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Meditação e Amígdala Cerebral

Nesse artigo vamos refletir sobre como a pratica da meditação modifica as estrutura físicas da amígdala cerebral.
meditação e amígdala cerebral

A amígdala é uma parte do cérebro que está envolvida na regulação das emoções. Ela pode ser ativada pelo estresse e pode causar ansiedade e outros sintomas.

A meditação é uma técnica que pode ajudar a diminuir o estresse e a ansiedade, e alguns estudos mostram que ela também pode afetar a amígdala.

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Antes de falarmos especificamente sobre a Amígdala Cerebral, quero quebrar um mito muito comum: a existência do “cérebro reptiliano”. 

O cérebro é um conjunto de áreas que funcionam integradas entre si, uma dependendo da outra.

Então, já foi comprovado que não existe cérebro reptiliano, mas sim todo um sistema que faz com que nosso corpo físico sobreviva neste planeta hostil. Porque, sim, vivemos em um planeta hostil.

Podemos até já estar acostumados com casas cercadas por muros altos, mas, voltando à história da humanidade, vivíamos no meio do mato correndo de bichos selvagens, e nosso cérebro está preparado para isso.

Portanto, se não fosse a amígdala, não teríamos sobrevivido como espécie, pois é ela que nos avisa do perigo iminente. 

Por exemplo, se estamos na rua e uma pessoa que julgamos ameaçadora se aproxima, o instinto de autopreservação que surge vem da amígdala.

Outro exemplo: se uma árvore cai em cima do carro em que estamos e saímos correndo, esse ato de nos afastarmos do perigo é uma ação estimulada pela amígdala. 

Ela calcula, o tempo todo, o risco em nosso entorno para preservarmos a nossa sobrevivência.

A amígdala é a grande guardiã do corpo físico. E é ela que libera hormônios que nos impelem a agir com mais força e rapidez. 

Por isso, é comum histórias de pessoas que, em situações extremas, fizeram grandes proezas.

Isso ocorre porque a amígdala comanda o disparo de hormônios que nos permitem um aporte extra de energia. Ela se tornou uma questão incômoda para nós porque, hoje em dia, no nosso meio social, ela está hiperestimulada.

Essa estimulação acontece porque, na sociedade moderna, sentimos que estamos em perigo constantemente. Essa sensação é baseada em nossos medos, por exemplo, de vivenciarmos uma demissão no trabalho, passarmos por um abandono, sermos socialmente “cancelados”, não termos alimento amanhã e situações afins.

Por ser um processo constante e de longo prazo, com frequência isso acarreta estados psicológicos alterados, tão comuns na atualidade. 

Não sou médico, portanto façam a própria pesquisa, mas a síndrome do pânico é basicamente um hiperestímulo do nosso cérebro dizendo que estamos em perigo constante.

Por exemplo, alguém que foi assaltado na rua pode passar a repetir em looping na mente esse pensamento do assalto, aumentando ainda mais sua sensação de medo e insegurança. 

Depois de um tempo, pode não querer mais sair de casa por medo de que a situação se repita.

Isso acontece porque a amígdala está hiperestimulada e não consegue sair desse modo de ataque ou defesa. Porém, com a prática da Atenção Plena, diminuímos a ação da amígdala e aumentamos a ação do córtex pré-frontal.

Percebam como a Atenção Plena e a meditação são importantes. A médio e a longo prazo, elas nos tornam pessoas mais calmas e menos reativas a agressões externas.

Além do óbvio bem-estar que isso proporciona, estar em um estado de calma nos torna mais produtivos. No estado de alerta, ainda temos um maior descontrole mental e mais chances de agirmos impulsivamente.

Em um estudo de escaneamento cerebral, perceberam que monges que meditavam há muitos anos tinham uma ligação entre o córtex pré-frontal e a amígdala muito mais estabelecida.

Esse estudo foi além e comparou os cérebros dos monges aos de pessoas que não meditavam quando submetidas a situações que geram raiva. Os monges sentiram a raiva, mas, depois de alguns momentos, ela passou.

Ou seja, a amígdala se estimulou com a raiva, mas veio o córtex pré-frontal e recolocou a amígdala em seu estado normal.

Já as pessoas que não meditavam ficaram sentindo raiva por muito mais tempo, pois não tinham essa regulação otimizada.

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