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O apego

Nesse artigo vamos refletir sobre o apego e como ele é uma prisão consciencial e a causa de muitos problemas nas nossas vidas.
apego

A maioria das pessoas acredita que o apego é uma coisa boa. Afinal, o que seria de nós sem os laços afetivos que temos com as pessoas que amamos? No entanto, o apego também pode nos afastar de uma vida equilibrada e feliz.

O apego é uma forma de dependência emocional e, como tal, pode nos impedir de crescer e evoluir. Quando estamos presos a um relacionamento, por exemplo, podemos ficar tão focados na outra pessoa que acabamos esquecendo de cuidar de nós mesmos. Isso pode nos levar a um estado de ansiedade e insegurança, pois ficamos constantemente preocupados com o que a outra pessoa está pensando ou sentindo.

Por fim, o apego também pode ser um obstáculo para a nossa felicidade. Quando estamos presos a uma relação, tendemos a colocar todas as nossas expectativas nela. Isso significa que qualquer problema no relacionamento vai afetar diretamente a nossa felicidade. Além disso, quando somente dependemos da outra pessoa para ser feliz, acabamos perdendo a autonomia e o controle sobre a própria vida.

Neste artigo abordaremos os principais problemas causados pelo apego e mostraremos como é possível ter uma vida mais equilibrada e feliz sem ele.

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Como surge o apego

O apego surge, basicamente, porque acreditamos que somos os nossos pensamentos. Essa ideia ganhou fama principalmente via René Descartes, um racionalista do século XVII que disse: “Penso, logo existo”.

Na verdade, esse movimento começou na humanidade a partir de algumas escolas filosóficas que datam do século XVI, as quais associavam o ser ao pensamento.

E, claro, a partir do momento em que somos o que pensamos, o nosso pensamento é nosso. Porém, na realidade, nosso pensamento é um produto do nosso cérebro, que é um órgão físico.

Lembrem-se de que, assim como os pulmões respiram e os rins filtram os líquidos do corpo, o cérebro produz pensamentos. É função do cérebro, entre outras coisas, produzir pensamentos. Mas esses pensamentos não são nós.

O cérebro geralmente produz dois tipos de pensamentos. Em um deles, ele pega imagens do que vivemos e faz uma espécie de “recorta e cola”. Quando isso ocorre, nem temos certeza se as coisas foram como lembramos.

Ainda assim, o cérebro usa constantemente essas várias imagens do que vivemos para sustentar a ideia do “eu” relembrando o passado.

O outro tipo de pensamento que o cérebro produz são de imagens do futuro. Nesse caso, o cérebro usa imagens do futuro para se comparar ou fazer planos. Por exemplo: meu vizinho tem um carro, então também quero ter um carro. E isso gera ansiedade porque, como não estamos no futuro e não temos o carro, ficamos frustrados.

Percebam como a ansiedade vem porque o cérebro cria imagens de algo que não existe. E tudo isso por causa, principalmente, do apego aos pensamentos. Porque acreditamos que somos nossos pensamentos.

Por isso a importância de sermos os observadores dos nossos pensamentos, como nos ensina a Atenção Plena. Não há como sermos um pensamento do passado, pois o passado é só uma imagem mental, e nem um pensamento do futuro, pois ele ainda não existe.

Somos apenas o que somos hoje, agora, neste exato momento. Daqui um segundo, já não somos o que éramos. Ficar preso à nossa versão do passado detona a nossa vida.

Apego a bens materiais

O apego também é prejudicial quando falamos de bens materiais, já que nada é realmente nosso. Pensem: se morrermos hoje, tudo o que temos fica aqui. Mesmo em vida, os bens vão perdendo valor ou se degradando. Quando lançaram a TV de tubo, ela era caríssima. Hoje, as que ainda existem, estão jogadas em algum canto na casa das avós.

O óbvio também precisa ser dito: as pessoas não são nossas, apesar de usualmente falarmos “minha mulher” ou “meu filho”. Um filho de 18 anos pode pegar um avião, ir para a Austrália e ficar por lá. Uma esposa pode conhecer outra pessoa e ir embora.

Então, o que é realmente nosso? A nossa consciência. Apenas ela carregamos pela eternidade.

Qualquer tipo de apego nos afasta da realidade. E o apego é não aceitarmos que não temos poder de nada, que nada é nosso. Tudo, absolutamente tudo, até nosso corpo físico, é apenas um empréstimo.

Admitir que nada é nosso, inclusive nossos pensamentos, traz uma leveza para a vida. Porque, senão, estamos sempre na culpa do passado ou na ansiedade do futuro, identificando-nos com coisas e pensamentos que nem são nossos.

Portanto, vamos parar e respirar, porque isso é o que temos agora. É a nossa ligação com o momento presente. Sentir o nosso corpo plenamente enquanto ele ainda está disponível para nós.

E sabendo que a pessoa que está ao nosso lado não é nossa, aproveitamos melhor o relacionamento com ela. Sabendo que a nossa mãe a qualquer hora vai embora daqui, quando dermos um abraço nela, estaremos presentes no abraço.

Sem o apego, as relações e as experiências ficam mais profundas e ricas. Isso porque, se com 18 anos nosso filho pode ir para a Austrália, enquanto ele ainda tem 8, vamos aproveitar para brincar muito com ele.

É no hoje que a vida está nos dando a chance de interagir e de nos relacionarmos com essa pessoa, não amanhã. Mas, se estamos apegados a algo, perdemos a noção de que tudo aqui na Terra é uma experiência finita.

Copyright do texto © 2022 Tibério Z Dados internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste artigo pode ser reproduzida ou usada de qualquer forma ou por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, inclusive fotocópias, gravações ou sistema de armazenamento em banco de dados, sem permissão por escrito, exceto nos casos de trechos curtos citados em resenhas críticas ou artigos de revistas. (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) DA-2022-022903

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