, aqui, podemos resgatar o conceito de que nós existimos e não existimos. Tudo é e não é. Tudo é sim e não simultaneamente.

Portanto, tudo o que decidimos na vida não vai gerar algo positivo ou algo negativo, vai gerar algo positivo e algo negativo ao mesmo tempo.

Podemos até pesar os prós e os contras em nossas ações, no entanto, nunca conseguiremos evitar um ou outro completamente, os dois sempre acontecerão.

Sempre ganhamos e perdemos no que quer que façamos. É impossível só ganhar ou só perder. Por isso que, mesmo nos piores momentos da vida, não estamos só perdendo, também estamos ganhando.

Nos momentos mais alegres, durante os quais achamos que estamos ganhando tudo, também estamos perdendo.

Visão ocidental x Visão oriental da Lei da Polaridade

No hermetismo, esse conceito de yin e yang é fundamental. Mas nossa lógica ocidental não admite que algo possa ser e não ser.

Aristóteles, um dos pais do pensamento ocidental, já falava que uma coisa ou é ou não é. Porém, para o taoísmo e para o hermetismo, algo é e não é.

Escutamos os budistas falarem: “Quando fui nada, passei a ser tudo. Quando fiquei quieto, todos me escutaram”.

Isso porque toda a filosofia oriental está permeada do conceito de yin e yang, e, para eles, é muito mais fácil compreender a dualidade de tudo.

Nossa visão ocidental é muito mais rígida, não concebemos como podemos existir e não existir, ser e não ser, ganhar e perder ao mesmo tempo.

Por isso convido vocês a pararem para refletir sobre qualquer situação que viveram, considerando como, nesse contexto, ao mesmo tempo saíram ganhando e perdendo. Percebam o yin e o yang em si.

A Luz na sombra e a sombra na Luz

Esse conceito é tão desafiador para nós que queremos “chutar os encostos” e mandá-los embora de qualquer forma, mas não vemos que eles são os maiores agentes da luz, embora, claro, eles neguem isso veementemente.

Digo que eles são os maiores agentes da luz porque, sem eles, não teríamos motivo e impulso para ampliarmos a consciência, para melhorarmos a vibração, para caminharmos para a luz.

Quanto mais opressiva é a escuridão, mais buscamos a luz.

Portanto, a luz impulsiona a escuridão para a luz; a escuridão também faz isso, mas utiliza, para isso, um movimento contrário. Afinal, sem os negativos, que trabalho teriam os positivos?

Os seres da luz estagnariam, pois não teriam o que fazer no restante da existência. Entretanto, para equilibrar a escuridão, os mestres e mentores precisam o tempo todo se aperfeiçoarem, melhorando e mantendo a frequência vibracional alta.

Sem a escuridão, pararia o movimento que permite a existência de tudo, pararia o sonho de Deus.

Os polos se alimentam

Gosto de dar um exemplo cotidiano para ilustrar isso. Neste momento, não estamos dando valor para o fato de não termos dor de dente.

Mas, se passássemos dois dias com dor antes de poder resolvê-la, na primeira meia hora quando ela parasse, esses seriam momentos de prazer extremo.

Fica claro, então, que só chegamos a esse prazer mediante a dor. A dor alimenta o prazer. E o prazer alimenta a dor. A luz alimenta as trevas e as trevas alimentam a luz.

Conciliando os opostos na Lei da Polaridade

Outro princípio hermético que veremos mais adiante com mais detalhe diz que tudo é feminino e masculino, que não existe separação. Energeticamente, não somos homens ou mulheres. Somos homens e mulheres. Somos as duas partes ao mesmo tempo.

O taoísmo diz que o equilíbrio do ser ocorre quando equilibramos nossa parte masculina e nossa parte feminina, nossa sombra e nossa luz, o ego e o Divino.

Esse princípio está manifesto em nós, assim como está em tudo, por isso somos divinos, mas também somos ego. Devido a isso, não é possível eliminarmos o ego, precisamos dele em equilíbrio com o Divino. Lembrem-se: o caminho é o equilíbrio, não eliminar uma das partes.

Usando a Lei da Polaridade para entender a iluminação

Inclusive, é por não entenderem tudo isso que as pessoas também não compreendem o que é a iluminação. Ela acreditam que é necessário se isolar em uma montanha e ficar meditando ininterruptamente para alcançá-la.

Creem que, quando se iluminarem, irão se conectar totalmente com sua parte divina e que seu ego será dissolvido.

Mas isso não existe, pois sem o ego não existe yin-yang, e sem essas energias nós desapareceríamos.

Até a iluminação, o que acontece é que essas energias estão em desequilíbrio. Mesmo o Divino em nós não deve estar em excesso, pois é necessário um pouco de ego para que se tenha a individualização.

Ego forte x Ego fraco

Sem a individualização, seríamos todos iguais, não teríamos vontades, dons e preferências. Se nos perguntassem de que pizza gostamos, diríamos que de qualquer uma.

Não saberíamos quais frutas preferimos comer, nem com o que gostamos mais de trabalhar. Isso não é um ego forte.

A ideia de ego forte não é o ego dominando tudo, é ter preferências, gostos, inclinações e vontades como ego, é ser a individualização do Divino.

Então, o problema não é o ego, mas o desequilíbrio, é tê-lo exacerbado por vivermos em uma sociedade que nega o espiritual.

Vivemos em uma sociedade esquizofrênica porque falta o yang. Falta o espiritual. Porém, quando os dois se juntam, ego e Divino, encontramos o que chamamos de paz.

E isso é a iluminação espiritual, encontrar o equilíbrio dentro de si, por isso os iluminados continuam sendo pessoas “normais”.

Uma vez um discípulo chegou para o Mestre e falou: “Mestre, como era sua vida antes da iluminação espiritual?”. O Mestre respondeu “Eu saía para cortar lenha e voltava para casa.” Diante dessa afirmativa, o discípulo contestou: “E agora, Mestre? Como é sua vida depois da iluminação espiritual?”. “Eu saio para cortar lenha e volto para casa”, disse o Mestre.

Nada muda, mas tudo muda. Pois o que muda é a percepção. Nada deixa de existir, mas passa a existir em equilíbrio. O equilíbrio entre vida material e vida espiritual.

O equilíbrio entre vida social e vida interior. O equilíbrio entre trabalho e casa. O equilíbrio entre diversão e responsabilidade.

Encontrando o equilíbrio

O maior trabalho da acupuntura é equilibrar o yin e o yang da pessoa. Não é eliminar um deles, mas equilibrá-los. A energia yang vem do céu, puxada pelo chakra coronário, e a energia yin vem da terra, puxada pelo chakra básico.

Essas duas energias se encontram no coração. Por isso, vemos em algumas imagens de Cristo ele segurando o próprio coração expandido. Ali, no cardíaco, estão o yin e o yang, o Divino e o ego em equilíbrio.

Um equívoco comum é se dedicar somente ao chakra coronário e esquecer do chakra básico. Disso surgem as questões de baixa autoestima, preocupação, medo e submissão.

Dedicar-se só ao chakra básico e esquecer-se do coronário pode trazer uma perda da conexão e um excesso de materialismo.

Outro equívoco é demonizar alguns hábitos. Por exemplo, beber cerveja faz mal? Não, não faz mal sair com os amigos, comer uma pizza e tomar uma cervejinha.

Agora, beber muito, ou beber todos os dias, faz mal porque leva a um desequilíbrio.

Tudo em excesso faz mal: o excesso de materialidade faz mal, o excesso de espiritualidade faz mal, o excesso de trabalho faz mal, o excesso de descanso faz mal.

Por isso é tão importante buscarmos o equilíbrio em nossa vida e em nossas escolhas.

Livros Indicados:

O Caibalion
A Tábua de Esmeralda
Para entender o Caibalion
Ensinamentos Herméticos

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