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Pensar negativo

Pensar negativo

A atitude mental negativa é uma causa do fracasso, principalmente quando se torna uma constante em nossa vida. Muitas vezes, não percebemos que olhar o lado negativo de tudo é uma questão de escolha. Afinal, como tudo é yin e yang, tudo tem seu lado positivo, inclusive nós. Por isso, também é uma questão de escolha como vemos e encaramos a nós mesmos e aos outros.

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Isso me lembra que, certa vez, estava em um almoço de família, e comentaram que uma certa pessoa era esquisita. Mas pergunto a vocês: quem não é esquisito? Todos nós somos esquisitos aos olhos de alguém, porque todos temos modos diferentes de viver a vida, bem como hábitos dissemelhantes e valores diversos. É em função disso que a pessoa que tem uma perspectiva diferente da nossa torna-se alguém esquisito.

O mesmo ocorrerá quando olharem para nós. Isso, em si, não é um problema, mas, se ficamos apenas olhando o que é diferente e aquilo que não nos agrada, julgaremos a todos negativamente.

A mente negativa também costuma ser muito ativa quando falamos de projetos, pois, embora, antes de ser criado, tudo tenha a mesma chance de dar certo e de dar errado, quase sempre tendemos a colocar nosso foco no fracasso.

No campo dos relacionamentos ocorre isso, ao ponto de muitos preferirem não se envolver a terem que lidar com seus medos. Evitam ter um relacionamento saudável para não precisarem ver suas carências, tampouco querem administrar seus medos, dentre os quais estão, geralmente, o de amar, o de se entregar, o de ser traído e o de ficar abandonado. Assim, atraem e mantêm relacionamentos abusivos e conflituosos. Além disso, caso alguém legal se aproxime, como todos esses medos vêm à tona, deixam-se levar por crenças negativas.

Obviamente, tudo isso acontece porque só olhamos o negativo e nos deixamos levar pelo medo. Não vemos que amar e se relacionar profundamente é uma oportunidade de curarmos nossos medos e de lidarmos com nossas dores. Como tudo é yin e yang, o amor não só nos traz prazer e alegria, como também nos mostra nossas sombras, o que pode gerar dor. Não podemos ser ingênuos de acreditar que teremos só o prazer, porque, se buscarmos isso, nunca sairemos da superficialidade. Então, devemos lembrar que se relacionar pode gerar algum nível de dor interna, a qual será saudável se for com a intenção de curar, mas essa dor não deve nos impedir de ter o prazer e de nos conectarmos realmente com alguém.

Trazendo para o campo dos negócios, os pensamentos negativos, muitas vezes gerados pelo medo, nos travam. Por exemplo, se não gostamos do nosso trabalho, podemos acreditar que não é possível mudar esse contexto, o que nos levaria a continuar anos a fio nessa situação. Ou podemos acreditar que conseguimos sim mudar esse quadro, que temos a opção de fazermos novas escolhas, apesar do nosso passado, e que, mesmo que a transição leve um tempo, é viável criarmos um projeto paralelo em nossa vida que esteja mais de acordo com o que queremos. Mas, se olhamos apenas para o aspecto negativo, caímos no conformismo e nutrimos o medo. A vida, então, trava, afinal, não temos coragem de darmos um passo sequer.

O medo nos paralisa em todos os sentidos, seja o medo de amar, o medo de se conhecer ou o medo de ser bem-sucedido. Vocês podem se perguntar: alguém tem medo de ser bem-sucedido? Sim, a maioria de nós tem. Porque acreditamos que não merecemos a felicidade, que estamos aqui para pagar por nossos erros, que, se tivermos sucesso, seremos invejados, abandonados ou menos espiritualizados.

Essas crenças podem ser inconscientes, mas é grande a chance de que existam, pois essas são programações feitas desde nosso nascimento. Então, quando começamos a ter sucesso, sentimos um incômodo e um impulso de colocar tudo a perder. Nesse ponto, geralmente, começam as autossabotagens, que poderiam ser identificadas e erradicadas se percebêssemos que estamos agindo com base nas nossas programações limitantes, nos nossos medos e nos nossos pensamentos negativos. Mas tudo isso não é percebido, pois nascemos em uma sociedade que cultua o negativo e que treina o olhar de todos para isso. Basta ligarmos a televisão que ficará claro o culto à tragédia que fazemos diariamente.

Sim, obviamente existem muitas coisas ruins no mundo, mas ainda encontramos coisas boas nele. Porém, essas coisas boas não viram notícia. Estamos tão viciados no negativo que nosso cérebro se acostumou às sensações que essa energia provoca. Mas nosso corpo não mente: os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, estão cada vez mais altos na população global, assim como os infartos e os derrames são cada vez mais comuns, mesmo em pessoas jovens.

Não estou dizendo para criarmos a ilusão de que vivemos no paraíso, mas ver só o lado negativo de tudo tem um preço alto. Precisamos perceber se estamos vendo as situações com clareza ou se estamos deixando nosso hábito de pensar negativo ver por nós. Porque, sim, existe uma diferença entre saber que o leão está na selva e que ele morde e ver um leão em cada zebra. Também seria ingenuidade achar que o leão não vai morder.

É preciso sabedoria para identificar os perigos reais e para evitá-los quando possível. Se vivemos como se os leões não mordessem, somos presas fáceis, mas, se vivemos como se as zebras fossem leões, não temos um segundo de paz.

Vejam, não há qualquer problema em nos defendermos dos leões, todos os animais na natureza se defendem, mas, se nos defendemos mesmo quando não há perigo, criamos barreiras que nos impedem de aproveitarmos os momentos e de nos conectarmos aos outros. Por isso, precisamos reeducar nossa mente do hábito de ver o pior em tudo, porque, senão, viramos escravos do medo.

Devemos exercitar nossa mente para a possibilidade de vermos algo por um ângulo melhor. É a velha história do copo meio cheio e meio vazio. Quantos de nós, mesmo sem perceber, ainda focam na metade vazia do copo? Se não fosse assim, os telejornais não teriam tanta audiência.

Outro exemplo dessa lógica é o contexto em que recebemos dez elogios, mas nos ressentimos por uma única crítica. Nesse quadro, uma crítica é capaz de destruir nossa autoestima, como se tudo o que fazemos corretamente não tivesse valor. Se um amigo nos aponta um erro, nos ressentimos dele e nos afastamos. Com isso, vamos nos cercando somente de falsos amigos, pessoas que nos elogiam para ganharem algo em troca. Aqui, novamente, precisamos de sabedoria para diferenciarmos o que é uma crítica construtiva do que é recalque ou inveja. Porque, sim, existem pessoas com inveja, ou que falam a partir de projeções das próprias sombras, mas não são todas assim.

A sabedoria também nos ensina que não teremos apenas sucessos na vida. A cada dez projetos, talvez uns dois deem certo. Mas, se nos dominamos por pensamentos pautados na negatividade e no fracasso, acreditamos que tudo o que fazemos dá errado ou não é bom o suficiente.

Muitas vezes, deixamos de ensinar algo por acreditarmos que não temos coisas boas a oferecer. Valorizamos tanto as nossas sombras que acreditamos que elas sejam empecilho para a nossa luz. Mas como podemos ter sucesso dessa forma? Como é possível nutrir a autoestima, o amor-próprio e o amor pelo próximo se focamos apenas no negativo? Lembrem, tudo é yin e yang, todos nós temos sombras, mas também temos luz.

Falando em espiritualidade, a culpa por nossos erros é uma das coisas que mais nos atrapalham quando começamos a expandir a consciência. Isso porque, nesse contexto, ainda carregamos a ideia de que espiritualidade é santidade, como se quem buscasse a luz não sentisse inveja, raiva ou mágoa. No entanto, todos temos sentimentos densos uma vez que somos seres humanos.

A questão é onde colocamos o foco: em nossa raiva e na inveja ou em nossa capacidade de ajudar e na vontade de sermos melhores? Sim, temos mágoas e traumas que teremos que trabalhar, mas não é por isso que estamos mais distantes de Deus.

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