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Lei do Mentalismo – Hermetismo

Nesse artigo vamos refletir sobre a lei do mentalismo que afirma que o todo é mente, tudo é um pensamento do Criador.
lei do mentalismo

A Lei do Mentalismo hermético afirma que o Todo é mente, portanto o universo é mental e tudo o que existe é uma manifestação do pensamento.

Esta Lei tem como base a ideia de que a mente é a força primordial e criativa do universo. Assim, tudo o que existe, existe primeiro como um pensamento. A partir daí, esse pensamento se materializa na forma de algo ou de um evento.

“O todo é mente, o universo é mental.”

Hermes Trismegisto

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A origem de tudo – lei do mentalismo

Não existe eu, você, mesa, cadeira ou parede. Nada disso existe, só existe Deus. Mas o que sustenta essa ideia? Se aprofundarmos ao nível microscópico em nossa mão, por exemplo, chegaremos na célula.

Aprofundando mais, chegaremos ao átomo. Depois, nos prótons, elétrons e nêutrons. Aprofundando nos prótons, chegaremos ao quark.

Após isso, estamos nas supercordas. As supercordas são uma teoria da física quântica que diz que o universo é composto por vibrações de cordas energéticas.

Aprofundando-nos nas supercordas, chegaremos em um mar absoluto de energia, chamado pela ciência de “vácuo quântico”, “energia final” ou “energia única”.

Como absolutamente tudo em todas as dimensões é composto de átomos, tudo, em última instância, é o vácuo quântico.

Dimensões

O que diferencia uma dimensão da outra é a vibração do átomo.

Aqui, na terceira dimensão, o átomo está vibrando em uma frequência X e, assim, compõe a realidade tridimensional que conhecemos.

Na quarta dimensão, o átomo vibra em uma frequência Y, que é, por sua vez, responsável por compor a realidade dessa outra dimensão.

Na quinta dimensão, o átomo vibra de uma maneira Z e compõe essa outra realidade.

Atualmente, o ser humano não sabe nem medir isso, não temos o conhecimento em números de qual é a vibração do átomo para compor a terceira dimensão, temos somente o conceito.

A mente de Deus

Voltando ao nosso raciocínio, se tudo é feito de átomos, nós, as plantas, o ar, a terra, os objetos, tudo é uma única massa atômica.

Essa imensa massa atômica se individualiza, mas, ainda assim, é única em todas as dimensões.

Por isso que a realidade é esse ser único da qual tudo emerge em formas individuais. Esse ser é toda energia reunida.

Não existe nada fora Dele, nada longe Dele; não existe em cima ou embaixo, começo ou fim para Ele.

Tudo Nele é infinito. Todas as leis universais emergem Dele, mas Ele não está submetida a nenhuma delas. Ele dá individualidade aos seres, mas os seres continuam sendo Ele.

Apesar de sermos um pedaço Dele, não temos o Seu conhecimento.

Porque, para termos o conhecimento de Deus, teríamos que ser todas as coisas como Ele é.

Mas o que isso tem a ver com o princípio hermético de que o Todo é mental? Tem que tudo que foi criado pelo Criador foi criado na mente do Criador.

A nossa mente

Para entendermos melhor, vamos pensar na projeção astral que ocorre naturalmente com todos os seres, pois, quando dormimos, somos ejetados do corpo físico para outra dimensão.

E o que é projetado para essa outra dimensão? A nossa mente, a nossa consciência.

Do mesmo modo, o que é eterno e nunca será destruído? A mente, a consciência.

O corpo físico será destruído, o corpo astral será destruído, o corpo mental da quinta dimensão será destruído, mas a consciência nunca o será, porque a consciência é mental.

Vamos pensar um pouco em como são formados nossos pensamentos. Quando pensamos em algo, em uma maçã, por exemplo, essa maçã é apenas um conjunto de impulsos elétricos em nosso cérebro. Até mesmo o que estamos vendo são somente impulsos elétricos cerebrais.

Ou seja, o pensamento é energia pura, frequência energética pura. Da mesma forma, tudo o que existe – eu, você, mesa, cadeira etc – é um pensamento divino, uma criação mental divina traduzida em frequências de energia. Por isso tudo é da ordem do mental.

O sonho de Shiva – lei do mentalismo

Os indianos, em sua mitologia, falam desse princípio quando dizem que somos o sonho de Shiva.

Eles dizem que Shiva está dormindo nesse momento e sonhando com todo o universo. Ou seja, tudo o que existe está na mente de Deus; mais do que isso, tudo o que existe é a própria mente de Deus.

A criação existe porque, se Ele continuasse nessa massa única de energia, não teria como ver as infinitas possibilidades Dele mesmo.

Tudo o que existe, incluindo nós, é como um tentáculo de energia Dele, pois estando individualizados podemos interagir uns com os outros e nos expandirmos através dessa troca.

É como se Deus se retroalimentasse, o tempo todo, Dele mesmo em um infinito recriar de tudo o que existe.

Redução Energética

Para ficar mais claro, pense em uma partícula divina que vem em infinitas dimensões reduzindo sua energia e que, consequentemente, diminui seu potencial consciencial.

Quando a partícula divina “cai” uma dimensão, ela reduz sua consciência, mas essa partícula divina não está aqui ou está lá, ela está em todas as dimensões ao mesmo tempo.

Lembrem-se: somos um tentáculo de energia, um canal. Todas as dimensões se conectam a esse “cabo”, como ocorre em um cabo de internet.

Desse modo, todas as dimensões estão conectadas através de nossos corpos dimensionais, até chegar, por exemplo, aqui na terceira dimensão, nesse corpo físico em que estamos.

Para condensar a energia e termos essa ideia de materialidade, precisa haver uma grande redução energética.

É essa baixa na frequência energética que permite que a consciência se conecte ao corpo físico na terceira dimensão e passe a receber as informações daqui.

Porém, essa mesma consciência está na quarta, na quinta, na sexta e em infinitas dimensões, recebendo informações de todos esses corpos simultaneamente.

Individualizações de Deus

Só que essa experiência só faz sentido com seres individualizados, pois quais trocas Ele teria se todos nós pensássemos como Ele? Lembrem, tudo isso é mental, é o pensamento de Deus.

Ele criou todas as formas e tudo o que existe como um grande sonho mental.

Todas as infinitas formas que existem, todos os egos, estão interagindo uns com os outros, dando-Lhe infinitas percepções.

A existência é Ele mesmo interagindo e se recriando, a cada milésimo de segundo, como uma grande dança energética.

Quando falamos que somos seres divinos é porque temos essa conexão divina, temos um “cabo” divino ligado em nós. Claro, também temos o ego que nos dá a ideia de separação.

É ele que nos faz sentirmos separados de tudo, separados do Todo. É ele que retira de nós a sensação de pertencimento.

Essa ilusão de separação que o processo de individualização nos trouxe se desfaz temporariamente em alguns estados de transe ou em meditações profundas.

Isso é possível porque, nesses contextos, o ego é silenciado e nos tornamos conscientes da nossa conexão divina.

Sentindo Deus

Nesses estados, sabemos que somos parte do Todo, porque o entendemos através do sentir, e não do pensar.

Aliás, podemos dizer o mesmo de Deus, pois podemos senti-lo, mas as palavras sempre serão insuficientes para descrevê-Lo. É claro que podemos refletir e criar hipóteses sobre Ele, entretanto, não podemos afirmar nada categoricamente.

Lembrem-se de que nossa consciência foi reduzida para estar na terceira dimensão, então, não temos potencial consciencial para entender Deus.

Acredito, inclusive, que nem os mestres, com muita expansão da consciência, podem em totalidade entendê-lo. Porque Ele é tão intangível, grandioso e maravilhoso que nenhuma mente individualizada pode compreender completamente o que Ele é.

Mas podemos sentir Deus. E como sentimos Deus? Por meio do silenciamento do ego, pois assim nos conectamos conscientemente com o fluxo de energia divina.

O silenciamento do ego pode e deve ser treinado, principalmente através da meditação e da presentificação.

Quando sentimos Deus, temos dificuldade de explicarmos a experiência para outra pessoa, de traduzir em palavras o que sentimos, de tão abstrato que Deus é.

Mas, na verdade, tudo o que vemos é o sonho de Deus manifestado, o qual é bem palpável para nós.

Então, se silenciar o ego ainda é um desafio, podemos compreender e nos conectarmos um pouco com Ele através do sonho Dele.

E podemos fazer isso mobilizando a natureza, apreciando um pôr do sol ou mesmo abraçando, com entrega, alguém que amamos.

Ser ou não ser – lei do mentalismo

Um outro princípio hermético nos fala sobre o paradoxo. Eu sou e não sou. O ser é e não é. Todo hermetismo é baseado nisso, e o taoísmo também bebe dessa fonte.

Ambos trazem a ideia de que, simultaneamente, existimos e não existimos, mas esse é um conceito que a lógica ocidental não contempla.

Nós, ocidentais, temos dificuldade em compreender o taoismo e. por consequência, também o hermetismo, porque nossa mente não aceita que algo pode ser e não ser.

Porém, é apenas uma questão com a qual nos deparamos: do ponto de vista do ego, tudo existe; do ponto de vista de Deus, nada existe.

Podemos comparar como quando nós sonhamos à noite. Nesse cenário, a sensação do sonho é muito real, e não estou falando de projeção astral, mas de um sonho mesmo.

Naquele momento, acreditamos que o sonho existe, que estamos vivendo aquela situação. Sentimos todas as sensações que envolvem a situação.

Então, no momento em que estamos sonhando, o sonho é real. Podemos dizer o mesmo para o sonho de Deus. Somos reais enquanto Ele está sonhando, mas, ainda assim, somos apenas um sonho.

A criação é mental

Voltando ao mentalismo, sabe-se que ele é a base de toda a magia. As escolas de magia baseiam seus estudos e suas práticas no conceito hermético de que tudo o que está embaixo está em cima, tudo o que está dentro está fora.

Porque, se somos uma pequena porção de Deus, que cria por meio do pensamento, nós também podemos criar.

Tanto podemos que todas as criações da humanidade se originam, primeiramente, no pensamento, no mundo das ideias, como dizia Platão, e apenas depois se tornam físicas.

Tudo o que vemos, que foi produzido e criado pelos humanos, como pontes, obras de arte, músicas e afins, foi criado a partir de um modelo mental.

Isso porque, mesmo havendo uma redução energética dimensional, mesmo que estejamos com a consciência restrita na terceira dimensão, ainda temos as mesmas características mentais do universo.

Por isso que tudo o que criamos precisou, antes, existir em nossa mente. E toda criação precisou, também, existir na mente do Criador.

Uma maçã precisou existir na mente de Deus e, então, por meio de um processo de condensação energética, virou a maçã que conhecemos aqui no plano físico.

Nosso corpo também passou por isso, de forma que, antes de existir no plano material, estava na mente do Criador.

Cocriação e o que não nos contaram

Tudo o que hoje ouvimos sobre cocriação está baseado nesse conceito hermético. O livro O Segredo, dos autores Joseph Murphy e Napoleon Hill, são alguns exemplos dos que beberam dessa fonte e disseminaram a ideia da criação da realidade através do pensamento.

Porém, eles passaram uma parte do conhecimento, mas não o todo. Por isso é tão comum pessoas tentando materializar algo com a mente, sem que, no entanto, tenham sucesso.

A questão é que falta uma chave, e essa chave só conseguimos depois de muito estudo e conhecimento.

Ademais, essa chave para cocriação é pessoal, não é algo que conseguimos obter de alguém.

Essa restrição se deve ao fato de que podemos criar a nossa realidade, mas também podemos criar a realidade dos outros, além de conseguirmos influenciar o pensamento alheio.

Portanto, alguém com o conhecimento completo da cocriação, mas com sentimentos egoístas, como um ego mal preparado, dominado pelos instintos básicos, poderia manipular a realidade através do pensamento e prejudicar largamente os outros.

É por isso que esse conhecimento ficou guardado e é guardado até hoje.

O que escutamos sobre cocriação é uma parte que escapou das escolas iniciáticas e foi para o mundo, mas que nem mereceu a preocupação de se abafar, já que eles sabem que o quebra-cabeça está incompleto.

A chave que falta é compreender que Deus é tudo. Quem cria – e, portanto, quem cocria – não é o ego, ele não tem potencial para isso. Lembrem-se de que tudo é mental e tudo é a mente de Deus, logo, só a mente de Deus é capaz de criar.

Por que a cocriação nem sempre funciona?

Então, a cocriação é feita pela parte divina que há em nós. Porém, só acessamos essa parte divina silenciando o ego.

E o comum em nossa sociedade são pessoas com um ego que fala o tempo todo, que deseja constantemente, que se preocupa com poder, bens e riqueza, o que não permite o acesso à parte divina. Desse modo, a Cocriação não ocorre.

Quando tentamos cocriar com o ego, podemos ficar muito tempo mentalizando algo e esse algo não vai acontecer.

Como disse, falta a chavinha, que é saber que o Divino é quem cria. Tanto que, muitas vezes, ouvimos as pessoas concluindo um trabalho ou projeto exclamando: “Não sei como fiz isso!”.

Elas não sabem como fizeram o que fizeram porque permitiram que a parte divina delas criasse. O Criador criou através delas, não o ego.

No entanto, ensinaram-nos que, se ficarmos mentalizando um carro, ele vem, mas não vem. Isso porque quem cria é o Criador, por mais que tentamos criar o carro através do ego.

Enquanto não silenciarmos esse ego e abrirmos espaço para a consciência, transformando, então, chumbo em ouro, não criaremos nada, porque isso é a chave de segurança do universo.

Se pudéssemos criar a partir do ego, a julgar pelo nível de mentalidade da maioria das pessoas aqui na Terra, não existiríamos há muito tempo.

A chave de segurança do universo é: “Você quer criar como Deus? Então você vai ter que acessar Deus.” E, para acessar Deus, precisamos aprender a domesticar o ego. Não há como ter os dois.

Enquanto vibramos no ego, não cocriamos nada e ficamos forçando para as coisas acontecerem. Quando forçamos, tudo dá errado.

A mente do cocriador

Muitos mestres tinham o poder de fazer tudo isso que consideramos milagres, como, por exemplo, fazer chover. Eles poderiam fazer o que quisessem com o pensamento, mas não tinham o interesse.

Esse ponto é importante porque, apesar de poderem fazer o que quisessem, eles evitavam fazer isso em público. Por quê? Porque o ego deles, que gostaria de mostrar poder e força, estava domesticado. Então, quanto mais poder divino temos menos interesse temos em usá-lo.

Quanto mais poder de cocriação temos, menos acreditamos que há algo para se cocriar.

Porque, para chegarmos no ponto de cocriar o que queremos, precisamos estar muito desamarrados do ego. Ao ocorrer isso, nos conectamos com o Divino e, por consequência, sentimos que já temos tudo, que somos tudo.

Livros Indicados:

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