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Medo do fracasso

medo do fracasso

A primeira causa do fracasso na vida é justamente o medo do fracasso. E podemos reduzir o medo à causa de tudo que nos impede de termos paz, de sermos felizes e de conquistarmos o que queremos.

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O medo é usado na sociedade como um meio de aprisionar as pessoas. Ele serve para nos domesticar e nos manter seguindo um pensamento, um dogma ou uma doutrina que sirva aos propósitos de alguém.

Esse sentimento é a prisão do ser humano em todos os níveis. Se formos para o plano astral, principalmente nas regiões umbralinas, veremos basicamente seres aprisionados pelo medo. Só que, seja aqui ou no astral, o medo não faz sentido algum. Porém, só atingimos a noção de que o medo não tem sentido quando aprofundamos nossa consciência e passamos a compreender os fatos como são. Em última instância, para os humanos, isso quer dizer compreender a morte. Porque todos vamos morrer, a hora de irmos embora desse planeta está marcada.

Desde que nascemos a natureza deixa claro para nós que há um começo e um fim neste planeta. Partindo dessa perspectiva, qualquer tipo de medo que tenhamos não faz o menor sentido.

Por exemplo, o medo de perder. Como podemos ter medo de perder algo quando já não temos nada? O medo de perder só pode existir se cultivamos a posse e o apego. Sem a ideia de apego, não existe o medo de perder.

A maioria das pessoas teme a morte porque elas têm a ideia de que vamos deixar de ser quem somos quando morrermos. Por isso, sempre indico o estudo e a prática da projeção astral. Por meio da projeção astral consciente perdemos qualquer dúvida de que a consciência continua após o desencarne. Quando essa dúvida some, o medo da morte deixa de existir.

A morte é, para nós, uma grande conselheira, porque nos mostra que todos os medos são infundados. Mas, para isso, precisamos superar a resistência de falar e de pensar sobre ela.

Pensar e falar na morte não é ser mórbido, pois a morte é nossa única certeza e, como disse, pode nos ensinar muito. Na verdade, acho até surpreendente que as pessoas evitem tanto compreendê-la. Isso porque perder o medo da morte significa perder o medo de arriscar, de ser feliz, de errar.

O medo de errar é uma erva daninha em nossa sociedade, as pessoas deixam de viver com medo de errar. Isso é grave porque não existe desenvolvimento da consciência sem o erro. O erro é a base fundamental do aprendizado.

Basta observarmos uma criança para compreendermos isso. A criança passa a infância errando, justamente porque sua aprendizagem e seu desenvolvimento são baseados tentativas e erros até que se alcance o acerto.

Se fugimos do erro, não evoluímos, ficamos parados na zona de (des)conforto. A zona de conforto é a zona onde não precisamos errar. Fazer sempre a mesma coisa todos os dias é estar na zona de conforto, é ter medo de errar. É muito mais confortável praticarmos ações diárias que já conhecemos do que arriscarmos e partirmos para o novo. Esse medo de partir para o novo é o medo de errar.

Mas, vejam, errar o quê? Novamente, cabe mencionar a ideia da morte. Somos seres finitos, existe uma hora de partida daqui, portanto, tudo que fazemos na vida é apenas um laboratório de experiências, um laboratório consciencial.

E o medo de errar vai embora quando ganhamos a perspectiva de que estamos aqui experimentando, como um alquimista. A ideia da alquimia é misturar elementos e ir testando coisas para descobrir o resultado que dá. A expansão da consciência vem desses testes que fazemos, e é por isso que o sentido da reencarnação é tão profundo. Na verdade, cada reencarnação é um novo laboratório de testes.

Agora, quando não nos permitimos errar, quando não nos permitimos arriscar, ficamos na zona de conforto, e a zona de conforto trava a consciência, que é onde a maioria das pessoas deste planeta está. Esses indivíduos querem uma vida linear, sem mudanças, em que as ações sejam sempre as mesmas. Devido a esse tipo de raciocínio, precisam vir várias e várias vidas, sempre mudando de personagem, para forçosamente terem uma noção mais complexa do todo.

Caso nos permitíssemos errar, arriscar e tentar coisas novas, em uma vida poderíamos viver dez. Ou seja, se demoramos dez vidas para perdermos o medo do novo, sem esse medo, por sua vez, aprenderíamos muito mais na vida em que estamos agora.

Além disso, toda vez que damos a chance de o novo entrar em nossa vida, nos sentimos mais vivos e energizados. Porque a zona de conforto vai drenando nossa energia. Por sermos seres que se reenergizam através das experiências, quanto mais experiências novas temos, mais energizada fica nossa consciência e mais vivos nos sentimos.

Porém, buscar o novo é um desafio porque precisamos escolher ir contra o nosso cérebro. Isso porque ele é programado para agir via repetição, pois, assim, economiza energia.

Então, do momento em que acordamos ao momento em que vamos dormir, o cérebro possui toda uma rotina automatizada das nossas ações. Por isso, muitas vezes, cozinhamos, dirigimos e até mesmo trabalhamos sem estarmos muito atentos ao que estamos fazendo.

Quando essa automatização do cérebro atinge todas as áreas da nossa vida, não só nossas ações corriqueiras, nos sentimos drenados, sem energia e sem propósito. Para quebrar esse ciclo, devemos inserir o desconhecido no nosso dia a dia. Quando partimos para o novo, quebramos esse processo de automatização mental, nos tornamos mais alertas, conscientes e energizados.

Por tudo que conversamos até agora, podemos perceber que o medo do fracasso é a pior coisa que existe para o ser, pois nos estagna em todos os níveis.

Mas, pensem, não estamos aqui para ganhar medalhas, e não importa se as pessoas nos acham bem sucedidos ou não. Estamos aqui para viver, para colher experiências, ampliar nosso repertório consciencial.

Estamos aqui para descobrir quem somos. Mas não podemos descobrir quem somos se estamos identificados com o que fazemos. Por exemplo, alguém que é advogado há 30 anos pode acreditar que esse é o seu eu. Assim, o ser, a consciência universal infinita dele, passa a ser limitada por uma profissão. Mas o Eu Sou é uma parte do Criador, a união de bilhões de vidas que tivemos, todo esse conhecimento acumulado, não apenas a parte referente ao advogado.

Quando associamos o ser ao fazer, nos falta perspectiva para quebrar a rotina e ter coragem para arriscar e mudar. Temos medo de mudar de emprego, temos medo de terminar relações que nos machucam, temos medo de buscar a cura. Nos identificamos tanto com esse personagem e com as situações limitadoras em que ele se encontra que não nos vemos sem elas. Por isso, não se esqueçam de que a encarnação, aqui, tem fim. Se essa história e esse personagem têm fim, de qualquer maneira isso não vai durar para sempre. Portanto, a mudança não só é necessária, como inevitável.

Ademais, quanto mais adiamos as mudanças, mais sofremos. A permanência vai contra as leis naturais, basta observarmos o céu ou uma árvore para compreendermos que nada permanece igual por muito tempo. Ao olharmos uma montanha, hoje, talvez ela pareça, segundo nossa perspectiva, com a mesma que vimos ontem, mas não é. O vento bateu nela, suas pedras rolaram, suas rochas se desgastaram, sementes germinaram nela e folhas caíram em sua superfície. Ela não está igual.

É uma infantilidade nossa desejarmos uma vida linear, sem altos e baixos e sem mudanças. A tentativa de linearidade rouba nossa energia e, infelizmente, somos ensinados desde novos a buscá-la. Dizemos aos nossos jovens que devem escolher o que farão até o fim de suas vidas. É um absurdo acharmos normal que alguém que mal começou a experimentar a vida saiba o que quer dela para sempre. A vida é mutante, então, mesmo que escolham “certo” agora, como isso poderá continuar certo daqui a 40 anos? E a liberdade real é poder se escutar e mudar.

Como dizia Raul Seixas, prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. A questão é ter coragem de assumirmos o que não queremos mais.

Mas, vejam, essa é uma limitação que a sociedade nos impõe, não o Criador. Podemos escolher fazer o que quisermos, existe um universo disponível. Agora, se pensarmos que só quando nos aposentarmos vamos largar o que nos suga e buscar o que nos dá prazer, me desculpem, mas pode ser que esse dia nem chegue.

Não estou sendo cruel, só não posso esconder a realidade embaixo do tapete. Na verdade, penso que a grandiosidade da vida é a sua finitude, porque o fato de que vamos embora nos incentiva a sermos felizes agora e a aproveitarmos o momento.

Para mim, ser feliz é ter paz interior. Porque, se estamos em paz com nós mesmos, não importa a opinião dos outros ou o que eles esperam de nós, o medo do fracasso simplesmente se dissolve.

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