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O divino e o dinheiro

Nesse artigo vamos refletir sobre como o divino utiliza o dinheiro para ajudar a todos.
o divino e o dinheiro

Antes de responder à pergunta que dá título à essa aula, trago um conceito hindu que diz que tudo que existe é Deus. Minhas conclusões filosóficas me levam a concordar com ele, e, se tudo que existe é Deus, concluo que Deus também é o dinheiro e o ego.

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O ego é um personagem que Deus criou para poder se individualizar aqui na terceira dimensão. Os problemas causados pelo ego vêm quando ele está em desequilíbrio, afinal, tudo na natureza precisa ser equilibrado por meio do constante movimento de yin e yang.

Entendido isso, podemos partir para a questão de porque o Divino precisa ter dinheiro se Ele é tudo. Ele precisa ter dinheiro porque criou esse mundo material que possui regras, as quais Ele mesmo fez, e uma das regras é a de que o dinheiro é um símbolo de troca.

Agora, pergunto: é mais fácil ajudarmos os outros possuindo dinheiro ou sendo pobre? É mais fácil estudar, meditar, alimentar-se bem, fazer exercícios físicos, expandir a consciência e ter todo esse tempo de qualidade possuindo dinheiro ou sendo pobre?

Por ser apenas um símbolo, como usamos o dinheiro é que determina se ele será negativo ou positivo em nossa vida. Possuindo dinheiro, podemos escolher ter uma boa alimentação, praticar exercícios, investir em educação, ajudar as pessoas ou os animais e o que mais quisermos. E esta é a questão para o Divino: Ele também precisa do dinheiro para poder ajudar nessa sociedade tridimensional, isso porque Ele não pode quebrar as regras que Ele mesmo criou, e, aqui, o dinheiro é a forma mais eficiente de ajudar os outros.

Trago um exemplo pessoal para ilustrar essa ideia, pois, quando era jovem, fazia um trabalho de levar teatro para comunidades carentes. Na época, porém, eu não tinha dinheiro, nem noção alguma de prosperidade, e estava cheio de paradigmas que me limitavam. Desse modo, o máximo que conseguia fazer era levar minha peça de teatro uma vez por semana a uma comunidade. Depois de um tempo, percebi que, se eu tivesse dinheiro, poderia ir todo dia, e em condições melhores. Mais do que isso, notei que poderia levar de graça meu trabalho para a comunidade pelo simples prazer de fazer teatro. Isso porque, com dinheiro, podemos escolher fazer o que nos faz sentir bem, além de nos vermos felizes e realizados.

É claro que a maioria de nós trabalha somente para ter uma mínima condição de sobrevivência, e com certeza esse trabalho exercido não traz prazer. Por isso, repito, sem dinheiro não escolhemos nada, somos escravos da nossa própria sobrevivência.

Obviamente, o Divino não quer ninguém escravizado e infeliz. E para nos livrarmos dessa escravidão de trabalhar apenas para termos um local para morar e comer, precisamos ter dinheiro. Logo, o dinheiro pode ser um agente Divino de libertação. Afinal, só conseguimos nos libertar da escravidão que nossa sociedade impõe tendo dinheiro. Assim, a partir do momento que conseguimos escolher o que fazemos de nossa vida, conseguimos exercer nossa parte Divina.

Quando exercemos nossa parte Divina, damos aula porque queremos dar aula, fazemos teatro porque queremos fazer teatro, cuidamos do jardim porque queremos cuidar do jardim, e não porque estamos sem dinheiro. Dessa forma, nossa parte Divina começa realmente a tomar conta da nossa vida, e passamos a ser o senhor das nossas decisões, não um escravo. Então, o Divino precisa de dinheiro para nos libertar, para garantir que tenhamos o direito de escolher.

Mesmo que não estejamos em um trabalho por coerção, a maioria de nós não faria o que faz se tivesse dinheiro suficiente para escolher. Vocês trabalhariam no que trabalham? Acredito que a maioria dirá que não. Se sua resposta é a negativa, portanto, você está vivendo uma vida sem escolha.

Uma pessoa que pega ônibus lotado, trabalha doze horas por dia em uma atividade exaustiva e da qual não gosta, mas que permanece no emprego porque precisa pagar suas contas, tem que tipo de energia para si e para sua família? Essa pessoa chega em casa, à noite, esgotada e mal humorada, além de não conseguir dar tempo e atenção de qualidade aos seus familiares. Ela não tem energia para mais nada. Isso não é Divino. Divino é estarmos bem, felizes, e termos tempo de fazer o que gostamos de fazer.

Minha ideia pode parecer utópica, já que quase ninguém na sociedade pode fazer isso, mas não podem porque não entendem a relação do dinheiro. As pessoas, geralmente, amaldiçoam o dinheiro, culpam-no por todos os males de suas vidas.

O que elas não veem é que o dinheiro é apenas um símbolo. Primeiro, elas precisam criar uma liberdade financeira para poder escolher; o dinheiro em si não tem nada a ver com as escolhas que elas fazem. E elas precisam, principalmente, usar o dinheiro pelo Divino. Assim esse dinheiro as libertará da escravidão, de maneira a proporcionar que elas possam escolher. Dessa forma, finalmente poderão exercer o livre-arbítrio, esse conceito tão comentado, mas tão pouco entendido.

Deus nos dá o livre-arbítrio, mas ele só pode ser exercido se formos livres nessa sociedade. Que livre-arbítrio tem uma pessoa que trabalha doze horas por dia simplesmente para comer? Nenhum livre-arbítrio.

Só temos livre-arbítrio quando podemos realmente escolher o que queremos fazer. Sem dinheiro, seguimos escravos de todo um sistema montado para que não tenhamos nenhuma possibilidade de escolha.

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