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O que é o amor

Somos um ser dual. Isto é, uma parte é centelha de Deus e a outra ego.

E quando falamos de amor, esses dois aspectos de nós mesmos irão entender e vivenciar o amor de maneira completamente diferente.

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Primeiro porque o ego não compreende o que é amar incondicionalmente e nem adianta tentarmos esse amor com o ego, porque apenas a nossa parte Divina é capaz de amar incondicionalmente.

O ego sabe apenas amar com certas condições, porque tudo lhe é visto como uma propriedade. Portanto, para o ego o amor é um instrumento de troca, um objeto de comércio.

A seguir conversaremos sobre como o ego e o Divino em nós lidam com o amor. E, principalmente, o porquê de serem o que são.

O amor e o ego

Como já dissemos, o ego só ama através de condições, por isso, sempre tem um se.

Só ama se… é bonito; obedecer; for homem ou mulher; da cor x; da classe social Y ;se tiver um diploma; um carro; fala agradável etc.

A bem da verdade, essa lista poderia ser infinita. E sempre que existir um se depois de qualquer coisa relacionada ao amor, então temos uma condicional, ou seja, o amor do ego.

Esse jeito de amar jamais será incondicional e tudo bem! Tudo bem, apenas porque ainda estamos no planeta Terra para aprender a amar sem condições.

Todo caminho que percorremos para compreender o ego e o Divino em nós, nos levará para o amor incondicional. Só que há uma longa estrada de aprendizagem até distinguirmos o que é ego do que é Divino.

E sabe por quê? Porque para o ego tudo é separado dele.

Isto porque o ego se considera um ser distinto das outras coisas ou pessoas; então a natureza é algo fora dele; tudo é exterior a ele e, portanto, precisa ser conquistado.

No amor, o ego deseja possuir tudo, inclusive as pessoas. Desta forma, ele quer para si uma mulher ou um homem, um carro, um cargo ou um título; enfim, deseja tudo para ele.

Esse é o nível mais primitivo do amor, aquele atrelado à ideia de posse; onde só podemos amar o que possuímos e por isso começamos a fazer do amor um comércio.

O amor como posse

Na forma de amor egocêntrica queremos fazer uma troca, barganhar. Ou seja, dar e receber algo de volta como amor, obediência, status ou o que for.

Quando Jesus Cristo falou sobre o amor, há mais de dois mil anos, ele não estava falando desse tipo de sentimento ou conceito de amor que temos hoje. Nossa sociedade atrelou o amor ao romantismo, criando assim, a partir do século XVII, a ideia de amor como posse, o amor romântico.

Esse pensamento se espalhou mundialmente e se mantém firme até os dias atuais. Está em Shakespeare, no suicídio por amor e em todas as novelas, no amor que é difícil, que exige luta, uma disputa.

Tudo isso é a romantização do amor, tornando-o um objeto do ego, algo que se possa vender e comprar.

Amar [condicionalmente] é…

Somente se o outro fizer algo por mim, como por exemplo, colocar a refeição na mesa ou se o trabalho render X ou se o cachorro obedecer; caso contrário não amo mais e largo na estrada. Essa forma de amar coloca o sentimento como objeto de troca.

Enfim, criamos infinitas listas de condições para amar. O outro também faz o mesmo para dar o seu afeto e assim toda uma sociedade se fundamenta no comércio do amor.

Tanto que amor e relacionamento são gatilhos explorados pelo marketing para alavancar as vendas em muitas datas comemorativas; que vão desde o Natal ao Dia dos Pais, das Mães, Dia das Crianças etc.

A verdade é que as pessoas gastam muito dinheiro para manter a aparência ou status, comprando inúmeros bens materiais na tentativa de conquistar e preservar o amor, o desejo ou a admiração de alguém.

Sociedade – Rótulos e padrões sobre o amor

Também existe um padrão de beleza imposto pela sociedade e se o nosso corpo não corresponder a essa estética ou se não usarmos o sapato ou a roupa da moda; então sentimos que não somos dignos do amor ou da admiração dos outros.

E junto, paradoxalmente, existe a ideia de alma gêmea.

Sei que muitos não compartilham da mesma opinião, mas reflitam, como seres com uma vida infinita, que reencarnam muitas, incontáveis vezes, podem ter apenas uma única pessoa para se relacionar?

Seria, no mínimo, um desperdício de oportunidade e experiências.

O universo possui infinitas criaturas, com intermináveis perspectivas e um número ilimitado de possibilidades de troca entre si. E aí temos apenas uma pessoa nesse infinito que corresponde a nós?

Outro assunto bastante sensível e controverso diz respeito ao tema sexo e amor; sendo que na verdade são entidades separadas e que podem caminhar unidas ou não.

Ou seja, pode-se fazer sexo apenas pelo sexo; sexo com amor, o sexo sagrado, ou ainda amar sem o envolvimento sexual. Todavia, assim como o amor romântico, o sexo também se tornou objeto de comércio.

Por isso a pressão de seremos sempre desejáveis é cada vez maior. Como manequins na vitrine, sentimos que precisamos alcançar algum ideal estético para satisfazer sexualmente o outro e, portanto, merecer o seu amor.

Todos esses sentimentos de rejeição e inadequação causam uma série de neuroses sociais. Tudo em cima dessa palavra amor, mas que não tem nada a ver com ele.

Na verdade, é compreensível que o ego não ame incondicionalmente e não vamos criar um processo de culpa em cima disso. Faz parte do estágio ainda primário do ego, incapaz de compreender claramente o que de fato é o amor.

O amor sem fronteiras

A princípio, conforme expandimos nossa consciência para o amor incondicional, percebemos que o amor começa no respeito.

Aliás, não existe amor sem respeito e respeitar é permitir que o outro seja quem de fato é e que tenha opinião própria, gosto e pontos de vista particulares.

Quando queremos que o outro aja de acordo com as nossas regras, que acredite no que acreditamos e que tenha a nossa perspectiva, então estamos fazendo comércio com o amor; já que desejar mudar o outro é não saber respeitá-lo como ele verdadeiramente é.

E respeitar e amar o outro por quem ele é torna-se um desafio maior para o ego, ainda mais em uma sociedade que quer padronizar o amor.

Exemplo comum disso é a não aceitação do amor entre duas pessoas do mesmo sexo.

Bem, em primeiro lugar, não existe amor padrão. Em segundo, entenda que o nosso espírito é assexuado e, portanto, encarna algumas vezes como homem e outras como mulher. Sendo assim, espíritos amam espíritos e isso não tem relação com o corpo que ele está usando como veículo naquele momento da sua encarnação.

A partir desse conhecimento, concluímos que jamais garantiremos o amor verdadeiro seguindo esse roteiro aceito pela sociedade.

Muitas pessoas acreditam que só encontrarão o amor no casamento heterossexual, se tiverem filhos e se ficarem juntas por toda a vida. Mas daí te pergunto: quantas pessoas já se frustraram tentando se adequar a esse padrão?

Esse molde pode ser defendido pela sociedade e por algumas religiões como a única forma de amar, mas, como já disse, ele não é garantia de amor.

Inclusive, categorizar o amor, enclausurando-o em caixinhas é um tolo engano.

Nova descoberta sobre o amor

Uma mãe me falou um dia: “Nem sempre o amor da mãe, quando pega o seu filho nos braços pela primeira vez, é tão profundo assim quanto você diz; muitas vezes o amor vem ao longo do tempo.”

Uau, descobri tardiamente que essa mãe tinha toda a razão! Eu categorizava o amor maternal como instantâneo e também como o maior do mundo; mas nem sempre é assim e, inclusive, muitas vezes não é.

Enfim, não existem padrões para o amor e essas categorias que insistimos em manter, simplesmente nos afastam do amor real.

Então percebam, amar com o ego não é amar.

O que quer que façamos com o ego não é amor, pois ele sempre almeja poder e domínio; torna o outro cativo ao seu ponto de vista e apenas enxerga o amor como algo separado do Divino.

O ego não consegue enxergar que é parte Dele.

O amor e o Divino

O amor incondicional é a maior frequência vibracional que existe. E quando atingimos o ponto de consciência desse amor incondicional, aí sim estamos fundidos com Deus, porque reconhecemos que tudo e todos são Ele.

Em última instância, não existe eu, você, cenários físicos, ou o que for; existe apenas o Criador.

Apenas Ele.

Então, se tudo é Deus, a pessoa que compartilha a nossa vida nesse momento é uma centelha de Deus e merece ser respeitada como Ele.

A partir desse pensamento, todo o ser vivo como por exemplo um cachorro, uma minúscula formiga ou a Natureza merecem profundo respeito, porque Deus está presente em tudo o que nos cerca e inclusive, em nós mesmos.

Por isso é impossível chegar nesse ponto de amor incondicional sem compreender que, quando olhamos para tudo à nossa volta estamos olhando para Deus.

E na sua grandeza, Ele não domina; Deus respeita.

Portanto, para o verdadeiro amor não importa a cor, a raça, o sexo, a condição financeira ou a formação, já que absolutamente tudo faz parte de Deus.

Então, veja tudo como Ele e que, portanto, merece respeito. Isso é o amor incondicional; o amor verdadeiro.

Mas não vivenciaremos isso enquanto não compreendermos que Deus está em todas as coisas. E que quando estamos subjugando alguém, quando fazemos comércio para oferecer amor ao outro, quando impomos condições para amar, infelizmente estamos fazendo isso com Deus.

Troca – Oportunidade de crescimento

Um amigo querido, durante uma conversa, fez o seguinte jogo de imaginação comigo: Imagine que estamos em um grande labirinto dessa existência e que esse labirinto possui salas que compartilhamos com pessoas.

Então, uma hora frequentamos determinadas salas com determinados indivíduos; mas, em algum momento e por diversos motivos, deixamos de entrar nesses ambientes, assim como as outras criaturas também param de frequentar a nossa sala.

E claro, passamos a visitar e conhecer novas dependências e novos seres a partir disso. Desse modo, vamos trocar experiências com outras pessoas.

Essa é uma analogia bem simplista, mas exata, do processo que causa a expansão da consciência.

As trocas com duração finita são de extrema importância para nós. Mas se olhamos esse movimento do ponto de vista do ego, cada vez que alguém decide partir, consideramos que perdemos esse alguém ou que perdemos uma posse.

Essa percepção do ego, mesmo que inconsciente, gera inevitavelmente sofrimento. Porque a outra pessoa não é um bem material e não é um objeto que nos pertence, já que ela é uma parte de Deus e, portanto, livre.

Sendo assim, foi embora porque deseja viver novas experiências e nós também teremos outras a partir desse ponto. Esse processo ocorre infinitas vezes pela eternidade em todas as nossas relações.

Encarnamos com um grupo de pessoas, mas depois esse grupo conclui seu tempo com a gente e vice-versa.

Do mesmo modo, às vezes o companheiro dessa existência foi um irmão na vida passada ou há três vidas foi nossa mãe; e muitas vezes esses reencontros seguem ocorrendo porque temos causas mal resolvidas com essas pessoas.

Desapego

Reencarnar e viver junto por um tempo é uma nova oportunidade de resolver qualquer questão que tenha ficado pendente. Assim,  quando essas lacunas são resolvidas, cada indivíduo pode seguir adiante no caminho evolutivo, rumo a novas experiências e resoluções com outras pessoas.

Esse fluxo de ir e vir é normal e esperado no universo.

Buda falava que o apego é uma das causas do sofrimento, porque em um universo onde tudo é impermanente, se apegar a alguém ou a uma situação é sinônimo de sofrer.

Afinal, não possuímos absolutamente nada a não ser a nossa consciência, porque nada nos pertence. Devemos considerar que tudo é um generoso empréstimo.

A partir do momento que ganhamos essa percepção tudo se torna mais valioso. Pois quando adquirimos a noção de que nada ficará conosco para sempre, que todas as coisas e pessoas que estão ao nosso lado hoje, amanhã podem não estar, valorizamos mais o momento presente.

Porque se nada é nosso e tudo é impermanente, então temos que aproveitar o agora o máximo possível, pois é nele que tudo está.

Como o ego considera tudo uma posse perpétua, então deixa para demonstrar o amor amanhã, dá pouco ou nenhum valor às coisas do presente, às pessoas do cotidiano e à natureza.

O ego tem uma estranha certeza de que nada mudará; isto porque não considera a ideia de perda. Para o ego a vida é uma grande poupança, onde poderá acumular indistintamente coisas e pessoas.

Mas se ampliarmos a nossa percepção e permitirmos que o Divino em nós se manifeste, perceberemos que cada momento na eternidade é único e mágico, porque jamais se repetirá.

Respeito ao outro e a tudo

Podemos reencontrar muitas vezes quem amamos, mas nunca será na mesma configuração. É como assistir a diversos filmes de um mesmo ator. O personagem, o local, a cena e a situação nunca serão iguais; as histórias também não; apenas o ator que interpreta os enredos permanecerá o mesmo, compreende?

E de tudo isso o mais importante é percebermos que só existe o momento presente e é nesse tempo que o amor se manifesta.

Repito, apenas no agora o amor se manifesta.

E como ele se manifesta?

No respeito.

O amor incondicional respeita que a outra pessoa tenha o ponto de vista dela, opinião própria e nível de consciência singular. E está tudo bem.

Pense nos grandes mestres espirituais, eles não caíram no erro de considerar os outros como inferiores. Não escolheram ficar apenas entre si e deixar o resto da humanidade tentando sozinha sair da inconsciência.

E por que não fizeram isso? Por amor.

Os grandes mestres de dimensões elevadas não estão tomando chazinho entre eles. Eles estão aqui do nosso lado, porque compreendem que também somos parte de Deus..

E o que nos diferencia deles nesse momento é somente o nível vibracional em que estamos e o fato de que ainda não compreendemos que tudo é Deus.

E eles não nos julgam por isso, nem por nada, aliás.

Nunca veremos um mestre espiritual julgando alguém, porque ele julgaria Deus. E como alguém pode ser pretensioso a ponto de julgar Deus?

Como podemos chegar ao nosso próximo e falarmos que ele tem que ser assim ou assado? Como?

Deus escolheu se individualizar naquela pessoa, daquela forma, dentro daquela perspectiva. Como nós podemos questioná-lo?

Quando entendemos isso, então fica ainda mais claro que o que chamamos de amor nessa sociedade, na verdade, é um objeto de troca.

Deus está em tudo e em todos

O amor só vem dessa compreensão de que tudo é Deus.

Por que não amamos a natureza? Porque a consideramos como algo exterior a nós, como algo a ser dominado, conquistado.

Quando compreendemos que cada árvore, animal ou cada ecossistema é Deus, passamos a respeitar e a amar profundamente.

Os povos indígenas têm esse senso de amor e respeito à natureza muito mais desenvolvido, porque a entendem como Deus.

Mas nós, quando pensamos em amor, falamos do amor de vingança, de posse, conquista, daquele que dói ou de novela. Esse é o tipo de amor que nos é vendido incessantemente.

E aí olhamos à nossa volta e vemos pessoas sofrendo com os seus relacionamentos, umas tentando amarrar as outras; relações de fachada, uniões que machucam.

Tudo porque insistimos em construir relações a partir do ego e ele não sabe amar, apenas sabe possuir.

Existe uma frase antiga que diz: “eu amo as coisas livres”.

Mas quantas pessoas têm a coragem de amar seres livres?

O amor verdadeiro dá a liberdade para o outro exercer sua parte Divina e caminhar ao seu lado, bem como partir se assim desejar; e tem consciência de que toda dor que uma partida pode causar está vindo do ego.

O ego sofre porque sente que perdeu algo e chamamos essa dor de sofrer por amor.

Só que Deus, o Divino, não perde nada. Isso é impossível porque Ele é tudo. Portanto, não há sofrimento no Divino, não existe sofrer por amor.

Amor e desapego

Se já tiveram a experiência ou se um dia entrarem em estado de meditação profunda, onde o silêncio acontece, pois o ego aquieta e conseguimos acessar a plenitude do Criador; a ilusão da separação se desfaz e a sensação que temos é a de que pertencemos a tudo.

E estamos todos caminhando em direção a isso, abandonando as ilusões do ego.

Mas enquanto vivermos em uma sociedade que não tem a menor noção da existência da parte Divina em si, continuaremos longe do amor incondicional.

Porque criamos a ideia de que Deus está separado de nós, que Ele não está na natureza e sim sentado em um trono e nos observando.

Nossa caminhada evolutiva agora é refazer a junção entre o ego e o Divino. Não é eliminar o ego, mas fazê-lo compreender o seu papel.

E fazemos isso treinando-o.

Ou seja, quando uma pessoa for embora da nossa vida, busquemos compreender que quem está sofrendo é o ego. A liberdade do outro de ir e vir é mais importante do que qualquer sofrimento que possamos sentir.

Por conta desse treinamento e da necessidade desse aprendizado, reencarnamos várias e várias vezes, sempre vivenciando esse fluxo de partidas e chegadas.

Chegamos aqui, acumulamos posses, títulos, pessoas e então morremos e perdemos tudo. Depois encarnamos de novo, acumulamos novas posses, títulos e pessoas, daí morremos e perdemos tudo novamente.

E ficamos nesse ciclo até compreendermos que nada é nosso e que essa perda é uma ilusão, porque somos tudo.

Por isso que esse projeto chamado Terra, de sucessivas encarnações, nos ensina a perder, a soltar e a desapegar.

E desapegar é basicamente compreender que o ego é um instrumento do Divino. Não é para ser aniquilado, mas para trabalhar a serviço de Deus.

O amor verdadeiro

E ele faz isso quando aceita que não está separado de nada e que é apenas um personagem de teatro, que existe um ator por trás e que o ator é o Divino.

Nesse momento o ego começa a compreender o que é amar.

Nesse universo tridimensional em que estamos, com seus milhares de planetas, existem civilizações que possuem ego tanto quanto os seres humanos; no entanto, têm uma capacidade maior de amor, isto porque treinaram.

E também existem as civilizações com uma noção de ego ainda mais exacerbada do que a nossa, ou seja, em um estágio anterior de desenvolvimento.

Isso ocorre porque o universo tridimensional é o universo da dualidade.

Não é o planeta Terra que é dual, mas a tridimensionalidade que é a dimensão da dualidade; onde o ego e o Divino terão que conviver, porque foi assim que o Criador quis.

Ele criou os personagens para oferecer oportunidades para a evolução e ora estará em mim, em você, no mar, na terra, nos bichos, árvores e tudo o mais.

E aí precisamos de um aprendizado de milhões de anos para que nosso ego compreenda que ele é um instrumento, não o ator principal.

Seria similar a um ator que ficasse obcecado por um papel e passasse a se confundir com o personagem que representa. E é exatamente isso o que o ego tem feito, ele se esquece de quem realmente é o ator.

Então, enquanto estivermos amando com o ego, não existe amor. Para o ego, amor é um comércio, uma troca, uma imposição à uma lista de regras.

Agora, quando amamos incondicionalmente, amamos a Deus; logo, amamos tudo. E é isso que Cristo quis dizer sobre amar a Deus acima de todas as coisas.

A importância de amar a si mesmo

Outra máxima de extrema importância que Cristo ensinou foi amar ao próximo como a si mesmo; o que implica, obviamente, na necessidade de se amar.

Como somos uma parte de Deus, fica claro que devemos nos respeitar. Quando não nos respeitamos e também não nos amamos, não estamos respeitando e amando a Deus.

Amar ao próximo como a si mesmo é a ideia de que tudo é Deus. Eu me amo como amo Deus, eu te amo como amo Deus.

O respeito que devemos a nós e a tudo não é uma obrigação, pois Deus não exige o respeito de ninguém. Mas seria humilde de nossa parte, por estarmos diante de um ser com uma capacidade infinitamente maior do que a nossa de amar, que O respeitemos.

Sem esquecer que a pessoa que nos pede dinheiro no farol é Deus; que duas pessoas que se amam, mesmo fora dos padrões, são Deus. O rio que recebe o esgoto da cidade é Deus, a árvore que cortamos é Deus.

Então é importante percebermos que amor incondicional não é apenas amar a todos os seres humanos, mas amar a tudo. Absolutamente tudo.

Um livro que temos nas mãos é energia de Deus. Portanto, o mínimo que devemos fazer é tratá-lo com respeito. Mas, novamente repito, não é amor romântico; não é posse, mas sim, respeito.

Isso significa dizer que percebemos sua função, seu papel no mundo, que compreendemos sua finitude e que temos gratidão, mas não apego.

A mesma finitude que vemos em um livro podemos ver em nosso corpo material. E com ele devemos ter essa mesma gratidão sem apego.

Aliás, pelo nosso corpo e pelo corpo do outro também.

Quando amamos alguém somente enquanto é jovem, mas depois descartamos na velhice, o que amávamos afinal? O corpo físico? A sua juventude? Onde estava o amor?

Reflexões

Para concluir, deixo alguns questionamentos ampliando essa questão.

O que estamos amando? Estamos amando a Deus ou amamos um objeto, uma característica?

Se pergunte:

“Será que estou amando essa pessoa como um objeto ou a respeitando como Deus?”

“Será que estou me amando como um objeto ou me respeitando como Deus?”

“E as coisas materiais que possuo, como lido com elas, será que as vejo e amo como deveria?”

Copyright do texto © 2022 Tibério Z Dados internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste artigo pode ser reproduzida ou usada de qualquer forma ou por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, inclusive fotocópias, gravações ou sistema de armazenamento em banco de dados, sem permissão por escrito, exceto nos casos de trechos curtos citados em resenhas críticas ou artigos de revistas. (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) ISBN: 978-65-00-20884-9

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