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Poema Rumi – A casa de hospedes

Neste artigo, vamos explorar o significado do poema Rumi e o que ele pode nos ensinar sobre a natureza da consciência.
poema rumi

Rumi foi um grande poeta e místico do século XIII. Ele nasceu na Pérsia e viveu na Turquia. Sua obra é repleta de ensinamentos sobre a espiritualidade, o amor e a consciência. Um dos seus poemas mais conhecidos fala justamente sobre este último tema.

Nesse poema, Rumi nos mostra que a consciência é o que nos dá acesso à verdadeira realidade. Ela é o que nos permite enxergar além das ilusões do mundo material. Por meio da consciência, somos capazes de compreender a verdadeira natureza das coisas e das pessoas.

“O ser humano é uma casa de hóspedes.

Toda manhã uma nova chegada.

Uma alegria, uma depressão, uma falta de sentido

como um visitante inesperado.

uma consciência momentânea chega

Dê boas vindas e entretenha a todos!

Mesmo que seja uma multidão de dores

que violentamente varrem sua casa

e leva todos os seus móveis,

ainda assim, trate cada hóspede honradamente.

Ele pode estar lhe limpando

para algum novo prazer.

O pensamento obscuro, a vergonha, a malícia,

encontre-os à porta rindo

e convide-os para entrar.

Seja grato por quem vier,

porque cada um foi enviado

como um guia do além.” 

Esse poema é muito profundo. Mas, basicamente, está nos dizendo que não somos as nossas dores, não somos as nossas alegrias, não somos tudo isso que permeia a natureza humana.

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Somos a consciência, uma fagulha de Deus, que é tudo. E tudo o que vem até nós não é para rejeitarmos, não é para escondermos. Assim, se estamos com raiva, devemos apenas observá-la e deixá-la ir.

Podemos nos perguntar: “Por que estou com raiva?” ou “Por que esse pensamento de raiva veio até mim?”. Porque a questão não é nos afastarmos da raiva ou de tudo aquilo que consideramos negativo, mas entender por que isso veio até nós nesse momento.

A função desses sentimentos é nos mostrar que existe algo originando-os, portanto, não precisamos nos apegar a eles, apenas entendê-los. Para isso, perguntamos: “Por que essa raiva está dentro de mim?”.

Então, observamos a resposta surgir. Porque tudo que existe nessa vida é para nossa expansão de consciência. É para que essa fagulha, que vimos na aula anterior, cada vez ganhe mais energia e expansão.

E como essa pequena fagulha divina ganha energia? Com conhecimento. A sabedoria e o conhecimento fazem com que essa fagulha cresça cada vez mais. Mas só conseguimos ganhar conhecimento olhando com algum distanciamento nossas experiências.

Só conseguimos compreender a dor, raiva e todos os sentimentos negativos quando olhamos para esses sentimentos. Com isso, eles se tornam grandes mestres da nossa existência.

Porque, às vezes, podemos vir de várias e várias vidas sentindo raiva. E simplesmente vamos experienciar isso de um modo passivo, sem compreender que existe um observador e que, por outro lado, existe a raiva. Esquecemos que não somos a raiva, e sim quem a observa.

Então, essa raiva está nos ensinando algo. Além disso, esse sentimento de raiva pode ser fruto de um apego, de uma desconexão com o todo, de uma imagem mal trabalhada ou de uma carência.

Mas, sem a raiva, talvez não víssemos o que está por baixo. A raiva é como a copa da árvore, mas qual é a sua raiz? De onde vem essa raiva? De onde vem essa tristeza? De onde vêm todos esses sentimentos negativos?

Os sentimentos positivos também possuem uma origem. E, para o universo, não existe essa separação entre sentimentos negativos e positivos, existem sensações. Através dessas sensações, conseguimos compreender um pouco mais do nosso ser.

Através de sensações positivas e negativas nos aprofundamos em nós mesmos e compreendemos o que está acontecendo em nosso universo interno. Mas só temos essa visão nos reconhecendo como os observadores, e não aquele que vive.

Vejam, não vivemos a raiva, nós a observamos. A raiva chega e a raiva passa. E a pergunta que fica é: “Por que a raiva veio me visitar?”, “Por que a alegria veio me visitar?”, “Por que a tristeza está me visitando hoje?”.

Fazendo essas perguntas, vamos alcançar a raiz do problema. Quando chegamos à raiz, adentramos um universo maravilhoso, que é o nosso próprio ser. Quase todos os grandes mestres que vieram à Terra deixaram essa mensagem: “Conhece-te a ti mesmo.”

Porém, conhecer a si mesmo não é só uma questão de conhecer nossos hábitos, mas também de saber quem somos. É conhecermos essa consciência, esse observador. Para isso, devemos tirar as camadas que estão por cima: a raiva, a tristeza, a alegria, a euforia, tudo.

Quando chegamos ao “eu observador”, à consciência pura, é o que eles chamam de estado de Iluminação Espiritual. A Iluminação nada mais é do que chegarmos a nós mesmos, àquela essência divina que falamos na aula passada.

Quando nos encontramos com esse pedaço que não sofre a interferência do ego, dos sentimentos e dos pensamentos, chegamos à Paz e à Alegria absolutas. Porque Deus é paz e alegria em absoluto.

Mas, como vimos, para nos conhecermos, temos que nos olhar friamente, sem preconceitos e com compaixão. Isso porque, se ficamos bravos por estarmos sentindo raiva, apenas geramos mais um sentimento denso em nós.

Ter autocompaixão é reconhecermos que estamos sentindo a raiva e não nos culparmos por isso. Então, sem nos dominarmos por ela ou por qualquer outro sentimento associado, podemos nos perguntar por que essa raiva surgiu.

Assim, nos aprofundamos nos nossos sentimentos e realmente nos voltamos para dentro, buscando a raiz dessa raiva.

Por exemplo, se sentimos raiva de um colega de trabalho por conta de alguma crítica, se nos aprofundarmos em nós mesmos, talvez percebamos que temos um orgulho ferido. E isso torna-se uma oportunidade de trabalharmos esse desequilíbrio.

Talvez existam outras camadas, tais como rejeição, autoestima baixa e coisas dessa ordem. Mas, nesse caso, temos a oportunidade de trabalhar e melhorar essas questões em nós mesmos. É esse movimento que expande nossa consciência e nos traz cada vez mais luz.

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